O rock não acabou
Há quem diga que o rock errou. Outros não apostam nenhuma ficha no seu futuro. Mas a verdade é que ele está bem vivo, e convenhamos, politicamente correto a ponto de se reciclar todos os dias. Para quem nasceu sob a égide da contestação, mudar sem perder o tom é o grande segredo.
Desde que o rock se entende por gente ele dialoga com si mesmo e com o público, revisando, recriando e – que mal há? – copiando influências. Dessa forma ele se adaptou às mais diversas épocas e necessidades, o que garantiu até agora, uma história decente para um senhor sexagenário e um futuro promissor como de um jovem.
E dentre as coisas que nasceram dessa constante reciclagem do rock, inclusive no Brasil, uma das mais promissoras é sem dúvida a banda carioca Moptop.
Citado recentemente por uma publicação especializada, como uma das 13 bandas ao redor do mundo que merecem atenção redobrada, o grupo mostra no som que produz, o óbvio gratificante: o rock não acabou.
A banda que traz no nome uma referência à rebeldia - à época o corte de cabelo dos Beatles era considerado uma heresia - começou a despertar atenções da forma mais adequada na era da informação instantânea: via internet. "Hypada" já com as primeiras gravações caseiras, o grupo ganhou o cyberespaço e atraiu além de fãs, o olhar cuidadoso dos bons produtores.
Tanta curiosidade começou a se espalhar com o lançamento do EP Demo “Moonrock”, gravado em low-cost, com recursos limitados, mas fiéis às intenções da banda. Antes disso, uma primeira Demo havia sido gravada com músicas em inglês, ainda nas cinzas da Delux, nome que a banda precisou mudar para evitar pendengas jurídicas.
A repercussão foi a melhor possível, a banda cavou seu espaço em festivais consagrados como o Humaitá Pra Peixe, Bananada e Claro Que é Rock, e conseguiu num espaço de alguns meses, abrir os shows históricos das bandas britânicas Placebo e Oasis.
Além disso, o site do grupo, desenvolvido por seus membros, concorreu à prêmios na MTV brasileira e na competição organizada pelo festival norte americano SXSW. Acredite, não é pouco.
E tanto não é, que a banda acabou de assinar um contrato promissor com a major Universal e em breve deve invadir as rádios do país e sair do circuito underground merecidamente.
Qual o segredo? Um som forjado na nova onda do rock de garagem com pitadas de saudosismo retrô. Quiçá, uma referência ou outra ao Los Hermanos, nem que seja nos vocais de Gabriel Marques.
O Moptop consegue reciclar diversas influências que vão da simplicidade sonora dos anos 60, com alguns elementos punks preconizados por Iggy Pop, e porque não, um caldo do que vem sendo produzido atualmente como Franz Ferdinand e The Strokes.
Cópia? Imitação? Não senhores, reciclagem e influência às suas ordens. Troque Strokes por Buddy Holly e Franz Ferdinand por Television, e chegamos à raiz da questão. Pronto, aí está o som do Moptop.
Músicas como “O rock acabou” e “Moonrock”, merecem muito mais do que considerações mesquinhas e rótulos. Empolgam, são cruas na medida certa, têm boas letras e conseguem empatia de cara com um público cada vez mais exigente, tendo em vista o punhado de coisas novas que surgem na última hora.
Com letras versando sobre amor, medos e frustrações cotidianas, a banda consegue entornar temas recorrentes com a fúria de riffs bem sacados, e um flerte com música eletrônica apesar da sonoridade tradicional. A banda é formada por Gabriel Marques, Daniel Campos, Mario Mamede e Rodrigo Curi.
Não se deixe levar – o seu corpo está livre para se jogar com a melodia – pelo trecho pessimista “O rock acabou / melhor ligar sua TV...”, da música “O Rock Acabou”. É puro jogo de cena da banda. O rock está vivo, mais do que nunca e o Moptop é a prova disso.
Como essa engrenagem de reciclagem, diálogo, empatia e crueza funciona, você vai conferir no último dia do Festival Tim MADA, quando a banda sobe ao palco da Arena do Imirá. É sempre bom ver um velhinho tão safado como o rock, chacoalhando como um garoto de vinte e poucos anos.
