Thursday, June 30, 2005

Tapiocas e tapias

"Sem muita coisa pra contar, sem quase pra fazer, mas pra começar: pode me chamar que eu vou!"

Eddie rules!

Entrei na livraria e lá estava ele. Sentado. Cabelos brancos, uma bengala, os olhos escondidos por trás de umas lentes que assustavam de tão grossas.

Fala, fala, ri, parece um menino. Liberdade, política, sexo, sexo, sexo, tantas idéias que dava pra pegar no ar, bastava lançar as mãos.

"Olha, vou te contar, não há nada que dê mais tesão no mundo que uma mulher inteligente, livre..."

Roberto Freire. Era o cara na livraria.

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Tá difícil explicar, né?

Pavement. Ponha isto nos seus tímpanos.

Tuesday, June 28, 2005

Racional Culture

"Ah, ah, ah, que belezaaa!!!"

Tim Maia, Racional, Vols. 1 e 2.

Até furar o disco.

Monday, June 27, 2005

Near

E pensar que já esteve tão longe, que demorou tanto... Alívio gostoso.

Enfim.

Lennon entrou em minha vida aos nove anos de idade, com isso:

"Woman I can hardly express
My mixed emotions at my thoughtlessness
After all I'm forever in your debt
And woman I will try to express
My inner feelings and thankfulness
For showing me the meaning of success"

O nó na garganta ainda é o mesmo, até hoje.

Foi num guardanapo de lanchonete. "Eu quero a sorte de um amor tranqüilo. Porra, será que é pedir demais?". Início do ano. É sempre tão pouco, é só alguém pra quem eu não precise soletrar Schopenhauer, porque nem dá mais pra disfarçar meus defeitos. É isso.

Agora, aqui, ouvindo Lennon e esperando ela entrar por essa porta pra mudar minha vida em meia hora, eu quero sinceramente que o capitalismo exploda.

Friday, June 24, 2005

Alhos e bugalhos

"Sei que há contas a pagar" etc e tal.
A Vanessa é uma ursinha Gummy. Só pode.

Possibilidades sempre pintam por aí.

Caiu na rede, se fudeu.

"Às vezes eu acho, que o mundo é uma cabeça, e que nós estamos dentro de uma cabeça que nos sonha."

Sonic Mambo rules!

Cara, até pouco tempo atrás eu ainda sacava no olho de algumas pessoas um certo ar de desconfiança. Entendo. É tudo tão longe, uma história tão louca, um punhado grande de riscos como se fossem areia saindo pelos dedos porque não cabem mão.

Por que que tudo deve ser tão normal e comum? De clichê basta o circo sem futuro onde encenamos nossas vidinhas modestas de seres humanos burgueses ocidentais chatinhos.

Enfim, a verdade é que faltam apenas cinco dias e algumas horas. E como diz Hamlet: o resto é silêncio.

Ponha isto nos seus ouvidos.

Wednesday, June 22, 2005

Tango

Bom, o que eu posso dizer de um país que mede opinião acerca de outro, pela rivalidade no futebol?

Vocês não sabem o que estão perdendo sem conhecer as maravilhas argentinas.

Fito, Pericos, Astor e o meu preferido: o velho enlouquecido, Charly Garcia:

Ojos de video tape

Por favor no hagas promesas sobre el bidet
por favor no me abras más los sobres.
Por favor, yo te prometo te escribiré
si es que para de correr.
Por favor, sigue la sombra de mi bebé,
por favor, no bebas más, por favor no llorés.
Por favor yo te prometo te escribiré si es que para de llover.
Porque me tratas tan bien, me tratas tan mal
si sabés que no aprendí a vivir.
A veces estoy tan bien, estoy tan down.
Calambres en el alma,
cada cual tiene un trip en el bocho
difícil que lleguemos a ponernos de acuerdo.

Ps.: Experimentem ler um texto de Córtazar por dia, durante um mês.

TOC

Sou obssessivo (é com dois "s" mesmo?).

Quando quero ou gosto de uma coisa, fudeu, só descanso quando esgoto o tema. E o tema nunca esgota.

Quando se gosta, percebe-se sempre um detalhe escondido, escondido. Seja na dobra do lençol, na ponta do guardanapo ou atrás de um quadro.

Esse cara é uma das minhas obssessões. Artista do caralho. E como todo gênio, autodestrutivo (tem hífen?).

Tenho algo em comum com Saramago: a dedicatória do meu livro.

Extremidades

De um lado do ringue o mistério da Keyra.

Do outro o cotidiano do Kotsho.

Eu no meio. Entre as boas letras e uma boa bunda.

Tears for Fears rules!

Lendo: Garcia Lorca e Philip Roth.
Vendo: Finding Nemo.
Acessando: www.dominiopublico.gov.br
Esperando: Pibas.

Tuesday, June 21, 2005

Púbis

De todos os tipos e atendendo os mais variados gostos.

Gordinhas, pequenas, salientes, acortinadas, umas até mordem, outras fazem barulho. E eu desperdiçando meu tempo com política, pirataria e coisas sem importância.

Mulheres e sua vaidade.

Estão a me dar palpites anônimos, por e-mail, sobre suas xoxotas, e tudo por causa de um simples texto no Sanatório da Imprensa.

Muçulmanas também trepam.

À primeira audição achei que o disco do Foo Fighters novo está fantástico. Menos duas estrelas por favor, eu não devia estar tão concentrado assim. Mas é um bom disco.

