<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916</id><updated>2009-12-09T12:56:32.204-08:00</updated><title type='text'>Desafogar</title><subtitle type='html'>Música, cinema, livros, rotina, tédio, fatos, opiniões nem sempre corretas, quase nunca pretensiosas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>169</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-115281732943236988</id><published>2006-07-13T11:49:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T12:02:09.480-07:00</updated><title type='text'>Casa nova...</title><content type='html'>Então galera, faz um tempo que não consigo atualizar esse blog satisfatoriamente. Apesar de estar com uma pá de coisas legais para comentar, a correria me impede de tecer maiores comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em respeito aos meus seis leitores, resolvi deixar as coisas mais práticas: a partir de hoje as confissões deste curioso a respeito de filmes, livros, discos e fatos cotidianos - que é o que faço aqui - poderão ser lidas lá no &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.matrizonline.com.br/portal/colunas/foradoeixo/"&gt;MATRIZ ON LINE FORA DO EIXO&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa do contrato com dona Mila Chaseliov - a dona do pedaço - preciso atualizar a coluna semanalmente, o que me dá disciplina, coisa rara no caos do meu dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fica certo assim, ok? Toda terça-feira uma crônica garantida, uma música para baixar e claro, estou pensando numa forma de tratar de mais assuntos lá na coluna, ao invés de escrever monotematicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Conto com os comentários de vocês!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-115281732943236988?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/115281732943236988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=115281732943236988&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115281732943236988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115281732943236988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/07/casa-nova.html' title='Casa nova...'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-115202060348565388</id><published>2006-07-04T06:41:00.000-07:00</published><updated>2006-07-04T06:43:23.546-07:00</updated><title type='text'>Bobby pai, filho, o escambau!</title><content type='html'>Dia desses, enquanto me distraía bolinando umas estantes da livraria próxima à minha casa – às vezes de tanto tempo que permaneço nela, sinto como se fosse uma extensão da própria -, deparei-me com um título curioso: “Dez Passos de Como se Tornar Um Líder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me dei ao trabalho de sequer ler a orelha do tal livro. A verdade é que agora, quando tenho em mãos o novo disco do grupo inglês Primal Scream, “Riot City Blues”, a única coisa que consigo imaginar é que nenhum livro de Deepak Chopra ou Lair Ribeiro terá lições suficientes de como ser um líder, caso não tenha entre os dez passos: “seja um Bobby Gillespie”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo que dividir os ouvidos entre quem pedia para ser adorado, como Ian Brown do Stone Roses, e os que independente de tanta carência já se bastam com sua petulância, como os irmãos Gallagher, ouvir Bobby Gillpespie é ter certeza de que o pop inglês tem o mesmo dono há 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde, em qualquer esquina, vamos encontrar à venda uma biografia tão peculiar? Ele tem razão quando canta “I don’t born to follow”. Meninos, ele estava lá quando o Creation – o selo mais lendário do rock inglês – foi forjado por Alan McGhee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um líder diria “Não!” ao Jesus &amp; Mary Chain depois de lançar o clássico “Psichocandy” e marcar toda uma geração de rockers, indies e o caralho, para logo adiante direcionar outra geração, misturando rock e música eletrônica num dos discos mais importantes de todos os tempos: “Screamadelica”, de 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de Gillespie a releitura do Flower Power que deu novos moldes aos costumes dos jovens ingleses no início da década passada. O que os moderninhos e entendidos hoje chamam de rave, na verdade foi esboçado por ele, na mistura bem dosada de batidas eletrônicas frenéticas, lasers, vocais chapados e um apelo inconteste para “abrirmos nossas mentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo sem Gillespie seria um mundo sem o eletrorock, sem Chemical Brothers, Prodigy, LCD Soundsystem, Vive la Fête!, She Wants Revange, Cansei de Ser Sexy ad infinitum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos, enquanto todos apontavam dedos para o que seria a desistência da revolução eletrônica iniciada em “Screamadelica”, com o disco “Give Out But Don’t Give Up” de 1994 – um olhar mais stoneado e conservador sobre o rock -, as salas de cinema foram invadidas pela direção de vídeo-clipe que consagrou o filme Trainspotting, mas também por sua faixa-título. Era um aviso: Bobby Gillespie está vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ian Brown perdeu um adorador quando Gary “Mani” Mounfield juntou-se ao Primal Scream em “Vanishing Point”, o elogiado trabalho de 1997, onde Bobby comandou uma nova roupagem para o dub. O pop inglês apenas ratificava quem tinha nascido para ser seguido, e quem deveria seguir o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga o meu conselho e não deixe de ter "Riot City Blues” na sua estante. Esqueça o que você ouviu em “Evil Heat” e “XTRMNTR”, e caso não tenha ouvido nada até aqui, abra a sua mente. Bobby está de volta. E volta mais cru, num disco gravado em formato ao vivo, stoner, consistente e alheio à própria revolução. Será que ser radical hoje em dia é mostrar-se conservador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há palavra mais esquisita para definir um trabalho artístico do que “maduro”, no entanto, a meia idade de Gillespie parece fazer sombra no novo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de teclados vintage, disco e fusion, o que se ouve em “Riot City Blues” é um pequeno tratado de volta ao passado. Rock and roll da melhor qualidade e do que Primal Scream faz muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um discreto banjo em “Country Girl”, o que de certa forma anuncia que a vanguarda ficou para trás. De um gospel que chama às palmas em “Nitty Gritty”, Bobby conta com sua banda a história de um travesti arrebentando o carro depois de uma overdose, em “Suicide Sally &amp; Johnny Guitar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As referências aos trabalhos anteriores ficam resumidas a “Little Death” e “When the Bombs Drops”. Nesta, um contido Gillespie canta apoiado no suporte impecável do baixo de Gary. Naquela, há algo dissonante em relação a restante do disco. Perdoável, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, "The 99th Floor" , "We're Gonna Boogie" e "Dolls (Sweet Rock and Roll)" – com a participação de Alisson “VV” Mosshart, do The Kills – fecham uma trinca de referências que vão de Bob Dylan e T. Rex, até desaguar na cowntry (?!) “Hell’s Comin Down”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sometimes I Fell So Lonely” fecha com chave de ouro um bom disco de rock and roll. Não é um disco fantástico, não tem cartas na manga nem um novo norte para a música. Tem muito mais chances de seduzir os ouvidos leigos em relação ao que o Primal Scream já produziu no terreno arriscado da música eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção, que conta com a participação luxuosa de Will Sergeant (Echo &amp; The Bunnymen) e Warren Ellis (Nick Cave &amp; The Bad Seed), é uma volta a mais na órbita do pop inglês, que de tempos em tempos, desde 1985, nos faz lembrar que Gillespie é quem sabe das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demora e estarei de volta à livraria, bolinando alguns livros em busca de novos conhecimentos. Quanto do pouco que sei, algo consegui ouvindo Primal Scream. Se não aprendi a ser líder, ao menos sei de quem ser um liderado. Eu quero ser Bobby Gillespie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-115202060348565388?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/115202060348565388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=115202060348565388&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115202060348565388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115202060348565388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/07/bobby-pai-filho-o-escambau.html' title='Bobby pai, filho, o escambau!'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-115109107948286924</id><published>2006-06-23T12:11:00.000-07:00</published><updated>2006-06-23T12:31:19.566-07:00</updated><title type='text'>Hard-Fi</title><content type='html'>- Eu sei que minha assistência a esse blog beira o abandono, mas prometo dar um jeito nisso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu tempo continua escasso (pra não dizer escravo). Quando eu achava que ia me dar descanso depois de duas semanas mergulhado num trabalho extra, concretizo o avisado no post anterior: eu tenho mesmo um gosto sádico por esgotar todo o meu tempo livre. Resolvi ser o capataz de mim mesmo e me presentear com mais um projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: todo sábado a partir das 18 horas, na FM Tropical, estarei no comando do 103 Hype. Um programa de informação e música. Música, música, música, cinema, quadrinhos e esportes radicais. Em doses pequenas claro, o mais importante é o som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, foi esse o tal projeto que tomou o meu tempo na última semana. Na verdade ele já vinha sendo trabalhado há meses, mas como tudo se definiu só agora, a correria foi enorme pra deixar a casa em ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está. Todas as vinhetas, teasers, músicas, notas, informações, tudo pronto. Como um Todynho, que agora pode ser o seu companheiro de aventuras no início da noite do sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco é estar sempre ligado no que toca lá fora, nas bandas novas, promessas, mas com uma pitada de pop, afinal de contas, de indie chato basta eu. Ah, e informar sobre os principais lances do cinema e dos quadrinhos. É isso. Espero que gostem. Caso não, mudem de estação, a vida é democrática =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps1.: No primeiro programa rola a porrada do Wolfmother, o hype do Cansei de Ser Sexy e mais umas surpresinhas aí. Aguardem. Ouçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O melhor da Copa tem sido poder trabalhar em paz quando o mundo pára. Êta sossegão! Ninguém perturba, ninguém procura, ninguém pede nada e assim eu adianto tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô devorando o que posso de livros! Maravilha! Acho que nunca estive com a leitura tão em dia, apesar da falta de tempo. Acho que a pressão me fez otimizar o tempo que sobra e reaproveitar o ocupado. E como ando bem satisfeito e caridoso esses dias, vai umas dicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os Senhores do Crime - Jean Ziegler.&lt;br /&gt;* Jesus e Javé, Nomes Divinos - Harold Bloom&lt;br /&gt;* Onde esta a sabedoria? - Harold Bloom&lt;br /&gt;* Entre a Mentira e a Ironia - Umberto Eco&lt;br /&gt;* Seis Passeios Pelo Bosque da Ficção - Umberto Eco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se quiser leitura rápida e de qualidade, não tem escape: a TPM desse mês vem na medida. A SET idem, com uma matéria irada sobre o novo Superman, que aliás estreou com ótimas críticas. A Bizz vem mais ou menos. A Playboy sensacional! Abaixo as máquinas de silicone!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ando lendo o mínimo possível sobre política. E quando leio, parece que a leitura está atualizada. Sacou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... Essa semana não tem música pra download, fico devendo. Mas se quiser adiantar o serviço, use o seu e-mule e baixe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Hard-Fi&lt;br /&gt;* The Living Things&lt;br /&gt;* She Wants Revange&lt;br /&gt;* Keane&lt;br /&gt;* Mombojó (O Homem-Espuma)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bah! Eu quero cinema! Mas as coisas aqui andam estacionadas em X-Men, Código Da Vinci e Missão Impossível III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso. Chegaí! Qualquer hora eu volto e a gente bate um papo. Quem sabe eu ponho algo pra download. Mas só se o tempo der. Enquanto isso, vá ler a minha coluna no portal Matriz On Line. Parece que a coisa tá dando pé. Falows!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-115109107948286924?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/115109107948286924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=115109107948286924&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115109107948286924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115109107948286924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/06/hard-fi.html' title='Hard-Fi'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-115023358105901386</id><published>2006-06-13T13:02:00.000-07:00</published><updated>2006-06-13T18:46:03.970-07:00</updated><title type='text'>Time</title><content type='html'>- Meu tempo encontra-se absurdamente escasso. Nos últimos dias andei trabalhando como um condenado. Mas o pior é que gosto disso - por mais que pareça sádico. Às vezes tenho a impressão que possuo uma capacidade enorme de me adaptar a coisas exaustivas e lineares, desde que mexam mais com meu cérebro do que com músculos. Ainda não sei se isso é bom. Mas não deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da falta de tempo, passei os olhos correndo pelos jornais e revistas. Nada de novo. Nem o que parece ser. Há alguma coisa no mundo que ainda pode chocar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto a invasão do MLST no Congresso Nacional, o que continua cada vez mais claro pra mim é como a política - partidária ou não - no Brasil (se quiser estender-se a América Latina, sinta-se à vontade) não tem parâmetros, ou ao menos parâmetros respeitáveis como o europeu ou a dicotomia americana. A coisa chega a ser surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos um movimento de sem-terras comandado por um aristocrata pernambucano, uma sem-terra selvagem que ataca terminais informatizados, frutos do capitalismo e da globalização, usando piercing e tatuagem agregados a um visual mais americano impossível, incluindo o blue jeans igualmente globalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, quando você procura referenciais, argumentos e análises dos fatos, o que encontra é uma mídia que no mínimo escreve mal pra caralho, sem conhecer o que fala, viciada, parcial e sem embasamento teórico algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que de teoria bastam as plenárias-fetiche da esquerda, mas o que mais se aproxima do palpável, chega a ser ridículo, tratando sempre o espectador deste circo como um palhaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ler Emir Sader, nem ouvir João Pedro Stédile, da mesma forma que já não tenho saco para a Veja, Época ou Istoé. Com raras exceções - Roberto Pompeu de Toledo e Guilherme Fiúza são duas delas - o que temos acesso (imaginem os excluídos disso tudo) é a um mar de mediocridade, textos pobres, opiniões idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, MSLT, Emir Sader, Veja, Globo, PT, PSDB e tudo que mereça atenção suficiente nesse país, para cair nas mãos dos ditos formadores de opinião, são nivelados por uma linha tão baixa, mas tão baixa, que às vezes acho que é uma vantagem enorme ser um alienado e viver assim: sustentado pelo Bolsa Família, alucinado pra saber quem é o pai de "Zúlia" e esquecendo quem sou, o que sei e só curtindo a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Paul Válery tinha razão: "No mundo das crenças, os fatos não penetram". Então me diga como diabos vou explicar a um brasileiro que eu acho futebol um saco, sem importância e que não é charminho meu, mas não consigo me empolgar nem um pouco com o que se vê na TV, 24 horas por dia atualmente? Todo mundo acredita no contrário. Bom, mas tinha que ser assim, afinal a unanimidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 120 páginas depois de um dia de cão. Foi o que devorei na entrada da madrugada de ontem. "Os Senhores do Crime",de Jean Ziegler. Um mini-tratado sobre a decadência do estado nacional, o domínio do capitalismo, do neo-liberalismo globalizado e sua próxima fase: o crime organizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assustador e ao mesmo tempo empolgante o que ele relata após anos de estudos, de como o crime organizado já é algo enraizado em todas as esferas do poder mundial. São relatos quase cinematográficos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja no interior do Mato Grosso ou na Praça Vermelha, existe quase um mundo paralelo, uma Matrix, onde pessoas que têm um poder considerável sobre as nossas vidas de alguma forma, trasitam como meros anônimos, quando na verdade são bandidos da pior estirpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratos sanguinários com um acesso incrível aos mais diversos palácios, sejam eles de poder político ou judiciário, impunemente construindo impérios, que quem sabe, esteja Marx errado ou não, abrirão as portas da barbárie capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno resgate histórico da máfia italiana feito por Ziegler é de arrepiar. De como as "famiglias" conseguiram se estabelecer como "protetoras" do feudo na Idade Média, dos invasores na