Desde que o rock se entende por gente ele dialoga com si mesmo e com o público, revisando, recriando e – que mal há? – copiando influências. Dessa forma ele se adaptou às mais diversas épocas e necessidades, o que garantiu até agora, uma história decente para um senhor sexagenário e um futuro promissor como de um jovem.
E dentre as coisas que nasceram dessa constante reciclagem do rock, inclusive no Brasil, uma das mais promissoras é sem dúvida a banda carioca Moptop.
Citado recentemente por uma publicação especializada, como uma das 13 bandas ao redor do mundo que merecem atenção redobrada, o grupo mostra no som que produz, o óbvio gratificante: o rock não acabou.
A banda que traz no nome uma referência à rebeldia - à época o corte de cabelo dos Beatles era considerado uma heresia - começou a despertar atenções da forma mais adequada na era da informação instantânea: via internet. "Hypada" já com as primeiras gravações caseiras, o grupo ganhou o cyberespaço e atraiu além de fãs, o olhar cuidadoso dos bons produtores.
Tanta curiosidade começou a se espalhar com o lançamento do EP Demo “Moonrock”, gravado em low-cost, com recursos limitados, mas fiéis às intenções da banda. Antes disso, uma primeira Demo havia sido gravada com músicas em inglês, ainda nas cinzas da Delux, nome que a banda precisou mudar para evitar pendengas jurídicas.
A repercussão foi a melhor possível, a banda cavou seu espaço em festivais consagrados como o Humaitá Pra Peixe, Bananada e Claro Que é Rock, e conseguiu num espaço de alguns meses, abrir os shows históricos das bandas britânicas Placebo e Oasis.
Além disso, o site do grupo, desenvolvido por seus membros, concorreu à prêmios na MTV brasileira e na competição organizada pelo festival norte americano SXSW. Acredite, não é pouco.
E tanto não é, que a banda acabou de assinar um contrato promissor com a major Universal e em breve deve invadir as rádios do país e sair do circuito underground merecidamente.
Qual o segredo? Um som forjado na nova onda do rock de garagem com pitadas de saudosismo retrô. Quiçá, uma referência ou outra ao Los Hermanos, nem que seja nos vocais de Gabriel Marques.
O Moptop consegue reciclar diversas influências que vão da simplicidade sonora dos anos 60, com alguns elementos punks preconizados por Iggy Pop, e porque não, um caldo do que vem sendo produzido atualmente como Franz Ferdinand e The Strokes.
Cópia? Imitação? Não senhores, reciclagem e influência às suas ordens. Troque Strokes por Buddy Holly e Franz Ferdinand por Television, e chegamos à raiz da questão. Pronto, aí está o som do Moptop.
Músicas como “O rock acabou” e “Moonrock”, merecem muito mais do que considerações mesquinhas e rótulos. Empolgam, são cruas na medida certa, têm boas letras e conseguem empatia de cara com um público cada vez mais exigente, tendo em vista o punhado de coisas novas que surgem na última hora.
Com letras versando sobre amor, medos e frustrações cotidianas, a banda consegue entornar temas recorrentes com a fúria de riffs bem sacados, e um flerte com música eletrônica apesar da sonoridade tradicional. A banda é formada por Gabriel Marques, Daniel Campos, Mario Mamede e Rodrigo Curi.
Não se deixe levar – o seu corpo está livre para se jogar com a melodia – pelo trecho pessimista “O rock acabou / melhor ligar sua TV...”, da música “O Rock Acabou”. É puro jogo de cena da banda. O rock está vivo, mais do que nunca e o Moptop é a prova disso.
Como essa engrenagem de reciclagem, diálogo, empatia e crueza funciona, você vai conferir no último dia do Festival Tim MADA, quando a banda sobe ao palco da Arena do Imirá. É sempre bom ver um velhinho tão safado como o rock, chacoalhando como um garoto de vinte e poucos anos.


2 Comments:
O rock se recicla mas como é bom ouvir o bom, velho e "sujo" rock renascer!!!
Nem fiquei com inveja de quem vai pro Mada... na época em que eu morava em Natal não tinha esses festivais não... ou será porque eu pouco conhecí a cidade? Ou será porque eu era nova demais? Não, não... lembro que só tocava Morango do Nordeste... hahaha
Enfim, que bom que o rock não acabou! Mas ainda insistimos em dizer que Elvis não morreu, Cazuza vive, Paul McCartney tem um sósia... e por aí vai... hahaha!!!
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