Desconexas
- É Time Stops , do Teenage Fanclub, a música que você pode começar a baixar agora. É só clicar e seguir adiante.
- Estive em Mossoró a trabalho, por dois dias. Confesso que um ranço em relação àquela cidade sempre povoou minhas considerações. Não será mais o caso. Conheci uma cidade completamente diversa de todas as minhas lembranças e impressões. Uma cidade de verdade, desenvolvida na melhor acepção da palavra.
O que eu vi - saúde funcionando, educação, trabalho, saneamento, habitação, lazer, esporte e cultura - é algo que chega a ser assustador, já que o comum e infelizmente aceitável (vide Natal) é a mais completa ineficiência do poder público.
Eu cheguei sem aviso prévio em vários postos de saúde da cidade e vi pessoas sendo atentidas com muito respeito, sem filas, com remédios na farmácia pública e médicos disponíveis 24 horas.
Da mesma forma vi escolas muito bem equipadas, com laboratórios de informática, salas amplas, alunos e professores satisfeitos. Enfim, eu vi uma cidade arborizada e limpa, com lixeiras espalhadas por todos os lugares, inclusive na periferia.
Vi um dos teatros mais bem equipados e confortáveis que já pude visitar - e foram muitos - com um sistema de som e luz de cair o queixo. E mesmo sem gostar de esporte algum, passei um bom tempo bestificado com a estrutura do ginásio da cidade. Coisa de primeiro mundo, primeiro mesmo, como o da Copa.
É isso. O que eu vi não me torna uma gralha irritante ou pregador com disciplina de Mórmon, mas uma coisa é certa, aliás, duas: a quem eu puder recomendar a cidade, o farei e descrevendo tudo o que vi, desde que provocado. E outra: já sei para quem será meu voto nas próximas eleições.
- Nossa, falei tão sério, né? Mas é tudo verdade =P
- Eu era pra ter comentado antes, mas andei sem muita vontade de escrever: X-Men III é absurdamente lindo. Alguns dois ou três clichês realmente me irritaram (vide o clima Power Rangers em "Nós somos apenas seis, mas vamos lutar como um exército!"), a falta de aproveitamento do Arcanjo, a apatia da Fênix, enfim, mas no geral foi das coisas mais gratificantes sair do cinema depois de ver tudo.
Sim, tudo, inclusive o que rola após os créditos. Já encomendei os três filmes, ao carinha que vende DVDs piratas ao lado Praia Shopping.
- Eu às vezes me sinto realmente decadente: tenho ouvido muito Carole King.
- Putz, sabia que o último lançamento de Philip Roth já chegou ao Brasil? Pois é, levante esse traseiro preguiçoso e viciado em internet da cadeira e compre hoje mesmo O Animal Agonizante.
Na minha nada modesta opinião, fora os bambas do New Journalism acho que o escritor contemporâneo que melhor traduziu os dilemas do americano médio da metrópole, arraigado nas tradições que nem ele sabe mais de onde vieram e hesitante diante da grande maçã a ser mordida no mundo de tentações mundanas que os EUA produziram, é Roth.
Com personagens palpáveis, cruéis consigo mesmo, angustiados mas acima de tudo bem humorados, Roth consegue descrever tantos dilemas que é invevitável não nos idenificarmos com alguns deles.
Mas é tudo falso. Estamos no Brasil, Natal não é New York, e o nordestino é muito mais brucutu do que qualquer judeu tradicional do Queens. Mas vale à pena. É como se Roberto DaMatta misturasse o humor de Jaguar e escrevesse como Ubaldo Ribeiro, só que nascido ali, à beira do Hudson.
- Ela gosta de Umberto Eco. É capaz de passar horas fazendo críticas literárias interessantíssimas sobre Ítalo Calvino e Nelson Coelho. Ela encontrou uma única vez na vida "A hora do Diabo" de Fernando Pessoa, apaixonou-se. Ela vibra ouvindo Badly Drawn Boy.
Ela francês ao sabor da ocasião: com sotaque parisiense, de Lyon ou canadense de Montreal. Ela só toma suco se for sem açúcar, "pra sentir melhor o sabor de cada fruta". É minha mulher. E me dá um orgulho monstruoso.
- "Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça e que nós estamos dentro de uma cabeça, que nos sonha" Trummer.
- Você vai perder A Profecia, dia 06/06/06?! Eu não.
- Shiloh?! Alguém me traz uma Berinshelah, faz favor (essa foi podre...)
- Um dia a gente cansa de dizer o que as pessoas querem ouvir, pra ver o quanto é difícil falar o que elas precisam ouvir.
- Você já experimentou ouvir o disco Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, num sábado à noite com um red ao lado?
- Estive em Mossoró a trabalho, por dois dias. Confesso que um ranço em relação àquela cidade sempre povoou minhas considerações. Não será mais o caso. Conheci uma cidade completamente diversa de todas as minhas lembranças e impressões. Uma cidade de verdade, desenvolvida na melhor acepção da palavra.