Idade Moderna e dos opressores políticos num passado não muito distante, até serem aos poucos sedimentados no seio da sociedade como uma coisa necessária, romantizada pelo cinema e símbolo de um estado paralelo, quando na verdade, ela atua em boa parte das vezes mesclada com o Estado institucionalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ver o acerto entre os americanos e as familías mafiosas de NY, que em contato com os capos que ainda estavam na Itália, conseguiram invadir sem problemas a Itália na Segunda Guerra Mundial. E tudo assim, despercebido pela sociedade média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a lembrar (e fazer referência) um pouco o Brasil, mas as coisas aqui ainda não são tão profissionais. Ainda. Mas um dia serão. Aliás, não foi um acerto semelhante que Brizola fez com os bandidos cariocas? Ou o governo de São Paulo agora com o PCC? Fica a pergunta no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que como eu falei logo acima, aqui não se sabe nem o que danado é socialismo, esquerda, direita, o que dirá capitalismo! E são com as armas do mercado que o crime organizado mais sofisticado atua, claro, deixando um rastro de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso: no fim, o que você achar mais podre e pensar que o Estado - que existe para proteger o cidadão hipossuficiente - o combate, tenha certeza que são irmãos siameses. Seja lá quem tenha cooptado primeiro um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e eu já tive o imenso prazer de assistir uma conferência com Jean Ziegler, ao vivo. Não há como esquecer, ele é brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vi filmes esses dias. Acho que canalizei todas as minhas energias para o livro acima citado e uns discos que ando ouvindo. Em tempos de futebol, multidão, barulho e falta de bons filmes na salas, eu realmente correria um risco enorme de enlouquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem puder baixe o último disco do Grandaddy (que o nome esqueço agora). É último mesmo. A banda decidiu que, tendo em vista a inviabilidade financeira de continuar produzindo o seu indie folk rock classudo, não vão mais lançar discos ou fazer turnês. Uma pena. Mas é uma despedida sem erros e sem concessões horripilantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais um disco imperdível: Wolfmother, homônimo. É como um "up grade" setentista, guitarrinhas sem medo do peso, melódicos sem melar a cueca e um vocal quase Ozzy, mas com o seu charme próprio. É um discão. Tocando sem parar por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, o titio aqui dá uma colher de chá antes de você comprar o disco, que aliás, chegou ao Brasil essa semana. Mas baixe logo, o link só vale por uma semana (Colossal - Wolfmother):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&amp;ufid=C0BCE9750792C4B4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Basta copiar e colar no seu navegador)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma? Tudo bem. Como passei uns dias longe daqui, aqui vai uma banda bem decente: Band of Horses. Não tenho certeza, mas o disco não deve ter chegado ao Brasil ainda. Tá aqui embaixo (Wicked Gil - Band of Horses):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&amp;ufid=362B93311A73F976&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aliás, tenho uma TV à minha frente enquanto escrevo, sem volume. Mas vou te contar, de onde diabos saiu essa safra de publicitários tão imbecis a ponto de criar comerciais como o da Pepsi, o da Kaiser e/ou o do Guaraná Antarctica?! Minha gente, vocês acham mesmo que alguém vai mudar de refrigerante ou cerveja por causa de um deles? Ou pior: começar a beber por isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Brasil acaba de vencer a Croácia por um a zero. Enquanto isso eu escrevia este post, ouvindo Josh Rouse. Mas quer saber? Vou ouvir 1 x 0, de Pixinguinha, interpretada por Rafhael Rabello e Dino Sete Cordas. Um primor da música brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-115023358105901386?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/115023358105901386/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=115023358105901386&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115023358105901386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/115023358105901386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/06/time.html' title='Time'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114937622482866871</id><published>2006-06-03T15:08:00.000-07:00</published><updated>2006-06-03T16:30:54.030-07:00</updated><title type='text'>Desconexas</title><content type='html'>- É &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&amp;ufid=CF60A1503E756D6B"&gt;Time Stops&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;, do Teenage Fanclub, a música que você pode começar a baixar agora. É só clicar e seguir adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estive em Mossoró a trabalho, por dois dias. Confesso que um ranço em relação àquela cidade sempre povoou minhas considerações. Não será mais o caso. Conheci uma cidade completamente diversa de todas as minhas lembranças e impressões. Uma cidade de verdade, desenvolvida na melhor acepção da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu vi - saúde funcionando, educação, trabalho, saneamento, habitação, lazer, esporte e cultura - é algo que chega a ser assustador, já que o comum e infelizmente aceitável (vide Natal) é a mais completa ineficiência do poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cheguei sem aviso prévio em vários postos de saúde da cidade e vi pessoas sendo atentidas com muito respeito, sem filas, com remédios na farmácia pública e médicos disponíveis 24 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma vi escolas muito bem equipadas, com laboratórios de informática, salas amplas, alunos e professores satisfeitos. Enfim, eu vi uma cidade arborizada e limpa, com lixeiras espalhadas por todos os lugares, inclusive na periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um dos teatros mais bem equipados e confortáveis que já pude visitar - e foram muitos - com um sistema de som e luz de cair o queixo. E mesmo sem gostar de esporte algum, passei um bom tempo bestificado com a estrutura do ginásio da cidade. Coisa de primeiro mundo, primeiro mesmo, como o da Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. O que eu vi não me torna uma gralha irritante ou pregador com disciplina de Mórmon, mas uma coisa é certa, aliás, duas: a quem eu puder recomendar a cidade, o farei e descrevendo tudo o que vi, desde que provocado. E outra: já sei para quem será meu voto nas próximas eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, falei tão sério, né? Mas é tudo verdade =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu era pra ter comentado antes, mas andei sem muita vontade de escrever: X-Men III é absurdamente lindo. Alguns dois ou três clichês realmente me irritaram (vide o clima Power Rangers em "Nós somos apenas seis, mas vamos lutar como um exército!"), a falta de aproveitamento do Arcanjo, a apatia da Fênix, enfim, mas no geral foi das coisas mais gratificantes sair do cinema depois de ver tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, tudo, inclusive o que rola após os créditos. Já encomendei os três filmes, ao carinha que vende DVDs piratas ao lado Praia Shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu às vezes me sinto realmente decadente: tenho ouvido muito Carole King.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Putz, sabia que o último lançamento de Philip Roth já chegou ao Brasil? Pois é, levante esse traseiro preguiçoso e viciado em internet da cadeira e compre hoje mesmo O Animal Agonizante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha nada modesta opinião, fora os bambas do New Journalism acho que o escritor contemporâneo que melhor traduziu os dilemas do americano médio da metrópole, arraigado nas tradições que nem ele sabe mais de onde vieram e hesitante diante da grande maçã a ser mordida no mundo de tentações mundanas que os EUA produziram, é Roth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com personagens palpáveis, cruéis consigo mesmo, angustiados mas acima de tudo bem humorados, Roth consegue descrever tantos dilemas que é invevitável não nos idenificarmos com alguns deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é tudo falso. Estamos no Brasil, Natal não é New York, e o nordestino é muito mais brucutu do que qualquer judeu tradicional do Queens. Mas vale à pena. É como se Roberto DaMatta misturasse o humor de Jaguar e escrevesse como Ubaldo Ribeiro, só que nascido ali, à beira do Hudson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela gosta de Umberto Eco. É capaz de passar horas fazendo críticas literárias interessantíssimas sobre Ítalo Calvino e Nelson Coelho. Ela encontrou uma única vez na vida "A hora do Diabo" de Fernando Pessoa, apaixonou-se. Ela vibra ouvindo Badly Drawn Boy. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela francês ao sabor da ocasião: com sotaque parisiense, de Lyon ou canadense de Montreal. Ela só toma suco se for sem açúcar, "pra sentir melhor o sabor de cada fruta". É minha mulher. E me dá um orgulho monstruoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça e que nós estamos dentro de uma cabeça, que nos sonha" Trummer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai perder A Profecia, dia 06/06/06?! Eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Shiloh?! Alguém me traz uma Berinshelah, faz favor (essa foi podre...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dia a gente cansa de dizer o que as pessoas querem ouvir, pra ver o quanto é difícil falar o que elas precisam ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já experimentou ouvir o disco Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, num sábado à noite com um red ao lado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114937622482866871?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114937622482866871/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114937622482866871&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114937622482866871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114937622482866871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/06/desconexas.html' title='Desconexas'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114859366347742102</id><published>2006-05-25T14:46:00.000-07:00</published><updated>2006-05-25T14:47:43.506-07:00</updated><title type='text'>Código? Onde?!</title><content type='html'>A grande, e inútil, discussão travada desde o lançamento do livro O Código Da Vinci é, na verdade, um retrato ampliado da eterna pendenga “cultura x erudição x cultura pop”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como se o ideal fosse estar preso num dos protagonistas desta celeuma, em vez de mesclar determinados limites e elementos para que fossem formadas opiniões se não mais embasadas, ao menos mais livres de pré-conceitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Código Da Vinci não é, nem nunca será, cultura no sentido erudito do termo. É superficial, evasivo e serve com muita classe a tudo que se propôs como um elemento de cultura pop: vender e causar polêmicas vazias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acreditar, por exemplo, que Jesus teve um romance com Maria Madalena, além de não manchar em nada o legado de sua pregação, não fere nenhum dogma da Igreja Católica pelo simples fato de isso nunca ter representado um dogma para ela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Igreja, aliás, sai ilesa da guerra de informações contra o romance. Tratada de forma respeitosa e sem generalizações, é quem menos deveria reclamar. Já à Opus Dei ficou reservado um lugar junto à Maçonaria, no rol de especulações e ilações difusas sobre instituições.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado, tal informação, tão antiga quanto a mania de conspirações deste mundo helênico-judaico-cristão, soa como manchete requentada a quem se deteve num mínimo de interesse pela história do catolicismo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O sucesso de O Código Da Vinci é, portanto, proporcional a sua superficialidade com toques de Indiana Jones em slow motion. Nenhum dos temas abordados é novidade, mesmo para quem não leu o livro mas viu o filme.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mérito de Dan Brown, autor do livro, é ter levado a milhões de maus leitores – listam-se aqui “n” motivos pelos quais se lê pouco e mal, por exemplo, no Brasil – um roteiro hollywoodiano com a falsa impressão de ser cultura da mais erudita, e mais, mexer com um misticismo que, queira ou não, faz parte do nosso dia-a-dia e da nossa formação cultural.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Priorado de Sião, Templários, Santo Graal, Opus Dei, Maria Madalena e tantas outras lendas e informações atravessadas sobre coisas pouco conhecidas – muitas vezes mais por incapacidade investigativa e intelectual do que por ausência de elementos comprobatórios – carecem de um roteiro policial para que sejam assentados no senso comum, para que se desperte a paixão da maioria dos leitores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No entanto, não vamos cair no erro de achar que se deve ler com um único intuito de se tornar alguém culto e erudito. A leitura deve ser algo prazeroso, o que implica a diversão individual. Nada contra o prazer da leitura, mas é preciso desenvolver a capacidade de filtrar o que se lê, de absorver o conteúdo com limites.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muito antes d’O Código Da Vinci, Umberto Eco escreveu, ainda na década de oitenta, O Pêndulo de Focault. Como é tradição nos livros de Eco, os temas são abordados de maneira criteriosa, investigativa e, mesmo quando envoltos pela ficção, baseados em fatos comprováveis e em exaustivos estudos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por que, então, O Pêndulo de Foucault não fez tanto ou mais sucesso que O Código Da Vinci? Pela falta de acessibilidade à maioria das pessoas. Para níveis medianos ou intenções de mera diversão, estudos aprofundados são sempre chatos e tediosos. Não é o caso d’O Código. Imagine Jesus, Madalena, Isaac Newton e Amélie Poulain no mesmo barco. Vale ao menos uma espiadinha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mistura de narrativa de vídeo-clipe com personagens saídos de um filme estrelado por Bruce Willis ou Morgan Freeman (nas suas concessões duvidosas em filmes policiais), torna-se muito mais atraente do que informações levadas às últimas conseqüências do academicismo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Pêndulo é cultura, O Código não. Um informa, outro apenas diverte – o que não quer dizer que o primeiro não divirta. O lado negativo é dar ao leitor a impressão de ter repassado, em cada página, fatos concretos, subjugados pela retórica e pela sedução do tema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cabe ao autor um mínimo de responsabilidade. Ao leitor, bom senso e informação. Bom senso para concordar que o filme nada mais é do que o retrato fiel do livro. As arestas ficam por conta da capacidade imaginativa de quem lê, moldando cada personagem ao seu bel prazer e, claro, ignorando as falhas gritantes de um roteiro que não soube reaproveitar personagens e ganchos excitantes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tom Hanks, como o investigador Robert Langdon, e Jean Reno, como o policial Bezu Fache, beiram o ridículo em suas atuações. Basta ver a expressão de Hanks ao informar à eterna Amélie, Audrey Tautou, que ela é a descendente de Cristo. A expressão cairia bem ao ex-Forrest Gump caso dissesse que havia derrubado um pacote de biscoitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Bispo Aringarosa, vivido por Alfred Molina, chega a nos compadecer com sua imagem perdida, ausente, como se tivesse acabado de passar na calçada do estúdio e fosse raptado para filmar no set.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O didatismo do filme irrita, mas levando em consideração a quantidade de pessoas que não leram o livro e, mesmo assim, foram incensados por sua repercussão, vê-se a utilidade da estratégia. E convenhamos, foi uma boa idéia ver alguns fatos do passado retratados como em “hologramas” nas cenas atuais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mais enfadonho, e é aí que se comprova a superficialidade com a qual os temas do livro são abordados, é justamente a reviravolta à espreita em cada cena. Alguns personagens, como Leigh Teabing, vivido pelo competente Sir Ian McKellen, parecem ter sido jogados dentro da trama apenas para validar as explicações mirabolantes que o autor tem a dar como se fossem fatos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ironicamente, é de McKellen a atuação mais caprichada. O roteiro não acompanha, nem de longe, a quantidade de informação à disposição do leitor/espectador. Damo-nos conta disso quando percebemos que, em poucas horas, Langdon saiu de uma palestra bem interessante sobre simbologia para descobrir um grande mistério da humanidade, ali, bem embaixo dos seus pés.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se as quase três horas de filme cansam, vale como consolo a sequer cogitação de Peter Jackson na direção. Imagine uma corrida de dinossauros no Louvre. Por Alá, o que sobraria da Monalisa?