Saturday, January 28, 2006

Plástico

Madrugada. 4 da manhã. Massive Attack, Tear Drop rolando no som. Eu e Caio. Apresentação perfeita do Autoramas, há menos de meia hora atrás. A cabeça longe, papos de dez anos atrás. De como as coisas eram mais vivas, diversas, criativas.

Num curto espaço de três anos e pouco, no meio da década de 90, uma pá de discos que podem mudar a vida de muita gente. E mudaram. Eu sei que a gente parecia criança empolgada num gamestation, lembrando de coisas que escutávamos àquela época e até hoje. Uma década explosiva, animal, monstruosa, confusa, fértil, louca.

1994 em especial. Num ano só, e no atacado: Oasis com Definitely Maybe, Chico e a Nação com Da Lama ao Caos, Mundo Livre e Samba Esquema Noise, Nirvana Unplugged, Dummy do Portishead, Blue Album do Weezer, Parklife do Blur, Grace de Jeff Buckley, Raimundos estreando, Pavement e Crooked and Rain, Nine Inch Nails e The Downward Spiral, Beck com Mellow Gold, Beastie Boys e III Comunication, Orange do Jon Spencer Blues Explosion, Superunknow do Soundgarden, o segundo disco do Stone Temple Pilots maravilhoso, Siamese Dream do Smashing Pumpkins (trilha da minha pneumonia!!!), o boom do ska, ad infinitum.

Sem contar a década toda com o Britpop, o Grunge, Pearl Jam, King for a Day do Faith no More, Goo do Sonic Youth, Grand Prix do Teenage Fanclub ( !!! ), Supergrass, Elastica, The Orb, The Eels, a nova música eletrônica, as mortes precoces no Nirvana, Blind Melon, Hole, Jeff Buckley, Layne no Alice in Chains.

Pra todo lado coisas novas, diferentes, cada um na sua praia, todo mundo interagindo a todo tempo, mistura, alfaia com guitarra, movimento aqui e lá fora, guetos, saindo dos guetos, a mídia - rádio, tv, e jornal - concentrados no lançamento dos singles do Oasis e do Blur num só dia em setembro de 95. Cara, a capa do Sunday Times foi a mãe dos Gallagher com uma capa do disco do Blur na mão!

O Skank estourando em 94, o Pato Fu um ano depois como disco Gol de Quem. E teve o Rappa, ainda reggae, depois dub e A Feira, Pescador de Ilusões. Teve até Cidade Negra, com A Sombra da Maldade.

Protection do Massive Attack, o trip hop, Tricky, Goldfrapp, Beth Gibbons and Rusty Man forjando um novo progressivo, viajando em frequências psico total. Teve Radiohead invadindo a América com The Bends, e cá no terceiro mundo Jorge Cabeleira, Mestre Ambrósio, Devotos, Roots do Sepultura.

As raves já rolando a todo vapor nos Squats europeus, Hollywood Rock com Plant, Woodstock com Porno For Pyros, Cypress Hill e uma penca de gente boa. Todo mundo dançando com o "Xalálálálálá" de Mr. Jones =)

E o mais impressionante, isso tudo ainda ao alcance dos ouvidos, sem a facilidade toda de emules, soulseeks e outras paradas, tudo na base da fita K-7 TDK (uhauhauhauha!), MD e LP's ainda.

E repito: cada um fazendo uma coisa diferente, tudo agora e ao mesmo tempo, um novo referencial de cultura pop, um novo front, que nem sempre a mídia conseguia acompanhar com fidelidade e a tempo, nenhum Lester Bangs pra registrar isso tudo com as vísceras.

Enfim, isso tudo é pra dizer que eu me sinto constrangido de ligar o rádio hoje em dia e ouvir mil coisas fazendo a mesma coisa. Tudo plastificado, embalado a vácuo e haja Simple Plan, My Chemical Romance, Credd, Nickelback, Hoobastanck, etc. É lastimável.

É por isso, que com raras exceções pruma pá de coisa indie legal que tá aparecendo, e independentes brasileiros, minha radiola se nega terminantemente a deixar a década passada de lado.

