Wednesday, March 29, 2006

Da série "É raro, mas às vezes consigo falar sério"

DE CASA À PRAÇA

Esta semana, em mais uma das incontáveis discussões que acontecem no Programa Questão Política, na FM Tropical, duas opiniões colidiram através de três vozes. De um lado eu, do outro José Bezerra “Ximbica” Júnior e Laurence Bittencourt.

O debate histriônico (para não dizer caótico) veio à tona junto com os dados de uma pesquisa do IBOPE, que aferiu o nível de tolerância/conivência do brasileiro em relação à corrupção. Segundo a pesquisa, o percentual de brasileiros que sucumbiriam a algum tipo de ato ilícito – entre treze citados – chega ao alarmante patamar de 75%.

A questão era: a população segue o exemplo dos seus governantes? Ou os governantes são apenas um espelho do seu povo?

Escolhi o caminho menos pisado, e como disse Robert Frost, “isso faz toda diferença”. Fui contra dois amigos diletos. Mas não arredo o pé: o povo é tão ou mais sujo quanto a sua classe política. E a pesquisa é apenas uma constatação do que se vê diariamente.

Ora, uma nação, assim como um corpo, é formada por microorganismos, células sociais dos mais variados tipos e membros, que vão da família ao Parlamento, passando pelas igrejas e até um Clube de Mães do bairro. Sendo assim, esse corpo tem a forma que a junção das células lhe conferem.

Senão vejamos. Além da liberdade, que outro dogma podemos destacar da democracia? Ora, a representatividade. A democracia não permite ao cidadão comum a sua execução direta. É para isso que existem os partidos, as eleições, para que o povo escolha os seus representantes, que em tese, vão defender os direitos de quem os elegeu.

E é justamente na escolha desses representantes que entra o fator “empatia”. O eleitor fatalmente vai escolher alguém que ele acredita se afeiçoar às suas idéias, ao seu modo de ver o mundo, ou pior, alguém em quem ele possa reproduzir o que não pôde ser ou fazer. Freud explica?

Pode ter sido assim que o PT chegou ao poder: alavancado pela crença de ser um partido sério e honesto, coisa que o povo brasileiro, vá lá, não é. Nunca foi. E quando eu digo povo, falo de mim, de quem me cerca e de quem me lê.

A honestidade a que faço referência não se mede apenas com milhões de dólares, ouro ou coisas de alto valor, e sim, com o mínimo, o pouco e aparentemente normal.

Vivemos num país soterrado pela corrupção, pelo achincalhe das instituições públicas, pelo desrespeito às leis e pela impunidade, onde o alvo mais fácil é claro, são os políticos ou a “elite dominante”. Como se fossem uma Geni, sendo execrada por quem faz de conta que ela não saiu das entranhas de quem a insulta.

Historicamente, e por – dentre tantos outros motivos – culpa de uma colonização católica-portuguesa viciada e excusa, o Brasil ficou conhecido mundo afora como o país do “jeitinho”, da manha, do “aproveita que ninguém tá vendo” e das “carteiradas”.

Na fila do banco, na vaga da garagem, com o guarda de trânsito subornado e em inúmeras outras situações cotidianas, o que se vê é um povo permissivo, leniente, que a tudo absolve desde que não mexam no seu pirão.

Sendo assim, a representação político-partidária, nada mais é do que, em proporções maiores, e como reza a democracia, uma reprodução de quem o escolheu para exercê-lo.

O erro de quem subtrai para si dinheiro púbico, ou utiliza-se do poder que a política confere para fins pessoais, apesar de incensado pelos holofotes da mídia, é o mesmo, e agora numa esfera palpável, de quem joga lixo na rua pela janela do carro.

Vejam só, se eu jogo lixo na rua enquanto dirijo e sou acompanhado nesta atitude por milhares de motoristas diariamente, qual a conseqüência disso tudo? Uma situação de calamidade pública: enchentes e alagamentos por causa de bueiros entupidos por este “inofensivo” lixo.

Quem subtrai para si da empresa onde trabalha – sim, porque corrupção não existe apenas no setor público – uma simples resma de papel, seja lá por qual motivo alegado, caso um dia chegue à presidência desta empresa acabará desviando coisa de maior valor. A resma ou o montante milionário, juntos podem levar esta empresa à falência. De grão em grão...