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No mais, saímos do cinema, mesmo após o afinco com que os protagonistas se dedicam ao tema, sem saber de muita coisa. O que Leabing afirma, Sophie repete, Landgon duvida, mas no fim todos concordam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vale pelas seqüências no Louvre, pelo detalhe de algumas obras de arte, mesmo acompanhadas de uma trilha sonora claudicante. Além, claro, da certeza de que o albino autoflagelante com lentes de contato azuis e cabelo descolorido com água oxigenada é primo legítimo do diabo retratado em A Paixão de Cristo, de Mel Gibson.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas aí são outros quinhentos. E, obviamente, milhares de possíveis teorias conspiratórias. Fetiche de usuários do Google. O Código Da Vinci não é nada mais do que isso. Mas se você se diverte, enfim, que problema há nisso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114859366347742102?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114859366347742102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114859366347742102&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114859366347742102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114859366347742102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/05/cdigo-onde.html' title='Código? Onde?!'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114789973118058002</id><published>2006-05-17T13:12:00.000-07:00</published><updated>2006-05-19T11:39:50.883-07:00</updated><title type='text'>Fio a fio</title><content type='html'>- É curioso. Ou não. Mas eu só consigo perceber o avanço da medicina quando faço uso de corticóides e/ou antibióticos. Estive num desconforto imenso esses dias por causa de uma infame virose. Poucas horas depois de aplicá-los, podia jurar que nada havia me ocorrido. Corticóides e antibióticos. Pelo conforto e rapidez nos efeitos, são na minha mente mazelada o que há de mais moderno na medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É estranho como há algo dentro de mim que às vezes comemora o número de suspeitos mortos no conflito da polícia com o PCC em São Paulo. Mas não posso dar espaço a isso. Seria legitimar a barbárie, justificar o caos com mais caos. Pena de morte? Bobagem. Qualquer bandido já sai de casa todos os dias com a sentença de morte anunciada na testa. A morte é rotina pra eles. Não surte efeito legalizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais assustador que seja ver uma foto da Avenida Paulista vazia às oito da noite, não deixa de ser interessante ver transferida a realidade de qualquer periferia dominada pelo crime para o centro financeiro do país, onde se decidem muitos futuros, inclusive o da periferia. O que se viu na Paulista é o que se vê em qualquer favela com toque de recolher corriqueiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler Mônica Bérgamo relatando a decepção do high society paulista por ter que adiar algumas festas caríssimas e perder algumas garrafas de champagne que já estavam "no gelo" em plena crise é perceber o fosso em que nos encontramos. Não pelo ato de relatar, mas pelo que se relata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricaços, façam alguma coisa! Não se vive por muito tempo encastelado num mundo paralelo. Um dia eles vão sair dos buracos, descer dos morros e mostrar o que nós produzimos com tanta indiferença. E pior: que não há nada mais democrático no mundo do que o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como pinto no lixo. Tá certo que com um atraso de meses em relação aos grandes cinemas do país, mas e daí? De uma tacada só: "Boa Noite, e Boa Sorte", "Todas as Crianças Invisíveis", "Missão Impossível III", "Match Point - Ponto Final" e revi, com a "administradora", "Terapia do Amor". Vamos aos fatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Boa Noite, e Boa Sorte: Filmaço. Perdi de vez os últimos décimos de preconceito contra Clooney. O filme é um primor de direção, fotografia, direção de arte. Tudo muito caprichado, com ótimas edição e montagem, sem contar o roteiro impecável. Vá lá, fatos como os retratados ajudam e muito, mesmo assim não sobrepõem a boa produção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os editoriais de Edward Murrow contra a inquisição moderna americana parecem ter sido escritos ontem. O que prova mais uma vez, que os problemas são sempre os mesmos, só mudam de cor e tamanho. Cor aliás, que dá um charme noir a película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se retrata no filme é mais uma prova de como apesar de tudo e todos, há nos EUA uma capacidade de mudança e síntese de idéias fantástica. Faz-se das piores coisas, critica-se com a maior das classes. Ah, e ainda tem Ava Gardner...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Todas as Crianças Invisíveis: Cansativo. Sete curtas metragens mostrando situações dolorosas para crianças ao redor do mundo. Spike Lee cru como sempre, mas com um ar amadorístico na produção, dispensável. Não usou o aparato caprichado dos Scott Brother's, mas poderia ter lançado mão, não tiraria a lascinante idéia do seu roteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei mais de Kátia Lund. Não por "Cidade de Deus", mas pelo leque de opções que o Brasil oferece nesse campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de Emir Kusturica. Fanfarrão, lúdico e sabendo usar o humor para mostrar a dor. John Woo é piegas de dar dó. Pouco recomendável para diabéticos o roteiro dele. O que poderia ser caprichado, virou brega de doer. O que não acontece com Stefano Veruso, o diretor italiano. A história de Ciro além da belíssima fotografia, tem bom roteiro e um protagonista promissor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Missão Impossível III: Melhor que o anterior da trilogia. Philip Seymour Hoffman impecável. Tom Cruise com alguns tiques nervosos que sobraram de Guerra dos Mundos. Pra quem quer ação, não há do que reclamar. É barulho pra dar e vender, sequências muito bem sicronizadas e uma cena irada: Cruise lendo os lábios do seu superior. Pipocão dos bons. Não tem arte, não tem explicações filosóficas, clichê do início ao fim, mas é a isso que se propõe o filme, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Match Point - Ponto Final: Acho que nunca vi Allen tão à vontade filmando fora de NY. A viagem que a câmera faz por Londres e seus lugares não-turísticos, comuns a quem vive lá é saborosa. Assim como Scarlet Johansson, transbordando lábios, peitos e calor. Um duelo constante e prevísivel - nem por isso menos charmoso - do mais apurado conservadorismo inglês, com o despudor americano. Quase uma Jane Austen envenenada em sua luta romântica de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro é bem "novela da Globo", tramas previsíveis, mas sempre com o humor ácido de Allen pondo o dedo em riste na cara de alguém. As mulheres podem sair do cinema putas com a forma que são retratadas: histéricas, burras e descontroladas. O final vale o ingresso. É Allen, por menos grandioso que seja como antigamente, antes ele do que qualquer roteiro vagabundo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Washing Machine, do Sonic Youth, é das coisas mais sublimes que uma banda poderia ter produzido em cinco décadas de rock and roll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frederic Boilè, o francês dos mangás mais charmosos do mundo volta com tudo em "Garotas de Tóquio". Vale o investimento. Caso ainda não conheça o cara, comece por "O Espinafre de Yukiko". Putarias orientais e bolinações discretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, vou ver "Código Da Vinci" sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Compre, baixe, faça o que for mas não deixe de ouvir: The Back Room - Editors, Versus - Kings of Convenience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extra: E já que eu falei do Sonic Youth, por que não ouvir a melhor música do disco Washing Machine? &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&amp;ufid=B49999F230ADC9A8"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; e faça o download de Diamond Sea.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114789973118058002?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114789973118058002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114789973118058002&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114789973118058002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114789973118058002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/05/fio-fio.html' title='Fio a fio'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114755020013023157</id><published>2006-05-13T11:58:00.000-07:00</published><updated>2006-05-13T12:56:40.223-07:00</updated><title type='text'>Delay</title><content type='html'>Bom, com um atraso de uma semana resolvi fazer algumas considerações sobre o último dia do MADA 2006 e o festival todo, mais como expectador do que jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral acho que o evento chegou a um tamanho e formato ideais e invejáveis, e que deve crescer pouco além disso. Já consegue romper a barreira de ser mídia espontânea facilmente, atrai atenção de muita gente de várias partes do país e conserva problemas provincianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os tais problemas, um local que apesar de enorme e agradável - ao lado do mar é realmente para poucos - é um buraco, literalmente, irregular, sem locais para pôr lixo e com qualqier chuva o que era areia e barro vira lama num estalo de dedos. Eu sei que quem tá no rock é pra se fuder, mas não custa nada ter um mínimo de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto negativo, e que me desperta graves e sérios instintos terroristas são os camarotes. Se bem que muitas vezes eu acho essencial um camarote. De verdade: odiaria dividir o mesmo metro quadrado com as mazelas que povoam esse chiqueirinhos modernosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tremenda falta de respeito com as bandas, e com o próprio festival, independente, ter um camarote com um som na mesma altura física do palco principal, espalhando um imundo bate estaca como se no restante do evento não estivesse acontecendo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camarote do patrocinador é mais que compreensível, e educado, diga-se de passagem, mas o seguinte merece ser TRITONrado, ou então, já que o DJ é o que mais importa, com a abertura virada para a tenda eletrônica. Aliás, o que importa ali além da pose e do desfile?! Camarote Sucks! Quer curtir? Vem mostrar que sua escova japonesa realmente funciona: na chuva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao que interessa: BANDAS! Por partes, como diria Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sete: Grudento, radiofônico, mas não acrescenta nada ao que já se produz em dezenas de bandas cariocas atualmente. Aliás, apesar do montante de bandas de lá interessadas em vir ao MADA, conta-se nos dedos as que merecem realmente atenção, O Sete, apesar da boa excução das músicas e vocação pra ser trilha de Malhação, não está na minha lista de cariocas insuperáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos da Judith: A não ser pela abordagem bem humorada do rock, a banda cai na vala comum. Aliás, a cena carioca com essa homogeneização de bandas, lembra o estouro do pop rock cover em Natal no fim da década passada, não em estilo, mas em padronização. Segundo lugar muito distante do merecido Cabaret, nas eliminatórias do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantra: Valeu pela lenda, por ver o cara da banda que salvou muitos jovens da morte ou levou-os à ela, vivo, tocando, envelhecendo pouca coisa além do que já se via nas capas dos discos da Legião. Marcelo Bonfá era ali um misto de múmia e novo, afinal muita gente ainda canta - e cantou! - Legião no show. De resto, foi bem lastimável. Fred Nascimento é desafinado, as músicas são bobas, chatas, deve ter sido muito melhor pros caras, viajarem, verem o mar e tanta gente ainda empolgada com "quando o sol nascer na janela do seu quarto...", pra eles. E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ímpar: O Sete mineiro, com menos peso. Letras de banda gospel, execução de banda primária. Às vezes o que faz a banda parecer bem melhor do que é, é realmente a estrutura de primeira que o festival dá a cada uma delas. Muitas não merecem. Não é o caso do Ímpar, até merecem, mas não sairão disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relespública: Das melhores apresentações do festival. Dez anos na estrada não é pouca coisa, confere maturidade, segurança e apesar da monotemática boba das músicas, conseguem mostrar serviço sem muito esforço. Vale à pena a repercussão que terão com a sequência MTV-MADA, é justa, mas como não é fácil de manter, muita estrada é só o que sustentará o nome dos caras nos palcos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de Ser Sexy: Quem conhece um mínimo sobre meu gosto musical, nem sonha como me senti um pregador no deserto durante todo esse tempo tentando convencer que o CSS é fenomenal. Sabe aquele filme Nove Canções? Pois é: sexo e rock and roll. Mas há quem insista em tirar do filme aspectos sócio-políticos cosmo-filosóficos, quando na verdade é tudo simples e prático. CSS é diversão, diversão e diversão. Esqueça seus preconceitos e se jogue. Foi isso que eu vi um público ensandecido fazer diante do palco. Antológico. Pros anais do MADA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moptop: E já que falei de cariocas no início das resenhas, chegamos ao nome do que realmente importa. O melhor show, o mais profissional, o futuro mais promissor e justo. Digam o que quiser - e as pessoas realmente precisam de referências e comparações para definir opiniões - que são os Strokes brasileiros, o Los Hermanos envenenados, a verdade é que há tempos ver uma banda independente chegar lá não era tão gratificante. Ligue o seu rádio, você ainda vai ouvir muito o Moptop, porque eles são fodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Zé: Apesar do público fiel - e eles poderiam ter explorado muito mais isso - a banda fez uma apresentação morna, lenta. O horário e a expectativas mereciam uma pancada mais forte. Não foi o caso. A postura de "Zeca Baleiro encontra Zé Ramalho no fim da década de setenta" se não passar por reformas e releituras, vai soar datada e a banda acabar perdendo o timing, a hora de pegar o bonde da história. Não repetiu nem metade do que fez ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banzé: Não é a minha preferida no Mondo 77. Prefiro o Violentures, mas mesmo assim, é um cartão de visitas e tanto. Tem um "q" de punk inglês ali que se perde às vezes em sonoridade californiana, mas tá valendo. Boa banda, divertida, letras legais, presença de palco boa, mas com muito feijão pra comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nando Reis: Não tenho muito o que comentar sobre o cara que de cada dez hits que temos da cabeça, quatro são dele. Foi um show excepcional, e poderia ter sido mais, bastaria mais uma hora pra ele dar conta do recado, como dá em shows solos. Mas festival é isso, compreensível. Foi bonito de ver mais de dez mil pessoas de mãos para cima aos pedidos do cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bikini: A melhor banda de churrasco de todos os tempos. Sem você nem pedir eles tocam Nirvana, Green Day, Raul Seixas, Queen, Legião Urbana, Paralamas. Alguém avise ao pessoal do Seven, que as quintas podem bombar com Bikini na casa, hein!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114755020013023157?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114755020013023157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114755020013023157&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114755020013023157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114755020013023157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/05/delay.html' title='Delay'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114705763975173916</id><published>2006-05-07T20:00:00.000-07:00</published><updated>2006-05-07T20:07:19.780-07:00</updated><title type='text'>Tim MADA 2006</title><content type='html'>Pre-scriptum: Bom, devo me retirar por uns dias. Férias e tal, mudança de estado civil idem. Vocês conferem abaixo dois textos meus referentes a cobertura da oitava edição do Tim MADA. O balando final e a cobertura da terceira noite devo postar ao longo da semana. Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo de muita água. Assim começou a oitava edição de um dos maiores festivais de música do país, o TIM Mada 2006. E por causa da chuva que deu poucas tréguas, o custo para o público foi de uma hora e meia de atraso no início das apresentações. Já as bandas arcaram com o ônus de dez minutos a menos em cada show.