E eu espero que não demore a ser cultuada. Porque basta dessa palhaçada de 20 e poucos anos, de ficar misturando Smiths com Ilariê. Basta de tanta merda feita hoje em dia sem criatividade nenhuma, de todo mundo fazer a mesma coisa sempre, feito disco produzido por Rick Bonadio =P

É isso. Toca emo o caralho!

Ps.: Não estou com saco, paciência, parcialidade suficiente pra comentar a vitória do Hamas na Palestina. Eu estou cansado, decepcionado com raiva e confuso. E tenho esse direito.

Saturday, January 21, 2006

Viva Mário!

- Pois é, The Gathering, a banda que eu redescobri depois de quase dez anos perdida numa fita K-7, e que eu achava que nem existia mais, toca no Brasil em março. Eu estou arrasado.

- A bixa velha e gorda - palavras de Lúcio Ribeiro - Morrisey, nem por isso menos genial, quando saiu dos Smiths e se lançou em carreira solo, passou meses testando tudo quanto é guitarrista. Claro que um Johnny Marr ele não encontraria jamais. Mas entre os muitos candidatos, estava Richard Hawley.

Na hora do teste, Hawley além de tocar, começou a cantar uma música do Elvis. Morrisey, do alto da sua boiolice, perguntou porque diabos ele estava cantando. Ali terminou o teste.

E foi esse rejeitado, que lançou em 2005 um dos melhores discos que já pararam na minha radiola: Cole Corner. Escutem. É grandioso. Cowntry-rock da melhor qualidade. Um Morrisey hétero, por assim dizer.

- O Arctic Monkeys, a banda que está no topo da Billboard como aposta para 2006, é uma boa banda. Apesar de ainda nem terem lançado o disco oficialmente, há meses o tenho em mãos, e a conclusão é - e posso estar enganado: eles são os novos Libertines. Vão estourar. E só. Claro, depois de um Tim Festival =P

- Cinegrafista? Ok. Perguntas? Ok. Assistente? Ok. Repórter? Eu. Los Hermanos? "Estamos cansados demais para entrevistas". Há uma semana estava marcada. Por eles. E foi assim a minha entrevista que não houve com o Los Hermanos, a menos de meia hora. Viva Mário Marques!

- Aimee Man é fantástica.

- Ah, mas eu não sei que nome dar à sensação de futuro, paz, sossego e certeza que bate de repente, quando ela vira o rosto, mesma pela webcam, e os cabelos cobrem um pouco a testa, ou então quando num esforço - em certas épocas do mês - descomunal, ela consegue sorrir da forma mais linda do mundo.

Thursday, January 19, 2006

Punk, o levado do brega.

Matéria minha no jornal.

Depois da pancada nos ouvidos com as guitarras e batida forte das bandas Cabozó, Folcore, Jane Fonda e os pernambucanos do Astronautas, o Circuito DoSol continua nesta sexta-feira. Agora trazendo ao palco uma quase-lenda da música independente brasileira: Wander Wildner.

O gaúcho, que começou a carreira na famosa banda punk Replicantes, há dez anos resolveu lançar-se sozinho na estrada e nos discos, forjando para si mesmo uma música e performance próximas de uma mistura do Legendary Tiger Man (one man band) com Waldick Soriano. Um punk brega cult por assim dizer.

Com letras açucaradas, de fazer mal a qualquer diabético desavisado, e atitude roqueira no palco, Wander conseguiu nestes dez anos, além de muito respeito, cravar uma série de hits bem conhecidos no meio underground brasileiro, como as músicas “Empregada” e “Eu tenho uma camiseta escrita Eu Te Amo”.

O cantor alcançou alguma visibilidade no cenário nacional, depois que o grupo paulista Ira! regravou um grande sucesso seu, a música “Bebendo Vinho”. E é esta música que inspira o nome do seu mais recente lançamento, o disco “Dez anos bebendo vinho”. O disco ainda traz de bônus alguns clipes do cantor.