Numa comparação minimalista, é assim que as coisas funcionam: como um bumerangue. As somas astronômicas de verbas públicas que simplesmente desaparecem no caminho Estado-cidadão, reproduzem, só que em movimento inverso, o ato de atirar lixo no lugar indevido. No caso das verbas, surrupia-se.

As conseqüências advêm de uma causa aparentemente invisível e pouco condenável. No entanto, à medida que a esfera de poder aumenta, e essa causa vai se sedimentando como normal ou comum, o crime só tende a aumentar, e o que é pior, as suas conseqüências também.

Cria-se aí um ambiente de cegueira moral e ética, onde o praticante da corrupção já não consegue distinguir o que é legal ou ilegal, tornando as coisas passíveis de um julgamento individualista e não subordinado a regras rígidas que pelo menos no papel, devem dirigir a sociedade.

A conseqüência de um país carcomido por pequenos atos dessa natureza, que formam uma bola de neve até agora incontolável, é uma máquina que trabalha com o próprio povo, como a burocracia por exemplo; criada e alimentada para vender facilidades.

Facilidades estas negociadas num "estado" paralelo ao Estado de Direito, transformando um ente púbico num vergonhoso mercado de secos e molhados.

Concordo que em determinadas situações o retrato do superior hierárquico tem lá sua importância e influência, mas as atitudes condenáveis desse superior tiveram uma raiz que brotou quando ele tinha o mesmo poder de quem agora o tem como exemplo.

Talvez seja uma questão de formação social, de um povo despreparado culturalmente – e não me refiro aqui a erudição simplesmente – que frente às dificuldades do dia-a-dia, procurou o atalho, o caminho mais fácil e assim catalogou ao longo dos anos várias maneiras de burlar os códigos sociais.

Mesmo que a democracia seja um catalisador do processo de aprimoramento não apenas político-partidário como também sócio-educacional de um povo, esse mesmo povo não é inimputável enquanto evolui.

Delito é delito, e só falsamente tem-se a impressão de que aumenta de tamanho quando passa a atingir mais pessoas. Mas continua sendo da mesma forma quando não era de conhecimento público. Vai do “chorinho” na dose do uísque ao pedido cínico da propina ao empreiteiro.

Os políticos que o povo agora tanto critica, não estão lá à toa. Foram postos por nós, são o cume de uma pirâmide onde somos base.

Cruzamos todos os dias com inúmeros Severinos, Delúbios e Paloccis, na vaga de estacionamento para deficientes ocupada indevidamente por quem não tem problemas, por exemplo. E ainda nos saímos volta e meia com um vergonhoso “ah, é por pouco tempo!”.

Aliada à cultura de permissão, ainda temos a propagada condição de sermos um povo pacífico, como se isso premiasse algo que não seja um pacto de mediocridade e aceitação do espúrio. Bondade, paz e falta de protesto em excesso, nada mais é do que covardia ou vergonha de assumir-se igual a quem criticamos.

Acredito em exceções, mas como elas falam por si, talvez o caseiro Francenildo Costa – que acaba de derrubar um Ministro de Estado – se encaixe nos 25% que a pesquisa IBOPE apontou sequer admitirem praticar algum ato ilícito, caso venham a ocupar um cargo público. Talvez.

Ora, se 75% admite o contrário na condição de cidadão, imaginem o que podemos esperar dos nossos futuros políticos, que sairão como sempre, dentre nós. Dessa forma, a pirâmide exemplificada acima, torna-se uma escadinha de marginalidade.

O Presidente que é agente ativo/passivo ou permissivo da corrupção praticada por um Ministro, permite que este seja também agente de um Senador, este de um Deputado Federal, agora um Governador, depois um Deputado Estadual, um Prefeito, um Vereador, uma liderança de bairro, até chegar em nossa rua.

Sejamos menos hipócritas. Pratiquemos além da condenação pública, uma dose diária de auto-flagelação e critica íntima dos nossos atos, que de tão “comuns” já não despertam nenhuma sanção pessoal. É bom se despir da condição de vítima e assumir de vez a de cúmplice, para assim tentar mudar algo, ao invés de querer que os outros mudem os atos que faríamos caso estivéssemos em seu lugar.