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apesar dos percalços, há tempos o festival não acertava tanto a mão numa escalação coesa de estilos e sons. As exceções ficaram por conta das poucas bandas que fugiram da temática black-hip hop-eletro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E quem inaugurou o palco da Arena do Imirá foram os paraenses do Rádio Coletivo Cipó. A mistura de elementos regionais com batidas eletrônicas apesar de dançante e das letras bem sacadas, incluindo tons políticos, só chegou a despertar grandes atenções do público quando contou com a participação de Mestre Laurentino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi das coisas mais curiosas que já passaram pelo MADA. Mestre Laurentino, um jovem senhor de 80 anos, ex-artesão marajoara e gaiteiro, esbanjou swing e saúde, fazendo um up grade de “Loirinha Americana” de Gilberto Gil, numa versão modernosa, dançando, cantando e arrancando aplausos efusivos da platéia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Zero8Quatro veio logo em seguida. Fazendo um show correto, para os fãs bem fiéis que acompanham a banda, mas sem muita empatia com o restante do público. O destaque, como sempre, foi a boa performance de Vitor, o baterista, deixando a impressão de ser maior que a própria banda. É bem visível esse desencontro no palco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já o Montgomery fez uma apresentação um pouco mais contida mas coesa. Apesar do vocal claudicante, foi perceptível um amadurecimento do pós-punk inglês – vide Echo &amp; The Bunnymen com Joy Division – com sotaque potiguar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Logo em seguida um dos grandes destaques da noite: Macaco Bong, do distante Mato Grosso. Apesar da apatia do público, estranhando uma banda instrumental pela primeira vez no MADA, há tempos não se via uma proposta tão interessante entre as bandas indies que aportaram por aqui. Com um pé fundo em At The Drive In e Mars Volta, o timbre estridente da guitarra e a fúria da bateria – com exceção de um acesso ou outro ao pop – o grupo deixou seu nome marcado nos ouvidos dos mais atentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já Negedmundo tirou a prova dos nove com o público. Assim que iniciou seu show, a chuva caiu impiedosamente, mas o seu coco de embolada high tech conseguiu segurar muita gente dançando debaixo d’água, e empolgada com o início do projeto que com um pouco mais de identidade – para desvencilhar-se do Agregados e DuSouto – promete ser um dos bons destaques tipo exportação da terrinha. Lembrando claro, dos bons tempos de Embolafunk na Ribeira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sai o coco e entra a jovem guarda revisitada. Era Volver, uma das melhores bandas pernambucanas da safra “asfalto beat”, com seu rock básico anos 60 e letras divertidas. Apesar da disposição, a escalação da banda nessa seqüência soou como um hiato, algo desconexo entre Negdmundo e DuSouto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sem contar um aparente desconforto da banda com algumas indefinições acerca do tempo que dispunham. Ponto negativo para o MADA. Levar tensão para quem já esta em cima do palco é desrespeito. Mas bola para frente, tocando e aprendendo. Volver ainda precisa voltar a Natal para mostrar o quanto é boa banda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já o DuSouto jogou em casa e com dois gols de vantagem sobre a chuva. Incensado pela escolha da música “Iê Mãe Jah” para compor a trilha do Fifa Soccer 2006, a banda apresentou um show vigoroso, mais pesado que do ano passado, deixando poucos parados. E nessa hora a arena já parecia um mar de gente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A grande sacada do eletroregionalismo da banda foram os samplers curiosos de “Deixa a Tanga Voar”, do imortal Luiz Gonzaga, além da incidência de “Mais que Nada” de Ben Jor. É um up grade de Chico Antônio com forró, que já pode ganhar os palcos dos festivais de verão da Europa na boa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A boa apresentação do DuSouto foi o cartão de visitas para o show classe A do Agregados Família do Rap. Confirmando o sucesso da segmentação black da noite, o público atendeu os pedidos da banda e fez muito barulho, cantando alguns refrões juntos e com as mãos sempre para cima acenando positivamente ao som.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os rappers de Mãe Luíza ainda apresentaram uma música do novo trabalho que deve ser lançado em breve. Uma lição de hip hop de verdade e não pagode americano, que a playboyzada do camarote poderia ter aprendido com mais atenção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O primeiro headliner da noite, o Pavilhão 9, chegou fazendo feio e saudando Natal com um sonoro “Boa noite Recife!”. Mancadas a parte, o som da banda - agora fora das grandes gravadoras - está bem mais pesado que os produzidos anteriormente, mas não conseguiu grandes feitos com o público, àquela hora lotando a Arena à espera d’O Rappa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliás, O Rappa fez uma apresentação com boas distorções, crua, mas no geral, aquém de outras inesquecíveis já realizadas aqui. O que incomodou pouca gente. Na verdade tanta empatia e gosto pelo grupo carioca com o público natalense, merecem ser fruto de um estudo. Afinal de contas, mesmo com uma vinheta reggae insistentemente chata entre as músicas e dois ou três discursos decorados na ponta da língua, o show da platéia foi impecável na maioria das músicas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Feira Mix voltou a ser – claro, em parte por causa da chuva e por ser coberta – o grande ponto de interação entre o público. Mas a decoração caprichada, ainda não conseguiu esconder alguns problemas de estrutura e espaço. Já a tenda eletrônica esqueceu da pobreza do ano passado e não decepcionou o público do segmento. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No geral a chuva atrapalhou bastante, tirou um pouco o brilho da festa por ter esfriado o público muitas vezes. Mas como a previsão para hoje é de mais água caindo, é bom se dispor a pular em quaisquer condições, pois quem está na chuva é para dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a chuva parou para curtir a noite de plumas, paetês e molecada do Festival Tim Mada, sexta-feira. Ao contrário da tromba d’água do dia anterior, o tempo bom deixou o evento correr sem maiores atropelos e colaborou com o público, em quantidade bem inferior à abertura.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi uma noite andrógina e ousada, do avesso, com um “duelo” divertido entre o mais duro rock and roll e a alegria do glam rock. De um lado do ringue os cariocas do Cabaret e os paulistas do Daniel Belleza e os Corações em Fúria; do outro o peso distorcido do Reação em Cadeia e a diversão do Cachorro Grande.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Cabaret, e sua porção “Velvet Revolver com glíter” foi uma das sensações da noite. Liderada por Márvio dos Anjos – sobrinho neto do poeta Augusto dos Anjos, uma figura carismática e de performance arrebatadora, a banda conseguiu aplausos sem maiores dificuldades, com muita atitude e provocação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O final da apresentação foi surpreendente, com Márvio e sua postura “poser escrachada” fazendo da platéia uma extensão do palco, se jogando entre o público até se perder pela Arena do Imirá. Depois claro, de dedicar uma das músicas a Paulo Ricardo, que segundo ele “já não é nada demais mesmo”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vai ser difícil esquecer a cena. E o som, claro. As letras muito divertidas e o instrumental de primeira linha complementaram o show, mostrando porquê o Cabaret – ou puteiro, como quis regionalizar o vocalista - venceu a seletiva MADA-Laboratório Pop.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E para quem já havia se chocado com a atitude provocativa do grupo, Daniel Belleza soou como um acinte. Mas afinal, ainda há quem se choque ao invés de divertir-se? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aí sim a coisa escancarou, com muita pluma, micro-saia e bota de cano longo, de fazer inveja às mulheres presentes. Eram os Corações em Fúria, os três homens que seguem Daniel fazendo um show pesado e performático, com um punk vigoroso saindo das guitarras e bateria, mas sem conseguir contagiar por completo o público.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E como nem só de confetes vive o rock, não foi sem hora que os gaúchos do Reação em Cadeia mostraram serviço no palco. Anunciou-se de cara que os representantes das carnavalescas apresentações anteriores poderiam ir a nocaute.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Peso e barulho com pegada pop na medida para ganhar rádios do país – o que começa a acontecer com o lançamento do disco MTV Apresenta – foi uma das bandas que mais empolgaram o público, surpreendentemente cantando muitas músicas do início ao fim. Algumas soaram como um soco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas antes do último round já haviam passado pelo palco os acreanos do Los Porongas, uma das melhores bandas do festival até agora. Coesa, madura com letras inteligentes e um som que para não ficar sem definição, passeia entre o punk rock e o progressivo com muita classe.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Chamou atenção por dar acesso a algo no mínimo curioso: saber que no longínquo Acre, alguém faz música independente e de muita qualidade. Aliás, é um mérito desta edição do festival: diversificação e experiências fora do eixo “sul maravilha”. Que venham mais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entre os que defenderam a bandeira potiguar, infelizmente o destaque foi negativo. Os problemas técnicos – que pelo segundo dia consecutivo soaram como um desrespeito às bandas – prejudicaram e muito a apresentação do Automatics. A banda, tensa, ficou impossibilitada de mostrar tudo que sabe, da melhor forma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mesmo assim o grupo soube driblar os percalços e para quem quis ouvir, mostrou seu punk-noise-rock com cheiro de anos 70. Uma nova chance ano que vem para compensar, não seria má idéia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Revolver, lançando seu primeiro trabalho pelo incansável Selo DoSol, fez um bom show, mas sem muito alarde. O som da banda às vezes procura uma identidade, não sabe se é pop ou rock and roll e acaba confundindo os ouvidos. Ainda precisa de muita estrada, mas ela virá, pois há potencial.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais à frente os selvagens d’Os Bonnies com seu rockabilly envenenado. A crueza deles empolgou o público fiel à banda, chamou atenção dos curiosos, mas não foi uma apresentação memorável. A postura “to nem aí para o mundo”, com declarações do tipo “Era melhor estar dormindo, mas mesmo assim foi massa!” pode com o tempo não ter graça nenhuma, por mais sincera que seja.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entre o escracho d’Os Bonnies e o nocaute do Cachorro Grande, a baiana Pitty levou muitos, muitos teens à loucura. A roqueira que vem quebrando alguns parâmetros na relação rock independente-rock maisntream não decepcionou os fãs, fez um show pesado, com atitude e exibindo algumas vezes um notável amadurecimento na voz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O curioso nisso tudo é ver alguém com uma postura tão roqueira, atraindo fãs como se fosse uma Sandy punk. Mas que continuem com Pitty mesmo, vai fazer muito bem a todos eles no futuro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E ela foi o gongo que soou anunciando a chegada do melhor show do MADA 2006 até então: Cachorro Grande. Repaginando o rock dos anos 60-70, a banda foi muito competente e segurou boa parte do público que imaginava-se, iria embora logo após a Pitty.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ledo engano. Muita gente conferiu a pancada da banda, a presença de palco contagiante, além claro, de um rosário de músicas que foram desde a fase independente e longe da mídia, até o acesso radiofônico que tomou conta do último disco. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para quem não sabia o que esperar da banda, até então virgem de palcos natalenses, não foi possível contar até dez. O rock nocauteou geral. E todo mundo saiu ganhando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De derrota por W.O. só mesmo a ausência da banda paraibana Zeferina Bomba. O grupo fez feio ao não dar nenhuma satisfação, tanto à organização quanto ao público. Mas no fim das contas ninguém sentiu a falta e até ajudou a compensar o atraso inicial.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi uma bela noite. Com apresentações para todas as idades, de pais cuidadosos acompanhando os filhos bem novos, ao público já calejado de tanto rock and roll. Além das plumas – ou seriam penas? – que voaram ao longo da maratona de shows.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114705763975173916?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114705763975173916/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114705763975173916&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114705763975173916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114705763975173916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/05/tim-mada-2006.html' title='Tim MADA 2006'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114666471677235975</id><published>2006-05-03T06:57:00.000-07:00</published><updated>2006-05-03T06:58:36.796-07:00</updated><title type='text'>O rock não acabou</title><content type='html'>Há quem diga que o rock errou. Outros não apostam nenhuma ficha no seu futuro. Mas a verdade é que ele está bem vivo, e convenhamos, politicamente correto a ponto de se reciclar todos os dias. Para quem nasceu sob a égide da contestação, mudar sem perder o tom é o grande segredo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desde que o rock se entende por gente ele dialoga com si mesmo e com o público, revisando, recriando e – que mal há? – copiando influências. Dessa forma ele se adaptou às mais diversas épocas e necessidades, o que garantiu até agora, uma história decente para um senhor sexagenário e um futuro promissor como de um jovem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E dentre as coisas que nasceram dessa constante reciclagem do rock, inclusive no Brasil, uma das mais promissoras é sem dúvida a banda carioca Moptop. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Citado recentemente por uma publicação especializada, como uma das 13 bandas ao redor do mundo que merecem atenção redobrada, o grupo mostra no som que produz, o óbvio gratificante: o rock não acabou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A banda que traz no nome uma referência à rebeldia - à época o corte de cabelo dos Beatles era considerado uma heresia - começou a despertar atenções da forma mais adequada na era da informação instantânea: via internet. "Hypada" já com as primeiras gravações caseiras, o grupo ganhou o cyberespaço e atraiu além de fãs, o olhar cuidadoso dos bons produtores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tanta curiosidade começou a se espalhar com o lançamento do EP Demo “Moonrock”, gravado em low-cost, com recursos limitados, mas fiéis às intenções da banda.  Antes disso, uma primeira Demo havia sido gravada com músicas em inglês, ainda nas cinzas da Delux, nome que a banda precisou mudar para evitar pendengas jurídicas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A repercussão foi a melhor possível, a banda cavou seu espaço em festivais consagrados como o Humaitá Pra Peixe, Bananada e Claro Que é Rock, e conseguiu num espaço de alguns meses, abrir os shows históricos das bandas britânicas Placebo e Oasis.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Além disso, o site do grupo, desenvolvido por seus membros, concorreu à prêmios na MTV brasileira e na competição organizada pelo festival norte americano SXSW. Acredite, não é pouco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E tanto não é, que a banda acabou de assinar um contrato promissor com a major Universal e em breve deve invadir as rádios do país e sair do circuito underground merecidamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Qual o segredo? Um som forjado na nova onda do rock de garagem com pitadas de saudosismo retrô. Quiçá, uma referência ou outra ao Los Hermanos, nem que seja nos vocais de Gabriel Marques. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Moptop consegue reciclar diversas influências que vão da simplicidade sonora dos anos 60, com alguns elementos punks preconizados por Iggy Pop, e porque não, um caldo do que vem sendo produzido atualmente como Franz Ferdinand e The Strokes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cópia? Imitação? Não senhores, reciclagem e influência às suas ordens. Troque Strokes por Buddy Holly e Franz Ferdinand por Television, e chegamos à raiz da questão. Pronto, aí está o som do Moptop.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Músicas como “O rock acabou” e “Moonrock”, merecem muito mais do que considerações mesquinhas e rótulos. Empolgam, são cruas na medida certa, têm boas letras e conseguem empatia de cara com um público cada vez mais exigente, tendo em vista o punhado de coisas novas que surgem na última hora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com letras versando sobre amor, medos e frustrações cotidianas, a banda consegue entornar temas recorrentes com a fúria de riffs bem sacados, e um flerte com música eletrônica apesar da sonoridade tradicional. A banda é formada por Gabriel Marques, Daniel Campos, Mario Mamede e Rodrigo Curi.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não se deixe levar – o seu corpo está livre para se jogar com a melodia – pelo trecho pessimista “O rock acabou / melhor ligar sua TV...”, da música “O Rock Acabou”. É puro jogo de cena da banda. O rock está vivo, mais do que nunca e o Moptop é a prova disso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como essa engrenagem de reciclagem, diálogo, empatia e crueza funciona, você vai conferir no último dia do Festival Tim MADA, quando a banda sobe ao palco da Arena do Imirá. É sempre bom ver um velhinho tão safado como o rock, chacoalhando como um garoto de vinte e poucos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114666471677235975?