Um outro lançamento que focou os holofotes no trovador-brega, foi o projeto acústico MTV Bandas Gaúchas. Assim, seu nome foi recebendo cada vez mais atenção do grande público, o que não significa que o músico tenha feito concessões.

Não são raras as apresentações solitárias, por falta de grana para transportar a banda completa. Foi assim no último Abril Pro Rock o que rendeu uma jam session bem interessante com a banda The Playboys. Mais underground impossível.

E como prometido, o Circuito DoSol continua promovendo a interação entre bons nomes da música independente nacional com bandas potiguares. Por isso o Montgomery abre a noite, levantando a bandeira da terrinha.

Ainda divulgando o disco Êxodo lançado ano passado pelo selo Solaris, a banda vai desfiar seu som, um rock limpo e melódico alicerçado nas influências do rock inglês oitentista.

Ouve-se nas músicas do Montgomery, melodias calcadas nos Smiths, além de algumas referências, seja nas letras ou nos arranjos, de nomes como o Joy Division. A música “Beijo de arame farpado” é um bom exemplo disso.

E para fechar a noite com chave de ouro, uma jam session entre os músicos presentes e bandas participantes do evento promete agitar o público, com muito rock’n’roll clássico e o que der na telha.

Então a dica é esta: rock na Ribeira. Para começar o fim de semana de bem com os ouvidos. Viajando dos pubs ingleses da década de oitenta, até o punk meloso gaúcho. É o rock!

Sunday, January 15, 2006

Achados

Não lembro ao certo onde eu o comprei. Um walkman, Aiwa, com equalização e tudo. Nesse tempo, um toca-discos portátil era mais ou menos como um iPod da vida. Eu tinha acabado de chegar em Natal, pra morar sozinho. Dez anos atrás.

Era meu companheiro mais presente. Rádio Am-Fm, toca-fitas, e até dava pra prender na calça e sair por aí ouvindo. E eu tinha um monte de fitas k-7, todas organizadas por ordem alfabéticas, e protegidas com o mesmo ciúme que vela minhas músicas hoje.

Quando eu comprei meu toca-discos, meu irmão resolveu apoderar-se do dito walkman. E lá se vão seis anos.

Hoje por acaso eu o encontrei pela casa. Fui me certificar que ainda tinha alguma marca minha. Nada. Liguei o rádio, nada de novo.

Por acaso abri o toca-fitas. Sem nome. Uma fita k-7 Philips. Play. Nirvana (pasmem!). Mundo Livre. Nação Zumbi. Garbage. Smashing Pumpkins. E um monte de histórias pequenas, risos, lembranças de uma época em que o mundo era menos cruel e as possibilidades mais amplas. A fita tem uma década. É muito tempo.

Todas tocando no volume máximo, que eu sem nem perceber, atingi em poucos segundos depois que a fita começou a rodar. As meninas, as roubadas, as músicas, as primeiras impressões das pessoas, um tal de mundo adulto chegando. Coisas que eu ouvia dez anos atrás, e ainda amo.

No meio delas, uma banda que eu nunca esqueci as letras, o timbre da voz. Volta e meia me pegava assobiando um verso ou outro. Mas e o nome? E ali, no walkman, junto com o caleidoscópio de histórias e estórias, a luz: The Gathering.

Doom Metal, sinfônico, rock holandês, vocalista linda. Do nada. De repente. Por acaso. Dez anos viajados no tempo. De brinde, The Gathering, pra deixar meu domingo mais azul.

***

Ouçam: Kings of Convenience, Elbow e Tahiti 80.

Wednesday, January 11, 2006

Lucy in the sky

Eu amo o verão. Sim, eu odeio banho de mar, sol em excesso, areia, sal, mas amo o verão. Amo o hábito que as pessoas dessas bandas de cá do mundo nutrem de nessa época do ano, fugirem para as praias mais próximas e por lá ficaram até o carnaval. Turismo de segunda residência, um eufemismo.