O que eu vi - saúde funcionando, educação, trabalho, saneamento, habitação, lazer, esporte e cultura - é algo que chega a ser assustador, já que o comum e infelizmente aceitável (vide Natal) é a mais completa ineficiência do poder público.
Eu cheguei sem aviso prévio em vários postos de saúde da cidade e vi pessoas sendo atentidas com muito respeito, sem filas, com remédios na farmácia pública e médicos disponíveis 24 horas.
Da mesma forma vi escolas muito bem equipadas, com laboratórios de informática, salas amplas, alunos e professores satisfeitos. Enfim, eu vi uma cidade arborizada e limpa, com lixeiras espalhadas por todos os lugares, inclusive na periferia.
Vi um dos teatros mais bem equipados e confortáveis que já pude visitar - e foram muitos - com um sistema de som e luz de cair o queixo. E mesmo sem gostar de esporte algum, passei um bom tempo bestificado com a estrutura do ginásio da cidade. Coisa de primeiro mundo, primeiro mesmo, como o da Copa.
É isso. O que eu vi não me torna uma gralha irritante ou pregador com disciplina de Mórmon, mas uma coisa é certa, aliás, duas: a quem eu puder recomendar a cidade, o farei e descrevendo tudo o que vi, desde que provocado. E outra: já sei para quem será meu voto nas próximas eleições.
- Nossa, falei tão sério, né? Mas é tudo verdade =P
- Eu era pra ter comentado antes, mas andei sem muita vontade de escrever: X-Men III é absurdamente lindo. Alguns dois ou três clichês realmente me irritaram (vide o clima Power Rangers em "Nós somos apenas seis, mas vamos lutar como um exército!"), a falta de aproveitamento do Arcanjo, a apatia da Fênix, enfim, mas no geral foi das coisas mais gratificantes sair do cinema depois de ver tudo.
Sim, tudo, inclusive o que rola após os créditos. Já encomendei os três filmes, ao carinha que vende DVDs piratas ao lado Praia Shopping.
- Eu às vezes me sinto realmente decadente: tenho ouvido muito Carole King.
- Putz, sabia que o último lançamento de Philip Roth já chegou ao Brasil? Pois é, levante esse traseiro preguiçoso e viciado em internet da cadeira e compre hoje mesmo O Animal Agonizante.
Na minha nada modesta opinião, fora os bambas do New Journalism acho que o escritor contemporâneo que melhor traduziu os dilemas do americano médio da metrópole, arraigado nas tradições que nem ele sabe mais de onde vieram e hesitante diante da grande maçã a ser mordida no mundo de tentações mundanas que os EUA produziram, é Roth.
Com personagens palpáveis, cruéis consigo mesmo, angustiados mas acima de tudo bem humorados, Roth consegue descrever tantos dilemas que é invevitável não nos idenificarmos com alguns deles.
Mas é tudo falso. Estamos no Brasil, Natal não é New York, e o nordestino é muito mais brucutu do que qualquer judeu tradicional do Queens. Mas vale à pena. É como se Roberto DaMatta misturasse o humor de Jaguar e escrevesse como Ubaldo Ribeiro, só que nascido ali, à beira do Hudson.
- Ela gosta de Umberto Eco. É capaz de passar horas fazendo críticas literárias interessantíssimas sobre Ítalo Calvino e Nelson Coelho. Ela encontrou uma única vez na vida "A hora do Diabo" de Fernando Pessoa, apaixonou-se. Ela vibra ouvindo Badly Drawn Boy.
Ela francês ao sabor da ocasião: com sotaque parisiense, de Lyon ou canadense de Montreal. Ela só toma suco se for sem açúcar, "pra sentir melhor o sabor de cada fruta". É minha mulher. E me dá um orgulho monstruoso.
- "Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça e que nós estamos dentro de uma cabeça, que nos sonha" Trummer.
- Você vai perder A Profecia, dia 06/06/06?! Eu não.
- Shiloh?! Alguém me traz uma Berinshelah, faz favor (essa foi podre...)
- Um dia a gente cansa de dizer o que as pessoas querem ouvir, pra ver o quanto é difícil falar o que elas precisam ouvir.
- Você já experimentou ouvir o disco Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, num sábado à noite com um red ao lado?


4 Comments:
aí na tropical vc ta trabalhando pra quem que eh candidato de Mossoró hein?
não é anonimo
eh Gladis mas eu nao sei comentar nesse blog
kkkkkkkkkkkk
Hum...a descrição da "Sua Mulher" me lembrou os teus textos do ex-blog.
Sempre venho aqui colocar a leitura desse blog em dia, mas não comento. Só que senti falta da suacrítica ao filme "Terapia de Amor". Você citou que assitiu, falou sobre todos, mas esqueceu ele??
me chama algum dia pra sair e conversar?
tô precisando de leveza :~
Post a Comment
<< Home