Tirinhas
- O Albergue poderia ser um dos melhores lançamentos do ano, mas caiu nas mãos do roteirista errado. A idéia, que só do meio pro fim (se não viu o filme, pare de ler aqui) fica evidente, de um "clube de elite" onde figurões europeus pagam caro para satisfazer seus desejos mais sádicos e cruéis, seria o mote ideal (remete ao fracassado 8mm?).
A grife Tarantino na apresentação do filme perde-se no gosto barato por sangue, violência gratuita e peitos impecáveis de eslovacas e russas sedentas. O conjunto da obra até parece convidativo, não é? Mas o resultado é fraco. A trilha sonora sozinha, além claro dos peitos impecáveis de Svetlana, não conseguem salvar o filme.
- Orgulho e Preconceito é um bom filme. Conservador, açucarado, mas sejamos sinceros: o que esperar de um filme baseado num romance de Jane Austen? Acho que o grande mérito da película é este: não ir além das expectativas. A narrativa é ágil e os personagens aristocráticos, assim como em todos os romances de Austen, são obrigados a descer um pouco dos seus saltos e conhecer a vida nas castas abaixo.
É um filme inglês no mais literal sentido da palavra. Inglês no humor, no apego aos símbolos e no puritanismo, além claro, do sotaque gostoso de Keira Knightley. O sorriso da atriz é um achado, a interpretação idem. Já pode figurar no meu álbum de queridinhas, junto com Scarlet Johanson e Clair Danes.
- Vocês não acham que ao som de Love by Grace, a cena em que Natalie Portman tem os cabelos raspados em V de Vingança, é a cópia de Carolina Dickman em Laços de Família?
- Leiam a crônica "Autógrafo para a solidão" de Norton Ferreira, no Sanatório da Imprensa. É um primor. Como sempre.
- Bom, o que eu sei é que desde a semana em que esse disco foi lançado, estava lá jogado no meu HD. Passava por ele e nem sequer tirava uma casquinha. Mas há duas semanas eu me redimi, e Devils and Dust tem marcado presença no meu mp3 player, com força.
De quem? Bruce Springsteen.
É um disco americano, folk, de letras fortes e crescentes. Seus ouvidos perceberão o salto de uma faixa para outra. E isso é bom.
- Mais coisas nos meus ouvidos: The Like, Matisyahu (um judeu ortodoxo que canta reggae, ragga e dub), Nando Reis e Badly Drawn Boy.
- O DVD Video Collection de Badly Drawn Boy, importado para o Brasil através da Slag, é uma das melhores aquisições que você pode fazer, em se tratando de boa música conteporânea.
Apesar de merecer um tratamento visual mais cuidadoso (em termos físicos), o disco vale pelas surpresas que este jovem inglês ainda consegue protagonizar. Vide a apresentação dele ao vivo em Glastonburry.
- Durante todo o feriado de Tiradentes eu estarei acompanhando o senhor Geraldo "Chuchu" Alckmin em sua visita à Natal. É dura a vida de jornalista...
- Olha, vou ser bem sincero: eu sei que ele é um canalha, que foi um escroto entreguista, que roubou no atacado e no varejo, mas eu não consigo parar de ler o livro de Fernando Henrique Cardoso, A Arte da Política.
É um relato, apesar de canalha, inteligente e centrado sobre o poder no Brasil. Mesmo vaidoso - e ele até faz piada disso no livro - algumas horas ele consegue disfarçar-se de getil e humilde e cativar o leitor.
É um sociológo sendo vencido pela política, pela artimanha do fisiologismo e das concessões sem pudores, mas é um retrato a ser considerado. Escreve bem, fluido e em linguagem acessível.
O episódio do encontro com a rainha da Inglaterra onde ele a presenteia um jaburu de pedras semi-preciosas é engraçadíssimo. Já as mortes de Luiz Eduardo Magalhães e Sérgio Motta (que de tão escroto, preferiu morrer a deixar pistas do que fez) é o lado tocante do livro, sem ser piegas.
- Pra quem gosta de quadrinhos e putaria (não necessariamente nessa ordem) a dica da hora é: Clic, de Manara ou O espinafre de Yukiko, de um francês que esqueci o nome. Os preços são salgados, mas compre pensando em investimento e não em gasto.
- A Revista da MTV deu uma mudada considerável. Ainda é fraca (afinal, em que revista séria Bianca Jhordão seria colunista?), mas a edição desse mês tem boas matérias.
- Já viu a Revista Sexy com Maryeva? Que Alá perdoe os mais fracos, mas é de tremer o Oriente Médio. Fotos lindas, modelo idem. Uma ilha nas bancas esse mês, dentre as revistas ditas masculinas.
- Escrevi demais, né? Ok. Tchau.
Ah, calma, antes de ir ouça isto: Moptop, o Rock Acabou.
A grife Tarantino na apresentação do filme perde-se no gosto barato por sangue, violência gratuita e peitos impecáveis de eslovacas e russas sedentas. O conjunto da obra até parece convidativo, não é? Mas o resultado é fraco. A trilha sonora sozinha, além claro dos peitos impecáveis de Svetlana, não conseguem salvar o filme.