Maravilha ter a cidade quase vazia, ruas calmas. É com muito prazer que tenho ido todos os dias trabalhar bem cedo. O sol parece se aninhar entre as árvores, com gosto, lento, numa calma bonita de se ver e sentir, sem a sinfonia desagradável dos carros e buzinas.

Ah, eu bem queria que o tal do verão durasse seis meses. Assim caminharia feliz nas calçadas, aproveitaria bem o que a cidade tem de melhor: os tipos que não se rendem à turba da farofada, e as ruas calmas, cheias de detalhes que na pressa e nos engarrafamentos do dia-a-dia passam por nossos olhos a cavalos em disparada.

Ah, o verão... quando o dia amanhece mais cedo, e o sol entra pela janela do meu quarto e reflete nos poucos móveis. Todos meus, como eu gosto, e não os que eu tinha na casa da cidade e porque comprei novos ou estão velhos demais, os mandei para a casa de praia. Sim, porque casa de praia na verdade é uma grande dispensa do que você não usa mais na sua casa, só com vista pro mar. Uma dispensa com vista pro mar...

Com vista pro mar eu prefiro a solidão cantada por Alvin, longe da turba e dos que medem sua alegria pelo volume insuportável dos seus carros. Eu quero estar aqui, na cidade calma, mais minha, enquanto todos os circos pegam fogo.

Ps.: A Sexy caiu na vala comum esse mês. Nem merece ser postada. A Playboy foi além. Inovou nas cores, nos ângulos. Fotos belas. O meu único problema foi descobrir quem é essa menina. Eu não vejo Zorra Total...

Ps.2: "Hoje vai ter uma festa, bolo guaraná, muito doce pra você", é o aniversário do cara que inventou o LSD. Parabéns velhinho!

Trilha para explorar a cidade vazia: The Thrills e Phoenix.

Sunday, January 08, 2006

Faut

Há uma coisa, aparentemente óbvia, mas que quase sempre levamos em tom de brincadeira, ou sequer nos tocamos disso: é muito mais fácil ser louco, do que ter juízo.

E não no sentido figurado da coisa, o lance não tem metáforas, estou falando de loucura mesmo. Existe um imenso e sortido supermercado de elementos de inadequação ao mundo que nos cerca, onde volta e meia adquirimos alguns produtos e nem nos damos conta disso.

Pode parecer engraçado, mas a OMS (Organização Mundial de Saúde) "catalogou" cerca de 200 tipos de comportamento que caracterizam algum distúrbio, inadequação, fuga ou seja lá que nome você dê a alguma mania sua, e que podem sim precisar de tratamento médico.

O mais assustador, ou divertido, sei lá, é sacar na lista de distúrbios coisas que se encaixam direitinho em quem? Sim, em nós mesmos. Não há quem escape.

Escolha a sua.

- Trilha para não enlouquecer num fim de semana tedioso: Ceasars, The Bravery, Elefant, Pato Fu, Phoenix e PIXIES.

- Tô devendo uma listinha dos melhores filmes de 2005, né? Vem por aí.

Ps.: E por falar em loucura, ela deve ter acometido a MTV Brasil. É domingo, cinco e trinta da tarde e eu acabei de ver o clipe do Sonic Youth, Diamond Sea. Alguém enlouqueceu por lá...

Ps2.: Boa semana pra vocês. A minha eu termino comendo croissant de manteiga, e alternando nos ouvidos dois gênios: Jeff Buckley e Elliott Smith.

Wednesday, January 04, 2006

Hi-fi

Pessoal. É com esse eufemismo - "pessoal" - que você pode fazer uma lista de "melhores discos lançados em 2005", para escapar da alcunha de injusto, no mínimo. Metido, no previsível. Aliás, isso serve para qualquer listas do tipo Top Five, Ten, Hundred. Principalmente quando se trata de música pop.

O que não deixa de ser um deleite para os ouvidos mais atentos, e espíritos desorganizados idem. É bem provável que quem passa horas fazendo listinhas assim (como eu), não tenha o mínimo senso de organização, sequer com as próprias cuecas.