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114666471677235975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114666471677235975&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114666471677235975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114666471677235975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/05/o-rock-no-acabou.html' title='O rock não acabou'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114609683202373784</id><published>2006-04-26T17:09:00.000-07:00</published><updated>2006-04-26T17:16:00.456-07:00</updated><title type='text'>Sim!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6555/1100/1600/sem%20t%3F%3Ftulo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6555/1100/320/sem%20t%3F%3Ftulo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O mundo pop é feito de diálogos. Artista e público interagem numa troca de escolhas e respostas. Aliar boas escolhas, que tragam respostas positivas, não é das tarefas mais fáceis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No fim das contas, o que conta, além da sorte, é sempre o talento, que poucos, no darwinismo do pop, conseguem usar a seu favor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na música brasileira contemporânea, o melhor exemplo desse encaixe perfeito atende pelo nome de Nando Reis. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A delicadeza e a poesia das músicas do cantor e compositor floresceram em meio a guitarras pesadas e gritos de protesto nos Titãs. Ali nasceram canções singelas quase sempre difíceis de conciliar ao labirinto de gostos e opiniões do grupo. Que o digam músicas como Os Cegos do Castelo, Marvin, Pra Dizer Adeus e Homem Primata.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A necessidade de registrar suas composições materializou-se há mais de dez anos, quando ele lançou o disco 12 de Janeiro, seu primeiro trabalho solo. Desse álbum, Me Diga foi o sucesso inaugural. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A série de fatores que levou Nando Reis a dizer sim à carreira solo direcionou os holofotes para um compositor voraz e um músico agora mais despojado no palco, cuidando de suas próprias crias. Crias que até então estavam sob os cuidados de Marisa Monte, Skank, Cidade Negra ou Jota Quest. Tantos sucessos puseram Nando entre os maiores arrecadadores de direitos autorais do país.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por último, e iniciando um novo ciclo (porque a morte é, acima de tudo, uma forma de renascimento), a participação na guinada da carreira de Cássia Eller. A parceria entre Nando Reis e a cantora culminou na produção do Cássia Eller Acústico MTV, um sucesso de vendas e de crítica graças à harmonia das composições emprestadas à voz e à performance visceral de Cássia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O bem-sucedido trabalho em dupla revelou que era a hora de partir para novas e definitivas escolhas. Escolhas já palpáveis em Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro, seu segundo disco, lançado em 2000; confirmadas nos discos seguintes, Infernal, de 2002, e A Letra A, de 2003; e que findaram no sucesso estrondoso do disco Nando Reis MTV Ao Vivo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o trabalho ao vivo, Nando reverteu a sensação de quase-espanto para os que não sabiam serem seus muitos dos hits que estiveram nas paradas de sucesso da década passada. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em breve, o público será convidado a dar mais uma resposta ao cantor, quando seu novo disco, Sim e Não, chegar às lojas. Uma nova produção, feita com o mesmo talento que o consagrou, retratando um artista maduro e satisfeito com suas escolhas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sim e Não é um disco folk como os anteriores, não apenas pelo violão sempre um volume acima da guitarra, mas pelas levadas e pelas letras quase crônicas  que retratam o tema sobre o qual Nando compõe com maestria: o amor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É um trabalho afetuoso, de imagens e formas variadas, para representar sentimentos de desejo ou simplesmente carinho e cuidado. As letras, como sempre, trazem relatos cotidianos e metáforas muito visuais. É assim na primeira faixa, Sim. A imagem de um anjo-mulher, que cai distraída do céu até ser resgatada e posta onde sempre se imaginou, num altar, chega a dar sensação de movimento. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Sou Dela é o hit do disco. O resultado da mistura da percussão de Marçal com uma levada à la Dave Mathews Band é uma música crescente, que desperta a vontade de dançar. Muito. Ao pé do palco. Dentro em breve deve estourar nas rádios.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Em N, a influência de Roberto Carlos na vida de Nando se faz presente. Melódica, simples e com uma letra etérea, o cantor quase nos deixa sentir o cheiro de quem partiu.  Ao contrário de Por Onde Andei, onde havia um pedido de desculpas pela falta de tempo, agora se sente, na pele, a lentidão do tempo que não passa. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Três músicas do disco possuem uma visível ligação em suas formas, apesar de tratarem de temas aparentemente diversos: Monóico, Santa Maria e Caneco 70. Esta, um roteiro de road movie com Bob Dylan dando as cartas, “Folk’n’roll” da melhor qualidade, atravessando o país para contar uma história de amor cheia de lacunas.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Esse também é o tom de Santa Maria, particular, íntima, como se o cantor quisesse dividir com o público uma história sua, claro, adaptável aos mais diversos romances. Mas, acima de tudo, sua, até na imagem de alguém que dança depois de tirar as botas.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Já Monóico é uma ode à diversidade sexual. Desconsiderando códigos e maneiras, Nando Reis constrói uma música libertária sobre variadas formas de amar e ainda a entremeia com uma pergunta maliciosa: "Será que você está me entendendo?"&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Em contraste com tanta objetividade, o disco nos presenteia com duas composições líricas e floreadas, na melhor acepção da palavra: Nos Meus Olhos e Espatódea. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mesclando imagens de lua, estrela, uma tez branca e sem sardas com flores e pólen, Espatódea é cristalina, harmônica, carece de ouvidos desarmados e espíritos leves. É amor de pai com sensibilidade de mãe. No caso, a música é dedicada a Zoe, sua filha mais nova.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A sensibilidade mostra outra face em Nos Meus Olhos. Um verso como "Amor, eu te proíbo de não me querer" jamais caberia numa música sem o arranjo de cordas impecável de Lincoln Olivetti. Casamento perfeito de letra e música. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;As cordas estão presentes também em Para Luzir o Dia, uma letra que descreve suaves fatos cotidianos como Diariamente, uma das parcerias com Marisa Monte. Agora os suaves fatos têm mais maturidade.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A letra/melodia de Como Se o Mar é como uma coleção de fotos antigas, em preto e branco, rolos de velhos filmes, mostrando o mar entrando em casa, lavando as malas e deixando só a paz. A paz que ousa pedir simples e diretamente: "Você quer se casar?" Nesta faixa, o naipe de metais quase se iguala às cordas de Nos Meus Olhos.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Para Ela Voltar narra uma seqüência de infortúnios, denunciando a impraticabilidade da distância entre duas pessoas que se amam e o decorrente caos que se instala a partir da falta que um sente do outro.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Para encerrar o disco, além de Ti Amo, uma música-mantra de um verso só, há uma faixa escondida, uma jam session da banda que acompanha Nando há algum tempo. É um aperitivo vigoroso e bem colocado de tudo o que se ouve ao longo do disco: a bateria segura de Diogo, o baixo idem do Cambraia, a guitarra de um Pontual que não quer brilhar mais que o cantor e o teclado do experiente Alex Veley. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Sim e Não é isso. Um disco aberto a vários gostos, várias formas de tratar o mesmo tema: o amor. Tem uma linha de influências sonoras que vão de Willie Nelson a Devendra Banhart, passando por Bob Dylan. Mas, no fundo, radiofônico como uma velha canção do Roberto. É nessa trilha que Nando Reis caminha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sim e Não é um trabalho maduro, que confirma a boa fase do cantor e compositor paulista e seu talento inegável de hitmaker. Talento esse que poderá ser conferido no Mada, ao som de músicas novas saindo do forno e daquelas outras que a gente jurava que era da Marisa Monte ou do Skank, ou...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Enfim, diga SIM a Nando Reis!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114609683202373784?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114609683202373784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114609683202373784&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114609683202373784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114609683202373784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/04/sim.html' title='Sim!'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114540518253368102</id><published>2006-04-18T16:13:00.000-07:00</published><updated>2006-04-18T17:06:22.566-07:00</updated><title type='text'>Tirinhas</title><content type='html'>- O Albergue poderia ser um dos melhores lançamentos do ano, mas caiu nas mãos do roteirista errado. A idéia, que só do meio pro fim (se não viu o filme, pare de ler aqui) fica evidente, de um "clube de elite" onde figurões europeus pagam caro para satisfazer seus desejos mais sádicos e cruéis, seria o mote ideal (remete ao fracassado 8mm?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grife Tarantino na apresentação do filme perde-se no gosto barato por sangue, violência gratuita e peitos impecáveis de eslovacas e russas sedentas. O conjunto da obra até parece convidativo, não é? Mas o resultado é fraco. A trilha sonora sozinha, além claro dos peitos impecáveis de Svetlana, não conseguem salvar o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Orgulho e Preconceito é um bom filme. Conservador, açucarado, mas sejamos sinceros: o que esperar de um filme baseado num romance de Jane Austen? Acho que o grande mérito da película é este: não ir além das expectativas. A narrativa é ágil e os personagens aristocráticos, assim como em todos os romances de Austen, são obrigados a descer um pouco dos seus saltos e conhecer a vida nas castas abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme inglês no mais literal sentido da palavra. Inglês no humor, no apego aos símbolos e no puritanismo, além claro, do sotaque gostoso de Keira Knightley. O sorriso da atriz é um achado, a interpretação idem. Já pode figurar no meu álbum de queridinhas, junto com Scarlet Johanson e Clair Danes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês não acham que ao som de Love by Grace, a cena em que Natalie Portman tem os cabelos raspados em V de Vingança, é a cópia de Carolina Dickman em Laços de Família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leiam a crônica "Autógrafo para a solidão" de Norton Ferreira, no Sanatório da Imprensa. É um primor. Como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, o que eu sei é que desde a semana em que esse disco foi lançado, estava lá jogado no meu HD. Passava por ele e  nem sequer tirava uma casquinha. Mas há duas semanas eu me redimi, e Devils and Dust tem marcado presença no meu mp3 player, com força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem? Bruce Springsteen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um disco americano, folk, de letras fortes e crescentes. Seus ouvidos perceberão o salto de uma faixa para outra. E isso é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais coisas nos meus ouvidos: The Like, Matisyahu (um judeu ortodoxo que canta reggae, ragga e dub), Nando Reis e Badly Drawn Boy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O DVD Video Collection de Badly Drawn Boy, importado para o Brasil através da Slag, é uma das melhores aquisições que você pode fazer, em se tratando de boa música conteporânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de merecer um tratamento visual mais cuidadoso (em termos físicos), o disco vale pelas surpresas que este jovem inglês ainda consegue protagonizar. Vide a apresentação dele ao vivo em Glastonburry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante todo o feriado de Tiradentes eu estarei acompanhando o senhor Geraldo "Chuchu" Alckmin em sua visita à Natal. É dura a vida de jornalista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, vou ser bem sincero: eu sei que ele é um canalha, que foi um escroto entreguista, que roubou no atacado e no varejo, mas eu não consigo parar de ler o livro de Fernando Henrique Cardoso, A Arte da Política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um relato, apesar de canalha, inteligente e centrado sobre o poder no Brasil. Mesmo vaidoso - e ele até faz piada disso no livro - algumas horas ele consegue disfarçar-se de getil e humilde e cativar o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um sociológo sendo vencido pela política, pela artimanha do fisiologismo e das concessões sem pudores, mas é um retrato a ser considerado. Escreve bem, fluido e em linguagem acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio do encontro com a rainha da Inglaterra onde ele a presenteia um jaburu de pedras semi-preciosas é engraçadíssimo. Já as mortes de Luiz Eduardo Magalhães e Sérgio Motta (que de tão escroto, preferiu morrer a deixar pistas do que fez) é o lado tocante do livro, sem ser piegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra quem gosta de quadrinhos e putaria (não necessariamente nessa ordem) a dica da hora é: Clic, de Manara ou O espinafre de Yukiko, de um francês que esqueci o nome. Os preços são salgados, mas compre pensando em investimento e não em gasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Revista da MTV deu uma mudada considerável. Ainda é fraca (afinal, em que revista séria Bianca Jhordão seria colunista?), mas a edição desse mês tem boas matérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já viu a Revista Sexy com Maryeva? Que Alá perdoe os mais fracos, mas é de tremer o Oriente Médio. Fotos lindas, modelo idem. Uma ilha nas bancas esse mês, dentre as revistas ditas masculinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escrevi demais, né? Ok. Tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, calma, antes de ir ouça isto: Moptop, o Rock Acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114540518253368102?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114540518253368102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114540518253368102&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114540518253368102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114540518253368102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/04/tirinhas.html' title='Tirinhas'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114462924998937929</id><published>2006-04-09T17:23:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T17:45:35.360-07:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>Em terra de hype, quem tem coração é rei. Sim, o hype, este moço de poucos sentimentos que faz juras de amor eterno com prazo de validade de no máximo até o próximo entardecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há motivos para pânicos. O rock, desde que se entende por gente, é um constante diálogo entre americanos e ingleses, com raras observações pertinentes de espectadores ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um responde ao outro, aperfeiçoando um movimento, negando o da década passada e assim por diante. Beatles são uma resposta a Elvis, Sex Pistols uma resposta ao Ramones, Pixies uma resposta ao Jesus And Mary Chain, Lou Reed uma resposta a David Bowie, o Britpop uma resposta ao Grunge e assim ad infinitum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vejamos: em tempos de MSN, Orkut, Skype e outras formas de diálogo instantâneo, nada mais previsível que uma adaptação do rock a essas ferramentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ontem começa sempre no segundo que acabamos de viver. Por que seria diferente com o rock atual? Ou melhor, essa é a intenção da mídia especializada e das gravadoras, mas você não tem senso critico suficiente para se safar dessa? É aí que nasce o hype. O inverso da velocidade dos diálogos travados com velocidade de cartas escritas à mão atravessando o atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que surgiram os Strokes, o Libertines já foi o encarregado das doze tarefas hercúleas para manter o punk rock vivo. Agora o Arctic Monkeys são a bola da vez, assim como o Television cover, digo, o Franz Ferdinand. Sem contar as dezenas de bandas que sucumbiram logo após alguma matéria especial na NME.