Quem está no poder acusado de fazer com o dinheiro público desgraça, não aprendeu lá. Afinal de contas, é o costume de casa que vai à praça.

Monday, March 27, 2006

Para os dias de chuva II

Uma crônica - que quer ser poema e não tem nome - minúscula:

Como um disco do Echo & The Bunnymen em dias chuvosos. Calma. Quase doce. Você no parapeito, encostada no vidro da janela observando o mar se lançar contra o asfalto. Dois olhos castanhos sobressaltados feito runas lançadas ao ar.

O vidro manchado – você consegue ver? - a poucos centímetros da boca. O hálito morno. De gim. Que salta até o meu corpo desfilando carícias inomináveis, assim que ouve a porta ranger ao abrir. Mãos de rendeira. Dessas que vêem os dias passarem à porta de casa, com os olhos no mar. É tudo água.

***

E ontem no meio da tarde, sem ter muito o que fazer, meti-me a fuçar carteiras velhas. Deus, nunca imaginei que pudesse ter tantas. Aliás, nem o porquê de guardá-las.

Fora umas identidades estudantis que denunciam como ao longo de poucos anos eu perdi minha cara de bebê e ganhei a de um fundamentalista islâmico, com essa barba, de importante mesmo apenas os ingressos de duas apresentações antológicas: Teenage Fanclub e Vive la Fête!

No mais, ficou a dúvida se Freud explica tal desatino, como se meu inconsciente fizesse lembrar que desde os mais tenros tempos, minhas carteiras não guardam nada mais além de identidades estudantis e ingressos.

Nada de grana. Nada.

***

Eu ando muito entretido com o livro O Perfume, de Patrick Süsskind (eu acho que o sobrenome é escrito assim). Comprem.

***

Caso você esteja ainda infectado com essa miséria de Festa Trash's 80, faça uma dieta de desintoxicação com o disco Siberian, do Echo & The Bunnymem.

***

Como pode alguém gostar de U2 e simplesmente ignorar Joy Division, o próprio Echo e mais uma pá de bandas do pós-punk inglês? É puro desconhecimento da história, pouco conhecimento das bandas ou simples má vontade? Será que um dia vão se tocar que o U2 é fruto da evolução que começou em 79 com os Ian's do Echo e do Joy? Enquanto isso, só lamento.

***

O Plano Perfeito, de Spike Lee é um dos melhores filmes de 2006. Independente do que venha a ser produzido no decorrer do ano. Cada piada política, cada soco no estômago dado com uma classe de quem faz cócegas mesmo num filme sobre assalto, é gratificante não apenas para quem assiste, mas para o próprio diretor.

Sair do cinema com a certeza de quem só Spike Lee seria capaz de filmar daquela forma é uma maneira de retribuir e elogiar o cara.

***

Trilha do dia: Jackson, de Johnny Cash e June Carter.

Sunday, March 26, 2006

Para os dias de chuva

Discos:

- Siberian, Echo & The Bunnymen.
- Talkie Walkie, Air.
- Last Night, Richard Hawley.
- TS Monk Live in Chicago, Telonius Monk.
- A Camp, Nina Persson.

Livros:

- A Invenção de Eurídice, Iracema Macedo.
- Fragmentos, Caio Fernando Abreu.
- Para Uma Menina com Uma Flor, Vinícius de Moraes.

Filmes:

- A Última Noite, Spike Lee.
- Segredos de Família, Jordan Roberts.
- O Jardineiro Fiel, Fernando Meirelles.

Sunday, March 19, 2006

Cotidiano

Atabalhoada. Assim, com todas as sacolas caindo de uma vez no chão no meio de um trânsito infernal, do jeitinho que a palavra atabalhoada nos remete a. Primeiro um headphone, depois outro. Ouvidos livres para saber o que os olhos já não podem anotar. Geladeira abrindo. Fechando. Sacolas em cima da mesa. Um "puta que pariu" desses que aliviam da ponta do pé ao que nos escapa.

Passou voando pela sala. Deixou apenas um "desculpa". Depois foi só o "xssssssssss" da água caindo do chuveiro. Para o caso de o banho frio não arrefecer os ânimos dela, garanti que o lençol da cama estava como ela pediu antes de sair, logo cedo.