Mas é como se, nós os desorganizados, e obviamene metidos, nos vingássemos de um monstro imaginário que tenta a todo custo e todos os dias, provar que não entendemos porra nenhuma de música. Ou, por baixo, estejamos procurando uma boa briga. Da qual fugiremos com a desculpa de que "não discutimos com gente com um gosto assim".

É que nós, os que fazemos listas e indicamos um disco "extraordinário-que-acabamos-de-descobrir" aos mais próximos, como se isso fosse salvar a vida deles, não entendemos mesmo. Nós gostamos, e só. Como pouca coisa no mundo. E isso basta. Porque no raso, e nem precisa se aprofundar muito, gosto é isso mesmo: uma coisa "pessoal".

E o que ficou dese ano que acabou de bater as botas? Eu lembro de ter falado lá no início do falecido, que bem menos do que o saldo de 2004. Continuo na mesma.

Então você pode atacar por outra frente, e dizer que eu vivo enchendo o saco nesse blog, falando de bandas do interior da Lapônia, ou da Mongólia, ou por que não, simplesmente, a Inglaterra. E dizer que eu faço vista grossa à gloriosa música brasileira, e me chamar de indie, ha ha ha.

Bem, vejamos. Não deixa de ser verdade. Mas a verdade mesmo, é que mais que vista grossa, tem uma música brasileira que nos últimos tempos deixa mesmo meus ouvidos grossos, mas tão grossos, que não dou conta de ouví-la.

Você acha mesmo que eu não tenho dignidade suficiente, para deixar fora do meu Top Ten 2005, 90% dos lançamentos nacionais de 2005? Tenho.

A mesma dignidade que bandas que eu gosto não tiveram, ao sucumbir aos encantos do monstro MTV e seu acústico e ao vivo. Saco. O que houve de acréscimo à música brasileira, ou a própria carreira das bandas que gravaram seu "acusticuzinho" esse ano? Quer coisa mais sem lógica que um acústico d'O Rappa? Ainda mais com uma música de trabalho que merece explicações ("Na frente do reto").

Barão Vermelho e sua necrofilia-Cazuza (Tá, eu confessei aqui que tive vontade de chorar quando vi esse clipe, me emocionei. Hoje eu sei que era apenas dó do que fazem com o corpo insepulto do cara). Ultraje a Rigor, péssimo, sem novidades. Titãs idem. Los Hermanos, para os que têm medo de assumir, com um disco "estranho", "diferente" e toda sorte de adjetivos esquivos, pra esconder a chatice de um disco MPBtizado.

Maria Rita com um lado B, do que poderia ser um LP. Igualzinho, com o nome de Lenine na produção, acrescentando algo que com isso e mais um real e cinquenta centavos, você toma uma coca-cola em qualquer lugar do Brasil. Alguém aí ouviu a versão de Casa Pré-fabricada com a Roberta Sá?

Quem sobra? Dos lançamentos "majors", pouca coisa. Sim, porque há um mundo independente fervendo lá fora, que a mídia desconhece por completo, e dá pano pra manga, coisa pra encher listas intermináveis.

Eu fico com Nação Zumbi - por motivos que eu já expliquei alguns posts abaixo - Cansei de Ser Sexy (Sim, elas mesmo. Apesar de para muitos soar como uma espécie de rock-masoquista, ao menos a dignidade de ser ruim fazendo pose. E eu gosto.), Forgotten Boys, pela crueza. Lulu Santos, pelo disco autoral, simples, básico, letra e música.

Pitty? Pra mim não passa de uma nova Xuxa. É só ver em volta do palco. Uma Sandy "revoltadinha". Bandas Emo? Convenhamos, estamos falando de música.

Então minha listinha de gringos vai sem comentários. De repente é apenas uma listinha Top Ten, mas dependendo do estado de sua vida, ela pode, quem sabe, ser salva por isto.

1- Kaiser Chiefs
2- Maximo Park
3- The Magic Numbers
4- Sigur Ros
5- Queens Of The Stone Age
6- Coldplay
7- Weezer
8- LCD Soundsystem
9- The Bravery
10- Oasis