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Ouvir tudo, sem ansiedade e sem esquecer das referências históricas do rock. Claro, mantenha cuidado com o download que o Emule é de barro, mas vá adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de tantos falsos alarmes, o rock se mantém vivo e isso é o que importa. Seja em cópias cínicas do The Cure, ou bandas fofinhas da Suécia, vai-se encontrar o DNA do que Elvis inventou no Mississipi e o tempo tratou de aperfeiçoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escute tudo o que as revistas recomendam. Que mal há em se manter atualizado? Só não esqueça de um bom filtro aos ouvidos, uma boa sacola onde possa guardar elementos inovadores, um set list do que te marcou e ponto final. O hype é impiedoso, mas não é pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova disso é o arrepio que dá, quando depois de se esbaldar ouvindo Kings of Leon cantando Kings of Rodeo, você põe na vitrola Desire de Bob Dylan e acha genial ouvir Hurricane numa versão de oito minutos. É isso. O rock está vivo, e o hype, apesar de cruel, faz com que ele respire sem ajuda de aparelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para não dizer que é só o rock que vive de hypes e farsas, sábado eu conferi ao vivo um dos maiores engodos da MPB: Vanessa da Mata. Sim, a moça com voz de Gal Costa, cabelos de Bethânia cantando Carcará (ou se preferir, um xaxim com samambaia) e que invadiu todas as rádios do país é uma grande merda salva pelo rótulo de cult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas que nunca deveriam ter saído de um barzinho, com a sorte de ter encontrado pela frente uma pá de medalhões em crise criativa apanhando o que encontrar de minimamente interessante pela frente e um dos maiores produtores do país, Vanessa é lastimável no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafina, pula, deslumbra-se com milhares de pessoas que passam quase uma hora e meia do show esperando que ela cante o hit da novela global. É uma festa. Canta Caetano com levada pop de banda que quer mostrar serviço, passeia descalça pelo palco com ar de hippie de boutique e traz nos olhos uma sinceridade cortante do tipo “nem eu sei como cheguei aqui”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto Liminha enche os bolsos de grana, talvez no próximo verão já não se saiba que danado é Vanessa da Mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando você tem a impressão de ter nascido 12.000 km abaixo do lugar ideal? É isso que eu acho toda vez que ouço Bela Kiss e Passageiro Feliz, do Bugs. Por que eles não são ingleses? Nada contra natalenses, mas acho que essa é a única forma de a banda ter o reconhecimento que merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vitrola, randomicamente: The Like, The Subways, Guillemots, The Byrds, Zeca Baleiro, Nando Reis e MQN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chata, chata, chatinha, assim vou te chamar, assim você vai ser: Marisa Monte. Não chega a incomodar, mas cansa... Cansa essa verborragia, essa pose de bienal tentando explicar o óbvio e mais que visível: depois que consegue-se o título de cool qualquer merda que você faça vai vender como água. Saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Era do Gelo 2 é muito bom. Fora um roteiro meio capenguinha, a edição é ágil, a qualidade da animação é impecável e o mais importante: tem personagens hilários. Vide os dois gambás. São, pra mim, mais antológicos que o esquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V de Vingança é de dar vergonha a Alan Moore. Ele estava certo em não ceder os direitos ao diretor. Ele estava certíssimo ao proibir que seu nome seja sequer citado nos créditos. O roteiro parece um quejo suíço, é lastimável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma interpretação das instituições políticas completamente diversa da origem da série, que durou todo o governo de Tatcher na Inglaterra. Isso não poderia ficar de fora, não se pode, num HQ de Moore, sonegar isso ao expectador. Pegaram algo under, e transformaram em pop pirotécnico. Lastimável. Horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natalie Portman me fez esquecer de como ela é ótima atriz. Não foi além de Demi Moore em Até o Limite da Honra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114462924998937929?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114462924998937929/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114462924998937929&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114462924998937929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114462924998937929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/04/agora.html' title='Agora'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114365877523956238</id><published>2006-03-29T10:51:00.000-08:00</published><updated>2006-03-29T10:59:35.293-08:00</updated><title type='text'>Da série "É raro, mas às vezes consigo falar sério"</title><content type='html'>DE CASA À PRAÇA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta semana, em mais uma das incontáveis discussões que acontecem no Programa Questão Política, na FM Tropical, duas opiniões colidiram através de três vozes. De um lado eu, do outro José Bezerra “Ximbica” Júnior e Laurence Bittencourt.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O debate histriônico (para não dizer caótico) veio à tona junto com os dados de uma pesquisa do IBOPE, que aferiu o nível de tolerância/conivência do brasileiro em relação à corrupção. Segundo a pesquisa, o percentual de brasileiros que sucumbiriam a algum tipo de ato ilícito – entre treze citados – chega ao alarmante patamar de 75%.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A questão era: a população segue o exemplo dos seus governantes? Ou os governantes são apenas um espelho do seu povo?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Escolhi o caminho menos pisado, e como disse Robert Frost, “isso faz toda diferença”. Fui contra dois amigos diletos. Mas não arredo o pé: o povo é tão ou mais sujo quanto a sua classe política. E a pesquisa é apenas uma constatação do que se vê diariamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ora, uma nação, assim como um corpo, é formada por microorganismos, células sociais dos mais variados tipos e membros, que vão da família ao Parlamento, passando pelas igrejas e até um Clube de Mães do bairro. Sendo assim, esse corpo tem a forma que a junção das células lhe conferem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Senão vejamos. Além da liberdade, que outro dogma podemos destacar da democracia? Ora, a representatividade. A democracia não permite ao cidadão comum a sua execução direta. É para isso que existem os partidos, as eleições, para que o povo escolha os seus representantes, que em tese, vão defender os direitos de quem os elegeu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E é justamente na escolha desses representantes que entra o fator “empatia”. O eleitor fatalmente vai escolher alguém que ele acredita se afeiçoar às suas idéias, ao seu modo de ver o mundo, ou pior, alguém em quem ele possa reproduzir o que não pôde ser ou fazer. Freud explica?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pode ter sido assim que o PT chegou ao poder: alavancado pela crença de ser um partido sério e honesto, coisa que o povo brasileiro, vá lá, não é. Nunca foi. E quando eu digo povo, falo de mim, de quem me cerca e de quem me lê.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A honestidade a que faço referência não se mede apenas com milhões de dólares, ouro ou coisas de alto valor, e sim, com o mínimo, o pouco e aparentemente normal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivemos num país soterrado pela corrupção, pelo achincalhe das instituições públicas, pelo desrespeito às leis e pela impunidade, onde o alvo mais fácil é claro, são os políticos ou a “elite dominante”. Como se fossem uma Geni, sendo execrada por quem faz de conta que ela não saiu das entranhas de quem a insulta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Historicamente, e por – dentre tantos outros motivos – culpa de uma colonização católica-portuguesa viciada e excusa, o Brasil ficou conhecido mundo afora como o país do “jeitinho”, da manha, do “aproveita que ninguém tá vendo” e das “carteiradas”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na fila do banco, na vaga da garagem, com o guarda de trânsito subornado e em inúmeras outras situações cotidianas, o que se vê é um povo permissivo, leniente, que a tudo absolve desde que não mexam no seu pirão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sendo assim, a representação político-partidária, nada mais é do que, em proporções maiores, e como reza a democracia, uma reprodução de quem o escolheu para exercê-lo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O erro de quem subtrai para si dinheiro púbico, ou utiliza-se do poder que a política confere para fins pessoais, apesar de incensado pelos holofotes da mídia, é o mesmo, e agora numa esfera palpável, de quem joga lixo na rua pela janela do carro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vejam só, se eu jogo lixo na rua enquanto dirijo e sou acompanhado nesta atitude por milhares de motoristas diariamente, qual a conseqüência disso tudo? Uma situação de calamidade pública: enchentes e alagamentos por causa de bueiros entupidos por este “inofensivo” lixo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem subtrai para si da empresa onde trabalha – sim, porque corrupção não existe apenas no setor público – uma simples resma de papel, seja lá por qual motivo alegado,  caso um dia chegue à presidência desta empresa acabará desviando coisa de maior valor. A resma ou o montante milionário, juntos podem levar esta empresa à falência. De grão em grão...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Numa comparação minimalista, é assim que as coisas funcionam: como um bumerangue. As somas astronômicas de verbas públicas que simplesmente desaparecem no caminho Estado-cidadão, reproduzem, só que em movimento inverso, o ato de atirar lixo no lugar indevido. No caso das verbas, surrupia-se.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As conseqüências advêm de uma causa aparentemente invisível e pouco condenável. No entanto, à medida que a esfera de poder aumenta, e essa causa vai se sedimentando como normal ou comum, o crime só tende a aumentar, e o que é pior, as suas conseqüências também.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cria-se aí um ambiente de cegueira moral e ética, onde o praticante da corrupção já não consegue distinguir o que é legal ou ilegal, tornando as coisas passíveis de um julgamento individualista e não subordinado a regras rígidas que pelo menos no papel, devem dirigir a sociedade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A conseqüência de um país carcomido por pequenos atos dessa natureza, que formam uma bola de neve até agora incontolável, é uma máquina que trabalha com o próprio povo, como a burocracia por exemplo; criada e alimentada para vender facilidades.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Facilidades estas negociadas num "estado" paralelo ao Estado de Direito, transformando um ente púbico num vergonhoso mercado de secos e molhados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Concordo que em determinadas situações o retrato do superior hierárquico tem lá sua importância e influência, mas as atitudes condenáveis desse superior tiveram uma raiz que brotou quando ele tinha o mesmo poder de quem agora o tem como exemplo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Talvez seja uma questão de formação social, de um povo despreparado culturalmente – e não me refiro aqui a erudição simplesmente – que frente às dificuldades do dia-a-dia, procurou o atalho, o caminho mais fácil e assim catalogou ao longo dos anos várias maneiras de burlar os códigos sociais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mesmo que a democracia seja um catalisador do processo de aprimoramento não apenas político-partidário como também sócio-educacional de um povo, esse mesmo povo não é inimputável enquanto evolui.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Delito é delito, e só falsamente tem-se a impressão de que aumenta de tamanho quando passa a atingir mais pessoas. Mas continua sendo da mesma forma quando não era de conhecimento público. Vai do “chorinho” na dose do uísque ao pedido cínico da propina ao empreiteiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os políticos que o povo agora tanto critica, não estão lá à toa. Foram postos por nós, são o cume de uma pirâmide onde somos base.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cruzamos todos os dias com inúmeros Severinos, Delúbios e Paloccis, na vaga de estacionamento para deficientes ocupada indevidamente por quem não tem problemas, por exemplo. E ainda nos saímos volta e meia com um vergonhoso “ah, é por pouco tempo!”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliada à cultura de permissão, ainda temos a propagada condição de sermos um povo pacífico, como se isso premiasse algo que não seja um pacto de mediocridade e aceitação do espúrio. Bondade, paz e falta de protesto em excesso, nada mais é do que covardia ou vergonha de assumir-se igual a quem criticamos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acredito em exceções, mas como elas falam por si, talvez o caseiro Francenildo Costa – que acaba de derrubar um Ministro de Estado – se encaixe nos 25% que a pesquisa IBOPE apontou sequer admitirem praticar algum ato ilícito, caso venham a ocupar um cargo público. Talvez.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ora, se 75% admite o contrário na condição de cidadão, imaginem o que podemos esperar dos nossos futuros políticos, que sairão como sempre, dentre nós. Dessa forma, a pirâmide exemplificada acima, torna-se uma escadinha de marginalidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Presidente que é agente ativo/passivo ou permissivo da corrupção praticada por um Ministro, permite que este seja também agente de um Senador, este de um Deputado Federal, agora um Governador, depois um Deputado Estadual, um Prefeito, um Vereador, uma liderança de bairro, até chegar em nossa rua.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sejamos menos hipócritas. Pratiquemos além da condenação pública, uma dose diária de auto-flagelação e critica íntima dos nossos atos, que de tão “comuns” já não despertam nenhuma sanção pessoal. É bom se despir da condição de vítima e assumir de vez a de cúmplice, para assim tentar mudar algo, ao invés de querer que os outros mudem os atos que faríamos caso estivéssemos em seu lugar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem está no poder acusado de fazer com o dinheiro público desgraça, não aprendeu lá. Afinal de contas, é o costume de casa que vai à praça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114365877523956238?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114365877523956238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114365877523956238&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114365877523956238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114365877523956238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/da-srie-raro-mas-s-vezes-consigo-falar.html' title='Da série &quot;É raro, mas às vezes consigo falar sério&quot;'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114348879839360385</id><published>2006-03-27T11:15:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T04:11:49.060-08:00</updated><title type='text'>Para os dias de chuva II</title><content type='html'>Uma crônica - que quer ser poema e não tem nome - minúscula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um disco do Echo &amp; The Bunnymen em dias chuvosos. Calma. Quase doce. Você no parapeito, encostada no vidro da janela observando o mar se lançar contra o asfalto. Dois olhos castanhos sobressaltados feito runas lançadas ao ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vidro manchado – você consegue ver? - a poucos centímetros da boca. O hálito morno. De gim. Que salta até o meu corpo desfilando carícias inomináveis, assim que ouve a porta ranger ao abrir. Mãos de rendeira. Dessas que vêem os dias passarem à porta de casa, com os olhos no mar. É tudo água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ontem no meio da tarde, sem ter muito o que fazer, meti-me a fuçar carteiras velhas. Deus, nunca imaginei que pudesse ter tantas. Aliás, nem o porquê de guardá-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora umas identidades estudantis que denunciam como ao longo de poucos anos eu perdi minha cara de bebê e ganhei a de um fundamentalista islâmico, com essa barba, de importante mesmo apenas os ingressos de duas apresentações antológicas: Teenage Fanclub e Vive la Fête!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, ficou a dúvida se Freud explica tal desatino, como se meu inconsciente fizesse lembrar que desde os mais tenros tempos, minhas carteiras não guardam nada mais além de identidades estudantis e ingressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de grana. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando muito entretido com o livro O Perfume, de Patrick Süsskind (eu acho que o sobrenome é escrito assim). Comprem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você esteja ainda infectado com essa miséria de Festa Trash's 80, faça uma dieta de desintoxicação com o disco Siberian, do Echo &amp; The Bunnymem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode alguém gostar de U2 e simplesmente ignorar Joy Division, o próprio Echo e mais uma pá de bandas do pós-punk inglês? É puro desconhecimento da história, pouco conhecimento das bandas ou simples má vontade? Será que um dia vão se tocar que o U2 é fruto da evolução que começou em 79 com os Ian's do Echo e do Joy? Enquanto isso, só lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Plano Perfeito, de Spike Lee é um dos melhores filmes de 2006. Independente do que venha a ser produzido no decorrer do ano. Cada piada política, cada soco no estômago dado com uma classe de quem faz cócegas mesmo num filme sobre assalto, é gratificante não apenas para quem assiste, mas para o próprio diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair do cinema com a certeza de quem só Spike Lee seria capaz de filmar daquela forma é uma maneira de retribuir e elogiar o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha do dia: Jackson, de Johnny Cash e June Carter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114348879839360385?