Deito no tapete da sala, ligo a tv. Viro a cabeça para trás, e conto as pequenas poças de água que ela vai deixando ao longo da casa, enrolada numa toalha branca e reclamando que o shampoo ainda estava nas sacolas de compras. Vê-la de cabeça para baixo é tão encantador quanto.

Eu digo que era só pedir que eu lhe poupava o trabalho de vir até a cozinha, ela faz que não ouve e volta ao banho. São mais poças até lá. Com a marca dos pés dela que eu tanto gosto, agora por toda a casa. Deixo a tv muda. Ligo o som. Ela fala algo lá do banheiro. Aumento o volume. Agora sou eu quem faz que não ouve.

Fecho os olhos por um tempo. O suficiente para perder algumas idas dela até a cozinha. Agora dentro de uma blusinha velha e os cabelos ainda pingando água. Off. Sem som. Cortinas abertas. Uma colher na mão, cavando devagar metade de um maracujá.

Já sentada em cima de mim, dispensa a fruta e me pede um pouco de sal. A língua aponta a salina, estirada sobre o tapete. Lá fora o mundo explode.

Monday, March 13, 2006

Poço

Feito "O Poço", do Caio Fernando, quando abre "O Ovo Apunhalado". Assim sem mais, muito mais sem menos. Idiossincrático. Desmontando quase, pero no mucho. Murcho. Tenso, como se tivesse os dedos sujos com tinta de jornal. Eu odeio tinta de jornal sujando dedos. Eu não consigo ler mais o jornal quando percebo que sua tinta sujou meus dedos.

Então eu lavo meus dedos mil vezes. A minha terapeuta que um dia mandei se foder disse que era Transtorno Obssessivo (quantos "s" esse troço tem?!) Compulsivo. Eu disse que era pura falta de empatia com tinta preta nos dedos. Ela riu. Não devia saber o que era empatia. Coi-ta-da (assim, separado mesmo, pra dar um ar bem blasè).

Mas hoje eu acordei gritando isso:

Some people think they're always right.
Others are quite and uptight.
Others they seem
so very nice
Inside they might feel
sad and wrong.
29 different attributes.
Only 7 that you like
20 ways to see the world
20 ways to start a fight
Don't get up.

Shot gun see the sunshine.
I'll be waiting for you baby.
'cause I'm through
Sit me down. Shut me up.
I'll calm down
and I'll get along with you

Oh men don't notice what they got.
Women think of that alot.
1,000 ways to please your man.
Not even one requires a plan.

Countless odd religions too.
It doesn't matter which you choose.
One stubborn way to turn your back.
This I've tried, and now refuse.
Don't get up.

Shot gun see the sunshine
I'll be waiting for you baby
'cause I'm through
Sit me down. Shut me up.
I'll calm down
and I'll get along
with you.

You Only Live Once (Strokes, First Impressions of Earth)

Thursday, March 09, 2006

So Cold

Eu ando sem muito saco pra escrever. Sem motivos até. É que às vezes a rotina assenta de tal forma, que não chega a ficar chata, mas meio que apascenta os olhos sobre o que possa ser novidade.

Acho que o maior sintoma disso foi escrever pouco, ou quase nada, sobre política nesses últimos tempos. É uma coisa que eu gosto, e desde muito cedo. Lembro eu criança ainda, carregado nos braços do meu pai em comícios do interior. Era bom. Uma festa.

Desde que a atual crise política (parece que nem existe mais, né?) estourou, eu estava lá, lance a lance, em blogs, tvs, pronunciamentos, e tome TV Senado e TV Câmara, colhendo informações, convivendo com gente que conhece muito bem o tema, e na verdade, esperando escrever um texto arrebatador, com uma análise, vá lá, pretensiosamente interessante, mas sinceramente verde para um cara de vinte e poucos anos.

No mais eu iria apenas derramar sempre a indignação que martela desde quando vi Lula pessoalmente, discursando pra umas 50 mil pessoas em Porto Alegre, no Fórum Social Mundial, até quando abro os jornais hoje, e não consigo reconhecer nada do que eu esperava nas manchetes.

Me concentrei na Palestina. Mas isso eu gosto de escrever pouco, prefiro ler o máximo possível e afiar minha opinião nem sempre bem vinda, mas comigo muito justa. Da última vez que escrevi sobre isso, acabei mandando Arafat pra puta que pariu, num artigo público. Levei pedradas com muito gosto.

