Saturday, June 03, 2006

Desconexas

- É
  • Time Stops
  • , do Teenage Fanclub, a música que você pode começar a baixar agora. É só clicar e seguir adiante.

    - Estive em Mossoró a trabalho, por dois dias. Confesso que um ranço em relação àquela cidade sempre povoou minhas considerações. Não será mais o caso. Conheci uma cidade completamente diversa de todas as minhas lembranças e impressões. Uma cidade de verdade, desenvolvida na melhor acepção da palavra.

    O que eu vi - saúde funcionando, educação, trabalho, saneamento, habitação, lazer, esporte e cultura - é algo que chega a ser assustador, já que o comum e infelizmente aceitável (vide Natal) é a mais completa ineficiência do poder público.

    Eu cheguei sem aviso prévio em vários postos de saúde da cidade e vi pessoas sendo atentidas com muito respeito, sem filas, com remédios na farmácia pública e médicos disponíveis 24 horas.

    Da mesma forma vi escolas muito bem equipadas, com laboratórios de informática, salas amplas, alunos e professores satisfeitos. Enfim, eu vi uma cidade arborizada e limpa, com lixeiras espalhadas por todos os lugares, inclusive na periferia.

    Vi um dos teatros mais bem equipados e confortáveis que já pude visitar - e foram muitos - com um sistema de som e luz de cair o queixo. E mesmo sem gostar de esporte algum, passei um bom tempo bestificado com a estrutura do ginásio da cidade. Coisa de primeiro mundo, primeiro mesmo, como o da Copa.

    É isso. O que eu vi não me torna uma gralha irritante ou pregador com disciplina de Mórmon, mas uma coisa é certa, aliás, duas: a quem eu puder recomendar a cidade, o farei e descrevendo tudo o que vi, desde que provocado. E outra: já sei para quem será meu voto nas próximas eleições.

    - Nossa, falei tão sério, né? Mas é tudo verdade =P

    - Eu era pra ter comentado antes, mas andei sem muita vontade de escrever: X-Men III é absurdamente lindo. Alguns dois ou três clichês realmente me irritaram (vide o clima Power Rangers em "Nós somos apenas seis, mas vamos lutar como um exército!"), a falta de aproveitamento do Arcanjo, a apatia da Fênix, enfim, mas no geral foi das coisas mais gratificantes sair do cinema depois de ver tudo.

    Sim, tudo, inclusive o que rola após os créditos. Já encomendei os três filmes, ao carinha que vende DVDs piratas ao lado Praia Shopping.

    - Eu às vezes me sinto realmente decadente: tenho ouvido muito Carole King.

    - Putz, sabia que o último lançamento de Philip Roth já chegou ao Brasil? Pois é, levante esse traseiro preguiçoso e viciado em internet da cadeira e compre hoje mesmo O Animal Agonizante.

    Na minha nada modesta opinião, fora os bambas do New Journalism acho que o escritor contemporâneo que melhor traduziu os dilemas do americano médio da metrópole, arraigado nas tradições que nem ele sabe mais de onde vieram e hesitante diante da grande maçã a ser mordida no mundo de tentações mundanas que os EUA produziram, é Roth.

    Com personagens palpáveis, cruéis consigo mesmo, angustiados mas acima de tudo bem humorados, Roth consegue descrever tantos dilemas que é invevitável não nos idenificarmos com alguns deles.

    Mas é tudo falso. Estamos no Brasil, Natal não é New York, e o nordestino é muito mais brucutu do que qualquer judeu tradicional do Queens. Mas vale à pena. É como se Roberto DaMatta misturasse o humor de Jaguar e escrevesse como Ubaldo Ribeiro, só que nascido ali, à beira do Hudson.

    - Ela gosta de Umberto Eco. É capaz de passar horas fazendo críticas literárias interessantíssimas sobre Ítalo Calvino e Nelson Coelho. Ela encontrou uma única vez na vida "A hora do Diabo" de Fernando Pessoa, apaixonou-se. Ela vibra ouvindo Badly Drawn Boy.

    Ela francês ao sabor da ocasião: com sotaque parisiense, de Lyon ou canadense de Montreal. Ela só toma suco se for sem açúcar, "pra sentir melhor o sabor de cada fruta". É minha mulher. E me dá um orgulho monstruoso.

    - "Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça e que nós estamos dentro de uma cabeça, que nos sonha" Trummer.

    - Você vai perder A Profecia, dia 06/06/06?! Eu não.

    - Shiloh?! Alguém me traz uma Berinshelah, faz favor (essa foi podre...)

    - Um dia a gente cansa de dizer o que as pessoas querem ouvir, pra ver o quanto é difícil falar o que elas precisam ouvir.

    - Você já experimentou ouvir o disco Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco, num sábado à noite com um red ao lado?

    4 Comments:

    Anonymous Anonymous said...

    aí na tropical vc ta trabalhando pra quem que eh candidato de Mossoró hein?

    1:06 PM  
    Anonymous gladis said...

    não é anonimo
    eh Gladis mas eu nao sei comentar nesse blog
    kkkkkkkkkkkk

    1:07 PM  
    Blogger Marguinha said...

    Hum...a descrição da "Sua Mulher" me lembrou os teus textos do ex-blog.
    Sempre venho aqui colocar a leitura desse blog em dia, mas não comento. Só que senti falta da suacrítica ao filme "Terapia de Amor". Você citou que assitiu, falou sobre todos, mas esqueceu ele??

    7:47 AM  
    Blogger randomica said...

    me chama algum dia pra sair e conversar?

    tô precisando de leveza :~

    7:16 PM  

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