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114348879839360385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114348879839360385&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114348879839360385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114348879839360385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/para-os-dias-de-chuva-ii.html' title='Para os dias de chuva II'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114340655418400408</id><published>2006-03-26T12:25:00.000-08:00</published><updated>2006-03-26T12:55:54.306-08:00</updated><title type='text'>Para os dias de chuva</title><content type='html'>Discos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Siberian, Echo &amp; The Bunnymen.&lt;br /&gt;- Talkie Walkie, Air.&lt;br /&gt;- Last Night, Richard Hawley.&lt;br /&gt;- TS Monk Live in Chicago, Telonius Monk.&lt;br /&gt;- A Camp, Nina Persson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Invenção de Eurídice, Iracema Macedo.&lt;br /&gt;- Fragmentos, Caio Fernando Abreu.&lt;br /&gt;- Para Uma Menina com Uma Flor, Vinícius de Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Última Noite, Spike Lee.&lt;br /&gt;- Segredos de Família, Jordan Roberts.&lt;br /&gt;- O Jardineiro Fiel, Fernando Meirelles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114340655418400408?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114340655418400408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114340655418400408&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114340655418400408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114340655418400408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/para-os-dias-de-chuva.html' title='Para os dias de chuva'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114277926044492224</id><published>2006-03-19T05:58:00.000-08:00</published><updated>2006-03-19T06:41:01.480-08:00</updated><title type='text'>Cotidiano</title><content type='html'>Atabalhoada. Assim, com todas as sacolas caindo de uma vez no chão no meio de um trânsito infernal, do jeitinho que a palavra atabalhoada nos remete a. Primeiro um headphone, depois outro. Ouvidos livres para saber o que os olhos já não podem anotar. Geladeira abrindo. Fechando. Sacolas em cima da mesa. Um "puta que pariu" desses que aliviam da ponta do pé ao que nos escapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou voando pela sala. Deixou apenas um "desculpa". Depois foi só o "xssssssssss" da água caindo do chuveiro. Para o caso de o banho frio não arrefecer os ânimos dela, garanti que o lençol da cama estava como ela pediu antes de sair, logo cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito no tapete da sala, ligo a tv. Viro a cabeça para trás, e conto as pequenas poças de água que ela vai deixando ao longo da casa, enrolada numa toalha branca e reclamando que o shampoo ainda estava nas sacolas de compras. Vê-la de cabeça para baixo é tão encantador quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo que era só pedir que eu lhe poupava o trabalho de vir até a cozinha, ela faz que não ouve e volta ao banho. São mais poças até lá. Com a marca dos pés dela que eu tanto gosto, agora por toda a casa. Deixo a tv muda. Ligo o som. Ela fala algo lá do banheiro. Aumento o volume. Agora sou eu quem faz que não ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos por um tempo. O suficiente para perder algumas idas dela até a cozinha. Agora dentro de uma blusinha velha e os cabelos ainda pingando água. Off. Sem som. Cortinas abertas. Uma colher na mão, cavando devagar metade de um maracujá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sentada em cima de mim, dispensa a fruta e me pede um pouco de sal. A língua aponta a salina, estirada sobre o tapete. Lá fora o mundo explode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114277926044492224?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114277926044492224/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114277926044492224&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114277926044492224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114277926044492224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/cotidiano.html' title='Cotidiano'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114229701412616324</id><published>2006-03-13T15:49:00.000-08:00</published><updated>2006-03-13T16:43:34.216-08:00</updated><title type='text'>Poço</title><content type='html'>Feito "O Poço", do Caio Fernando, quando abre "O Ovo Apunhalado". Assim sem mais, muito mais sem menos. Idiossincrático. Desmontando quase, pero no mucho. Murcho. Tenso, como se tivesse os dedos sujos com tinta de jornal. Eu odeio tinta de jornal sujando dedos. Eu não consigo ler mais o jornal quando percebo que sua tinta sujou meus dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu lavo meus dedos mil vezes. A minha terapeuta que um dia mandei se foder disse que era Transtorno Obssessivo (quantos "s" esse troço tem?!) Compulsivo. Eu disse que era pura falta de empatia com tinta preta nos dedos. Ela riu. Não devia saber o que era empatia. Coi-ta-da (assim, separado mesmo, pra dar um ar bem blasè).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje eu acordei gritando isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some people think they're always right.&lt;br /&gt;Others are quite and uptight.&lt;br /&gt;Others they seem&lt;br /&gt;so very nice&lt;br /&gt;Inside they might feel&lt;br /&gt;sad and wrong.&lt;br /&gt;29 different attributes.&lt;br /&gt;Only 7 that you like&lt;br /&gt;20 ways to see the world&lt;br /&gt;20 ways to start a fight&lt;br /&gt;Don't get up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shot gun see the sunshine.&lt;br /&gt;I'll be waiting for you baby.&lt;br /&gt;'cause I'm through&lt;br /&gt;Sit me down. Shut me up.&lt;br /&gt;I'll calm down&lt;br /&gt;and I'll get along with you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh men don't notice what they got.&lt;br /&gt;Women think of that alot.&lt;br /&gt;1,000 ways to please your man.&lt;br /&gt;Not even one requires a plan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Countless odd religions too.&lt;br /&gt;It doesn't matter which you choose.&lt;br /&gt;One stubborn way to turn your back.&lt;br /&gt;This I've tried, and now refuse.&lt;br /&gt;Don't get up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shot gun see the sunshine&lt;br /&gt;I'll be waiting for you baby&lt;br /&gt;'cause I'm through&lt;br /&gt;Sit me down. Shut me up.&lt;br /&gt;I'll calm down&lt;br /&gt;and I'll get along&lt;br /&gt;with you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You Only Live Once (Strokes, First Impressions of Earth)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114229701412616324?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114229701412616324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114229701412616324&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114229701412616324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114229701412616324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/poo.html' title='Poço'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114193703159139937</id><published>2006-03-09T12:15:00.000-08:00</published><updated>2006-03-09T13:12:41.426-08:00</updated><title type='text'>So Cold</title><content type='html'>Eu ando sem muito saco pra escrever. Sem motivos até. É que às vezes a rotina assenta de tal forma, que não chega a ficar chata, mas meio que apascenta os olhos sobre o que possa ser novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o maior sintoma disso foi escrever pouco, ou quase nada, sobre política nesses últimos tempos. É uma coisa que eu gosto, e desde muito cedo. Lembro eu criança ainda, carregado nos braços do meu pai em comícios do interior. Era bom. Uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que a atual crise política (parece que nem existe mais, né?) estourou, eu estava lá, lance a lance, em blogs, tvs, pronunciamentos, e tome TV Senado e TV Câmara, colhendo informações, convivendo com gente que conhece muito bem o tema, e na verdade, esperando escrever um texto arrebatador, com uma análise, vá lá, pretensiosamente interessante, mas sinceramente verde para um cara de vinte e poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais eu iria apenas derramar sempre a indignação que martela desde quando vi Lula pessoalmente, discursando pra umas 50 mil pessoas em Porto Alegre, no Fórum Social Mundial, até quando abro os jornais hoje, e não consigo reconhecer nada do que eu esperava nas manchetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me concentrei na Palestina. Mas isso eu gosto de escrever pouco, prefiro ler o máximo possível e afiar minha opinião nem sempre bem vinda, mas comigo muito justa. Da última vez que escrevi sobre isso, acabei mandando Arafat pra puta que pariu, num artigo público. Levei pedradas com muito gosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrada com cheiro de carnaval de Salvador, afinal de contas foi com isso que pareceu o sepultamento dele, que tinha ocorrido a poucas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, em relação aos assuntos ditos "sérios", tem me dado um tédio enorme quando me lanço a escrever, e acaba assim, saindo nada. Então corro pra arte, que foi o louco do Nitxie que disse que ela existia pra que a verdade não nos destrua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discos, filmes, livros, quadros, mulheres, fotos. Tudo que de melhor a gente pode usar pra passar o tempo, e crescer pessoalmente. Assim fica tudo em casa. Eu digo o que leio, escuto e vejo, fazemos de conta que lá fora tudo vai bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque no fim das contas, é tudo uma enorme farsa. O que não impede claro, que tenhamos opiniões controversas e estejamos sempre fazendo um up grade de nossas idiossincrasias. Só não precisamos, às vezes, dizer a torto e a direito. É bom esperar o momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí que eu adorei a &lt;li&gt;&lt;a href="http://cu.xhostar.com/ritaguedes/index.htm"&gt;Playboy&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; nova. Peito que cabe numa mão em concha, uma coisa que não é muito certa, assanhada, desordenada até, uma mulher normal, dessas que a gente pode encontrar num bar qualquer. É esse o encanto: ser palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a &lt;li&gt;&lt;a href="http://pingaiadas.servik.com/carolineferreita/index.htm"&gt;Sexy&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; tá um saco. Pasteurizada demais, o de sempre, como sempre, os mesmo pêlos ralos, sem graça nenhuma, essas coisas turbinadas que mais parecem uma ameaça às nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, de repente você pode ver a revista ouvindo um disco do Nando Reis. Eu gosto do "A Letra A". Ou quem sabe, depois de ler, se arrisca num blog qualquer. Como este. Sem muita coisa pra dizer, e esperando só essa semana acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114193703159139937?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114193703159139937/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114193703159139937&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114193703159139937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114193703159139937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/so-cold.html' title='So Cold'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114157843007318019</id><published>2006-03-05T08:40:00.000-08:00</published><updated>2006-03-06T03:11:35.313-08:00</updated><title type='text'>Conversas</title><content type='html'>- Saco. Buzina. Fumaça. Barulho. Hoje me toquei que há exatos sete dias eu podia andar nas ruas com os vidros do carro abertos, e o volume do mp3 player abaixo da metade. Acabei de chegar em casa, depois de enfrentar uma fila filha da puta no mercado, e com o volume estourando meus ouvidos, disputando espaço com gritos, buzinas, humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem puder (e eu só pude agora) veja o filme Como Dois Irmãos. É um dos bons filmes da safra do ano passado, encobertos pela desgraça (não do filme, mas da campanha) dos 2 Filhos d'Uma Puta, aliás, de Francisco, perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fim de semana passado eu me dispus, em algumas horas vagas do meu dia a ver as mais famosas séries americanas. Friends, The OC, Will and "num sei quem lá", CSI, etc etc etc. A conclusão é: CSI é das melhores coisas que se produziu pra TV neste início de década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que às vezes soa canastrão e tal, com algumas coisas meio "McGyver high tech", mas no geral os roteiros são bem escritos, os personagens apesar de caricatos uns conseguem sobressair muito bem nas atuações. Gostei. E muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação as outras, eu gostaria de fazer uma observação apenas sobre Friends, já que desconsidero por completo a mínima qualidade das demais: eu me senti um desorientado, parecendo Tom Hanks em O Terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério. Eu preciso ver aquilo com alguém me guiando, um amigo que goste muito e que me avise quando é pra rir, pra gargalhar ou apenas fazer "hehe!". Me senti completamente perdido, sem saber como reagir e disposto a acreditar que de tão profundo e engraçado, encontra-se num nível muito superior a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu estou ouvindo agora? The Arcade Fire, Funeral. É bom. Não vai salvar o mundo, afinal de contas isso já é missão do Arctic Monkeys, mas vale à pena sacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gosto de geléia de abacaxi com especiarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A coisa anda feia. Ontem eu mesmo limpei o apartamento. Economizando diarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esgotaram meus assuntos. Até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, não, pera. Você alguma vez achou que o "antes" é melhor que o "durante"? Eu já pensei. Mas não é conclusivo. Apenas pensei. Por isso gostei &lt;li&gt;&lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=54&amp;textCode=21247&amp;date=currentDate&amp;contentType=html"&gt;disto&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frase forte: "Desculpe, meu ombro não está mais disponível pra você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frase legal: "Intimidade é uma combinação de dois infinitos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114157843007318019?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114157843007318019/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114157843007318019&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114157843007318019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114157843007318019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/03/conversas.html' title='Conversas'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114104465726193393</id><published>2006-02-27T04:46:00.000-08:00</published><updated>2006-02-27T04:50:57.290-08:00</updated><title type='text'>Sono</title><content type='html'>Feito a cidade durante a madrugada. Reta. Macia. Vazia. Com dois ou três percalços que eu gosto de sentir na ponta dos dedos. Áspero. Doce. Ralo. Cravo da Índia. No cheiro e no gosto. Arde e eu curo o ardor mastigando mais. Você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma agradável simbiose entre seus lábios e o resto do corpo quando te faço cócegas. É bom de ver. E ficar calado e responder com os olhos quando você pergunta por que eu gosto dos seus dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bem o branco que me atrai. Prefiro as marcas, que até me lembram essas que os lençóis fazem nos nossos corpos ao longo da noite. Prefiro o olhar que vaga entre o lascivo e o pueril que se seguem a essas marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não me cansa. Com você a exaustão chega a me escapar. Escadaria de azulejos portugueses, nobres. Retalho de fina seda. Gosto guardado na língua. Texturas repetidas por voltas dos dedos. Não é mais madrugada. Durmamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114104465726193393?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114104465726193393/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114104465726193393&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114104465726193393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114104465726193393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/02/sono.html' title='Sono'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114070579789399010</id><published>2006-02-23T05:17:00.000-08:00</published><updated>2006-02-23T11:07:05.540-08:00</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>- Ah, a mídia... Uma caixinha melhor que a de Pandora. Nem a Terra de Nárnia fabrica tantas ilusões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o beijo de Bono na tal Katilce renda mais de&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Scrapbook.aspx?uid=925375233185297285"&gt;um milhão de scraps&lt;/a&gt;, e centenas de comunidades no Orkut, tudo bem. Afinal, é no Orkut mesmo que acontecimentos desse tipo merecem repercussão. E só lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas daí e transformar isso numa avalanche jornalística, com manchetes e matérias em todos os jornais impressos do país, rádios e TVs, além de uma falta de assunto tremenda, é falta de respeito com o leitor/ouvinte/telespectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato principal que deveria ter sido informado ("deveria" é uma palavra forte, né? No fundo o fato em si não tem importância alguma) não é o que aconteceu no show da banda em São Paulo, e sim, o que acontece em &lt;a href="http://www.u2-stage-experiences.com/"&gt;todo show&lt;/a&gt;, há quase uma década. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Bono fez a mesmíssima coisa, quando veio ao Brasil com a turnê Pop Mart. E por que não foi manchete em todos os jornais? Porque àquela época, só a MTV transmitiu o evento. A Globo não. E a MTV como se sabe, por ser um veículo extremamente segmentado, não rende tanto assim, fica sempre nos dois ou três traços de Ibope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda apresentação da banda na capital paulista, terça passada, uma gaúcha chama Desirê subiu ao palco. E conseguiu quebrar uma regra: ao contrário de With or Without You, a música que embala o "exclusivo" convite, Bono cantarolou Desire, numa pequena homenagem ao nome da menina, de 20 anos. Foi mais do que Katilce conseguiu. Mas a Globo não transmitiu. Ela não fez história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, história desse tipo, só se faz por aqui. Ai ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegamos ao século XXI, e as coisas que mais ameaçam a vida humana, vejam só, são desenhistas e galetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gosto de folk. Mas tudo tem limite, rs. O Black Rebel Motorcycle Club não chegou a me decepcionar com o disco Howl, apenas achei diferente e estranha a mudança de um rock cru e básico, para palminhas de folk gospel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora foi a vez Jenny Lewis vocalista do Rilo Kiley, em álbum solo, recorrer ao mesmo expediente. Não é ruim, mas se isso virar moda, fica foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leiam "O que é poder?" de Gerárd Lanbrun. É um bom começo pra tentar dominar o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximos livros homenageados com a minha "conceituada" leitura =P: O Perfume, de Sussekind e O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini. Porque eu tenho coisas contra islâmicos, mas nada contra árabes, afegãos, iranianos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Óóóóóó! Vinícius - o documentário - chega amanhã à Natal. Numa sala péssima, sem inclinação, com um ar condicionado filho da puta e onde cabem 60 pessoas. Mas vai assim mesmo =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você conhece Yann Tirsen? E Sufjan Stevens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post escrito ao som de Espatódia (agora sim o nome correto! Mas eu não posso contar de quem é ainda =P) e Brass in Pocket, do Pretenders.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Eu sei que foi lindo, e na minha opinião o U2 é a maior banda de rock do mundo hoje, mas o meio-fim do show me obrigou a mudar de canal e ver um documentário sobre índios peruanos. Fiquei fascinado com uns lances alucinógenos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.2: Stones? Gostei muito. Ainda mais de ver no Sgt. Peppers Bar, vazio e comendo batata chilli-cheddar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114070579789399010?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114070579789399010/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114070579789399010&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114070579789399010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114070579789399010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/02/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-114013698469512159</id><published>2006-02-16T15:36:00.000-08:00</published><updated>2006-02-16T16:53:06.880-08:00</updated><title type='text'>Pipoca</title><content type='html'>Eu quero uma ponte, igualzinha a dos Rolling Stones, que vai do quarto deles no Copacabana Palace ao palco. Sim, na verdade eu quero quase um complexo viário de tantas pontes. Que sairiam da minha casa pro cinema, pro trabalho e no máximo cinco lugares que consigo frequentar feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os humanos, e com raríssimas exceções, estão cada vez mais me dando no saco. Resumindo: eu quero pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Munique: Comentei nalgum post abaixo. É um bom filme, e ponto. Fatos polêmicos, vá lá, é quase dever o cinema retratar, mas controverso e mal explicado como são os episódios que o filme retrata, quando unidos - ou tentados - a cinema de entretenimento puro e simples, finda em distorção da realidade. Continuo achando Lynn Cohen belíssima, no papel de Golda Meir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é um detalhe tão pequeno pra quem não se interessa pelo tema, nem se quer sabe quem foi ela, que quando vou comentar com alguém, acabo não resistindo. Lembro justamente de uma das cenas mais bregas do cinema nos últimos tempos: o cara fodendo com a mulher enquanto pensa no atentado de Munique, e gozando na hora da explosão do avião onde estavam os reféns. Minha gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Syriana: Esqueçam do médico de E.R. George Cloney encontrou a luz. Dirigido pelo roteirista de Traffic, o filme é uma pedrada. Complicado de entender (não apenas pelo assunto, mas muito pela edição), denso, tratando de um tema indigesto ao império. Se perder um lance, danou-se. No cinema o filme não volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema realidade, muito mais que diversão. O enfoque tem quatro frentes: um agente da CIA inescrupuloso que volta e meia faz jogo duplo, um advogado negro honesto à toda prova mas que entra num jogo de cartas marcadas entre empresas de petróleo, um consultor suíço que por acaso vira braço direito de um príncipe islâmico, e um jovem paquistanês que sem emprego acaba no terrorismo. Todas as histórias se cruzam. O círculo se fecha aos 45 do segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merecia concorrer a melhor filme. Mas é claro que a academia, meiga e doce, prefere ser politicamente correta e premiar homossexuais, já que a causa está na moda, do que levantar o tapete ou meter o dedo na ferida do império. Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Segredo de Brokeback Mountain: Belo filme. Fotografia impecável. Uma história simples, que é o que é, por tratar de homosexualismo. Um casal hétero ali não faria a menor diferença. Tem o mérito de não ser panfletário, de se deixar entender pelo sufoco dos personagens e metáforas, e não pelo descaramento que tira a curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, descaramento mesmo, só nas cenas de sexo. Acho que desde um filme aí de Andy Warhol que fala de cowboys também, que esqueci o nome agora, nada no cinema de Hollywood era tão explícito. Mas não é chocante. A interpretação dos dois é memorável, a de Michelle Willians idem. Não gostei da trilha. Com tudo isso, ainda é pouco filme pra tanto Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Johnny &amp; June: Mais uma biografia careta de um personagem doidão. No entanto, muito melhor que Ray. Também aflito pela culpa de ter perdido um irmão, criado num ambiente hostil onde a atenção materna é uma ilha, Johnny Cash saiu do mato pra se tornar, na minha modesta (vá lá) opinião, um dos maiores intérpretes da música americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Phoenix não tem os cacoetes que Jammie Fox adquiriu em Ray, sem contar que o personagem é uma espécie de Elvis marginal, mais sincero, e menos decadente. Pra quem gosta dele, é um desbunde de tanto sucesso, um a um, do primeiro single cantando Cry, Cry, Cry e Hey Potter, até Ring on Fire, além da sensacional Walk The Line, que dá nome original ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale pela história, que poderia ser contada de forma menos comportada. Mas é tudo real. De ele ouvindo June quando criança, até pedi-la em casamento em cima do palco, até as viagens pelo interior com Lewis, Perkins e Presley. A cena da gravação em Folson Prison é de arrepiar. Saí do cinema extasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A conclusão depois que saí de todos esses filmes é uma só: O Jardineiro Fiel não estar concorrendo a melhor filme, é uma das maiores injustiças dos últimos anos. Mas e daí? Quem precisa de Oscar pra ser perfeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humanos comendo pipoca e/ou doces no cinema são a coisa que mais se aproximam de um eqüino remoendo cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutem The Greatest, Cat Power. Porque melancolia, é uma das coisas mais charmosas que uma mulher pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, eu ouço Estapádia (?). Posso contar ainda não, o que é. Mas é das coisas mais lindas que ouvi nos últimos tempos. Quarta estrela, três letras, uma estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Evite acidentes. Faça de propósito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-114013698469512159?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/114013698469512159/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=114013698469512159&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114013698469512159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/114013698469512159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/02/pipoca.html' title='Pipoca'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-113978623277571844</id><published>2006-02-12T15:15:00.000-08:00</published><updated>2006-02-12T15:17:12.903-08:00</updated><title type='text'>Folia</title><content type='html'>- Um ano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso pôr adoçante no seu café?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, eu odeio adoçante, você sabe. Cheiro bom o desse bolo. Você que fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Mas, voltando... um ano... é pouco tempo não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece que foi um dia desses... era carnaval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tempo da gente é diferente, não se conta com segundos nem ponteiros. Nosso tempo a gente conta pelo que nos prometemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E isso é quanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é quanto. É como. São quais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bobo. Risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me diz uma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De ficarmos juntos, até que nossas xícaras brancas de nobre porcelana, amarelem por causa do café de todos os dias, no fim da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, e que a asa da xícara se rompa de tão velha! Risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas assim você vai queimar seus dedos! Risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não é assim mesmo? Metade um leve desespero de ter que segurar com a ponta dos dedos e queimar a língua. A outra metade é cheiro, gosto e marca do café na nossa boca. Somos assim. Nós dois. Frágeis e irresistíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era carnaval... cidade vazia. Por alguns instantes naqueles dias, eu achei que não iria dar certo. Que era tudo por enquanto, talvez e quem sabe. De carnaval. Mas foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... foi você. Nos seis dias de folia silenciosa. Com tudo de mais amargo e doce, de uma só vez. Foi a gente renascendo com xícaras, promessas, café e gosto, assim que amanheceu a quarta-feira de Cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fênix?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor é isso. É assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que podemos comprar xícaras novas, quando a asa dessas quebrarem! Risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era carnaval...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois ficamos nós. Dividindo uns poucos goles de café e umas fatias de bolo de laranja. Com a mão mesmo, pra esfregar os dedos levemente e deixar os farelos caírem na toalha da mesa. Entre um silêncio e outro, ainda medo. Depois do medo o cais. Em forma de suas coxas. Navego. Até adormecermos ali. Entre a sala e a cozinha. No chão. Em plena quarta-feira de Cinzas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-113978623277571844?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/113978623277571844/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=113978623277571844&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/113978623277571844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/113978623277571844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/02/folia.html' title='Folia'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12795916.post-113949367554432994</id><published>2006-02-09T05:26:00.000-08:00</published><updated>2006-02-09T06:01:15.636-08:00</updated><title type='text'>Boas e novas</title><content type='html'>- Os reis do hype, já não são hypes. O que se vê hoje em torno do Arctic Monkeys, uma correria histérica e supervalorização de bandas médias que ainda precisam ralar muito pra firmar o nome, na verdade foi inaugurado com o disco Is This It, dos Strokes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alçados ao estrelato antes mesmo de lançarem o disco, graças ao Emule e Soulseek, a expectativa não foi frustrada. Is This It é um disco histórico, sem retoques, cru. Pra mim, junto com o Songs for a Deaf do Queens of The Stone Age, é o disco que abre o rock do novo século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e daí? E daí que hype é hype, ou seja: passageiro. Room on Fire, o segundo dos Strokes, já não conseguiu receber tanta atenção como a estréia, apesar da lenda de ter sido gravado numa só tacada do Is This It, pra não perder a energia. Pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é: Firts Impressions os Earth, o mais recente, é um disco enfadonho, sem fôlego. E pra quem acusava o grupo de ter tudo sempre calculado, inclusive os cabelos despenteados pra dar impressão de desleixo, o grande problema desse disco é justamente esse: pensaram demais, calcularam demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta espontaneidade, menos esmero, mais ruído e sujeira. Foi isso que fez deles hype. A falta disso pode findar numa linha decrescente na carreira, ainda recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6555/1100/1600/morrisey.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6555/1100/320/morrisey.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso mesmo. A bicha velha, celibatária e genial, vulgo Morrisey está chegando. A música "Dear God, please help me" já caiu na rede, é só baixar no Emule. É sinfônica, melancólica, com belos arranjos de cordas com acento em Enio Morricone. O disco foi todo gravado no verão em Roma. É lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! O novo filme de &lt;a href="http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/lifestyle.php?m=84"&gt;Sofia Coppola &lt;/a&gt; já está com trailler rolando na rede. Pena não repetir a dose com Scarlet Johansen, mas Kirsten Durst tá valendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://dedadablog.pornwebring.net/taniaoliveira/index.htm"&gt;Playboy&lt;/a&gt; nova nas bancas. Sem graça, sem graça... xota comum, além de uma menina com cara de pelo menos dez outras que já posaram pra revista. Saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dia nublado. Frio. Soturno. Ouça Chan Marshall, que atende no mundo indie pelo belíssimo projeto Cat Power. Seu novo disco The Greatest é leve, frágil, sexy, doce. A receita é a de sempre: uma voz linda, letras tristes, piano cristalino, e dessa vez elementos de soul music impecáveis. Entre eles, a participação luxuosa de Mabon Hodges, guitarrista e parceiro de Al Green. Imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dia eu gostei de Hip Hop americano. Claro que sem contar as misturas dos Beastie Boys e o roots do Cypress Hill ou Rum DMC. Eu já gostei de R&amp;B também. Mas isso, era no tempo de &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/cultura/2267001-2267500/2267018/2267018_1.xml"&gt;The Fugees&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de lá que saíram Lauryn Hill e Wyclef Jean. Quem prestou um mínimo de atenção na música dos anos noventa, não pode esquecer de pôr na lista essa galera aí. Estão voltando. Depois de dez anos. Clap!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa semana ainda, comento O Segredo de Brokeback Mountain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post escrito ao som de The Greatest, Cat Power. Porque saudade deixa qualquer sol com cara de nuvem carregada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12795916-113949367554432994?l=desafogar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafogar.blogspot.com/feeds/113949367554432994/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=12795916&amp;postID=113949367554432994&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/113949367554432994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12795916/posts/default/113949367554432994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafogar.blogspot.com/2006/02/boas-e-novas.html' title='Boas e novas'/><author><name>Dig</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06053039529542700513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12764072049843905603'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry></feed>