Pedrada com cheiro de carnaval de Salvador, afinal de contas foi com isso que pareceu o sepultamento dele, que tinha ocorrido a poucas horas.

No mais, em relação aos assuntos ditos "sérios", tem me dado um tédio enorme quando me lanço a escrever, e acaba assim, saindo nada. Então corro pra arte, que foi o louco do Nitxie que disse que ela existia pra que a verdade não nos destrua.

Discos, filmes, livros, quadros, mulheres, fotos. Tudo que de melhor a gente pode usar pra passar o tempo, e crescer pessoalmente. Assim fica tudo em casa. Eu digo o que leio, escuto e vejo, fazemos de conta que lá fora tudo vai bem.

Porque no fim das contas, é tudo uma enorme farsa. O que não impede claro, que tenhamos opiniões controversas e estejamos sempre fazendo um up grade de nossas idiossincrasias. Só não precisamos, às vezes, dizer a torto e a direito. É bom esperar o momento certo.

E aí que eu adorei a
  • Playboy
  • nova. Peito que cabe numa mão em concha, uma coisa que não é muito certa, assanhada, desordenada até, uma mulher normal, dessas que a gente pode encontrar num bar qualquer. É esse o encanto: ser palpável.

    Já a
  • Sexy
  • tá um saco. Pasteurizada demais, o de sempre, como sempre, os mesmo pêlos ralos, sem graça nenhuma, essas coisas turbinadas que mais parecem uma ameaça às nossas vidas.

    Bom, de repente você pode ver a revista ouvindo um disco do Nando Reis. Eu gosto do "A Letra A". Ou quem sabe, depois de ler, se arrisca num blog qualquer. Como este. Sem muita coisa pra dizer, e esperando só essa semana acabar.

    Sunday, March 05, 2006

    Conversas

    - Saco. Buzina. Fumaça. Barulho. Hoje me toquei que há exatos sete dias eu podia andar nas ruas com os vidros do carro abertos, e o volume do mp3 player abaixo da metade. Acabei de chegar em casa, depois de enfrentar uma fila filha da puta no mercado, e com o volume estourando meus ouvidos, disputando espaço com gritos, buzinas, humanos.

    - Quem puder (e eu só pude agora) veja o filme Como Dois Irmãos. É um dos bons filmes da safra do ano passado, encobertos pela desgraça (não do filme, mas da campanha) dos 2 Filhos d'Uma Puta, aliás, de Francisco, perdão.

    - Fim de semana passado eu me dispus, em algumas horas vagas do meu dia a ver as mais famosas séries americanas. Friends, The OC, Will and "num sei quem lá", CSI, etc etc etc. A conclusão é: CSI é das melhores coisas que se produziu pra TV neste início de década.

    Claro que às vezes soa canastrão e tal, com algumas coisas meio "McGyver high tech", mas no geral os roteiros são bem escritos, os personagens apesar de caricatos uns conseguem sobressair muito bem nas atuações. Gostei. E muito.

    Em relação as outras, eu gostaria de fazer uma observação apenas sobre Friends, já que desconsidero por completo a mínima qualidade das demais: eu me senti um desorientado, parecendo Tom Hanks em O Terminal.

    Sério. Eu preciso ver aquilo com alguém me guiando, um amigo que goste muito e que me avise quando é pra rir, pra gargalhar ou apenas fazer "hehe!". Me senti completamente perdido, sem saber como reagir e disposto a acreditar que de tão profundo e engraçado, encontra-se num nível muito superior a mim.

    - O que eu estou ouvindo agora? The Arcade Fire, Funeral. É bom. Não vai salvar o mundo, afinal de contas isso já é missão do Arctic Monkeys, mas vale à pena sacar.

    - Eu gosto de geléia de abacaxi com especiarias.

    - A coisa anda feia. Ontem eu mesmo limpei o apartamento. Economizando diarista.

    - Esgotaram meus assuntos. Até mais.

    - Ah, não, pera. Você alguma vez achou que o "antes" é melhor que o "durante"? Eu já pensei. Mas não é conclusivo. Apenas pensei. Por isso gostei
  • disto
  • .

    - Frase forte: "Desculpe, meu ombro não está mais disponível pra você."

    - Frase legal: "Intimidade é uma combinação de dois infinitos".