- Orgulho e Preconceito é um bom filme. Conservador, açucarado, mas sejamos sinceros: o que esperar de um filme baseado num romance de Jane Austen? Acho que o grande mérito da película é este: não ir além das expectativas. A narrativa é ágil e os personagens aristocráticos, assim como em todos os romances de Austen, são obrigados a descer um pouco dos seus saltos e conhecer a vida nas castas abaixo.
É um filme inglês no mais literal sentido da palavra. Inglês no humor, no apego aos símbolos e no puritanismo, além claro, do sotaque gostoso de Keira Knightley. O sorriso da atriz é um achado, a interpretação idem. Já pode figurar no meu álbum de queridinhas, junto com Scarlet Johanson e Clair Danes.
- Vocês não acham que ao som de Love by Grace, a cena em que Natalie Portman tem os cabelos raspados em V de Vingança, é a cópia de Carolina Dickman em Laços de Família?
- Leiam a crônica "Autógrafo para a solidão" de Norton Ferreira, no Sanatório da Imprensa. É um primor. Como sempre.
- Bom, o que eu sei é que desde a semana em que esse disco foi lançado, estava lá jogado no meu HD. Passava por ele e nem sequer tirava uma casquinha. Mas há duas semanas eu me redimi, e Devils and Dust tem marcado presença no meu mp3 player, com força.
De quem? Bruce Springsteen.
É um disco americano, folk, de letras fortes e crescentes. Seus ouvidos perceberão o salto de uma faixa para outra. E isso é bom.
- Mais coisas nos meus ouvidos: The Like, Matisyahu (um judeu ortodoxo que canta reggae, ragga e dub), Nando Reis e Badly Drawn Boy.
- O DVD Video Collection de Badly Drawn Boy, importado para o Brasil através da Slag, é uma das melhores aquisições que você pode fazer, em se tratando de boa música conteporânea.
Apesar de merecer um tratamento visual mais cuidadoso (em termos físicos), o disco vale pelas surpresas que este jovem inglês ainda consegue protagonizar. Vide a apresentação dele ao vivo em Glastonburry.
- Durante todo o feriado de Tiradentes eu estarei acompanhando o senhor Geraldo "Chuchu" Alckmin em sua visita à Natal. É dura a vida de jornalista...
- Olha, vou ser bem sincero: eu sei que ele é um canalha, que foi um escroto entreguista, que roubou no atacado e no varejo, mas eu não consigo parar de ler o livro de Fernando Henrique Cardoso, A Arte da Política.
É um relato, apesar de canalha, inteligente e centrado sobre o poder no Brasil. Mesmo vaidoso - e ele até faz piada disso no livro - algumas horas ele consegue disfarçar-se de getil e humilde e cativar o leitor.
É um sociológo sendo vencido pela política, pela artimanha do fisiologismo e das concessões sem pudores, mas é um retrato a ser considerado. Escreve bem, fluido e em linguagem acessível.
O episódio do encontro com a rainha da Inglaterra onde ele a presenteia um jaburu de pedras semi-preciosas é engraçadíssimo. Já as mortes de Luiz Eduardo Magalhães e Sérgio Motta (que de tão escroto, preferiu morrer a deixar pistas do que fez) é o lado tocante do livro, sem ser piegas.
- Pra quem gosta de quadrinhos e putaria (não necessariamente nessa ordem) a dica da hora é: Clic, de Manara ou O espinafre de Yukiko, de um francês que esqueci o nome. Os preços são salgados, mas compre pensando em investimento e não em gasto.
- A Revista da MTV deu uma mudada considerável. Ainda é fraca (afinal, em que revista séria Bianca Jhordão seria colunista?), mas a edição desse mês tem boas matérias.
- Já viu a Revista Sexy com Maryeva? Que Alá perdoe os mais fracos, mas é de tremer o Oriente Médio. Fotos lindas, modelo idem. Uma ilha nas bancas esse mês, dentre as revistas ditas masculinas.
- Escrevi demais, né? Ok. Tchau.
Ah, calma, antes de ir ouça isto: Moptop, o Rock Acabou.


5 Comments:
Fernando Henrique? blargh....
Nando Reis? Não sei quem é...rsrs
Você tem que ver Clube da Lua e A Lula e a Baleia.
e sim, você escreveu pra caralho...rsrs
por hoje é só pessoal
beijo
Rapaz, o cara antes dirigiu Cabin Fever , no Brasil, A Cabana do Inferno, já viu? Hômi, veja não...
vc escreveu tanto q dá até p desconfiar.
:P
' - Vocês não acham que ao som de Love by Grace, a cena em que Natalie Portman tem os cabelos raspados em V de Vingança, é a cópia de Carolina Dickman em Laços de Família?'
Pensei exatamente nisso quando vi a cena...
cara, o francês do Espinafre de Yukiko chama-se Frédéric Boilet. A técnica de desenho e a narrativa são chocantes. Vale a pena o preço.
Abração,
Paulo Costa.
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