Cinema pra mim é algo além de simples entretenimento. Cinema assim como a vida, é superação. O papel de um diretor é surpreender, mesmo que nas coisas mais simples, e até com clichês, como faz Tarantino. Cinema de arte nada mais é do que cinema independente, porque para fazer coisas inteligentes realmente não se consegue grana. Se não se destina ao grande público, o problema é de pura educação, ou falta dela.

Conformismo é uma desgraça, e finda em mediocridade.

Thursday, June 16, 2005

Das coisas

Uma vida assim
Um carro em ponto-morto
Torto
Os pés descalços, gastos
Janelas, xícaras e a casa
Solteira casa no meio do nada
Guardando silêncio
E tudo mais que for
Lembrança
Goteiras, feridas, água
Calor, suor, sem mágoa
Vasos vazios e braços fartos
De abraços dos encontros
Passados
No corpo dela a paz
Estrias, manias e mais
Ela subindo, querendo, querendo
E dizendo: morri!
Curando feridas
E em casa cicatriz
Amando muito
Tudo isso

Ps.: Norton deu o mote, eu fiz a música.

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Em soundcheck: Coldplay, Queens of The Stone Age, Foo Fighters, New Order e Pato Fu.

Ainda no complexo de Portnoy. Tá perto do fim. Maravilhoso.

Searching Nemo.

TV Senado rules!

Nada muda se a Globo não muda.

Bloomsday? Enlatado babaquinha.

Ulisses? Numa hora dessas só se fosse o Guimarães.

Eu realmente gosto de tudo que diga respeito a: fornicação, patifaria, putaria e afins.

Só o amor consegue unir um tatu e uma rena.

Wednesday, June 15, 2005

Farsa

E tudo se repete, cabe direitinho, é tudo como antes. Os mesmo problemas, outro formato e novas cores.

"Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?"

Discurso de Cícero no Senado Romano, 63 d.c.

Atual, não?

Tuesday, June 14, 2005

Agora é Lula

Eu não vivi abril de 64.

Eu não vivo maio de 68.

Até pouco tempo eu achava que Diretas eram as pessoas que não fazem rodeios.

Collor pra mim era um cara que tinha dois éles colloridos.

Agora sim. Acho que é a primeira vez, depois que me entendo por gente, que sou testemunha de um fato político relevante, a ponto de definir o rumo das instituições democráticas no Brasil.

E no governo do cara pra quem eu torci, em quem votei, e presenciei seu primeiro discurso ao povo como Presidente da República, ao pé do palanque.

Que seja.

Roberto Jefferson, O Homem Bomba rules!

Adieu, tô ligado na TV Câmara.

Sunday, June 12, 2005

Xoxotas

Em Fogo nas Entranhas, uma divertida novela de Almodóvar, conta-se a história de um homem fadado a ser corno. Sina é sina. Nenhuma de suas parceiras conseguia fugir disso.

Contrariando a regra de que “todo castigo pra corno é pouco”, o pobre homem tem uma chance de vingar-se de seus algozes. E o faz tragicomicamente.

Dono de uma fábrica de absorventes, à beira da morte ele tem a brilhante idéia de colocar nos “modess” uma substância capaz de atear fogo às xoxotas. Literalmente. Arder, queimar.

A descrição das mulheres correndo pelas ruas de Madri com suas saias levantadas, mangueiras de jatos potentes apontadas para as próprias bucetas, na tentativa de findar o ardor, é hilária.

Você deve estar pensando: vingança, xoxota... Hitler! Claro! Ele mesmo, o homem do Reich, o demônio alemão!

Depois de infernizar o mundo com sua loucura nazista, a vingança de Hitler foi além de babacas juvenis com cabeças raspadas pregando o tal do “revisionismo histórico”.

Eu, um judeu digno, carregando na memória genética o sofrimento do meu povo, sou apunhalado pela vingança de Hitler numa das coisas que mais amo nesse mundo: a anatomia feminina.

Não é possível, não há cristão que agüente essa mania infeliz e broxante de padronizar xoxotas a partir do modelo do bigode do ditador alemão! Chega! Basta!

Perde-se o encanto. As deusas que outrora nos faziam lamber as páginas das revistas masculinas e quase esfolarmos nossas picas de tanta punheta, agora são todas iguais, um rosto a mais, uma a menos, tanto faz. Tudo igual!

Não estou pedindo que vocês mulheres, passem a cultivar parques florestais, tranças rastafari, resquícios de mata atlântica, não, esqueçam a Vera Fischer. Muito menos fazer da sua nobre xoxota um comercial do Cartoon Network, cheio de deseninhos, isso me dá crise de risos.

Ok, vocês estão livres para depilar seus tão requisitados cuzinhos, de verdade, nós agradecemos este ato de fé e piedade ao homem. Um cu cabeludo, realmente, não é nada interessante.

Mas por favor, esqueçam essa mania de medir dois dedos e meio, aparar dos lados, esqueçam o formato do bigode de Hitler, o V da vitória é algo consagrador. Deixem, deixem que seus pêlos cresçam um pouco mais, um toque de desleixo também é interessante, ingênuo até.

Se vai promover o desmatamento completo, fique à vontade, estamos aqui para esperar pacientemente o manejo da parte destruída, ou pros que gostam, cuidar carinhosamente da terra devastada.

Esqueçam as modelos da Playboy, abominem os desenhos infames, deixem que a coisa pareça o mais natural possível, sem esquecer de Caetano: “a sua coisa é toda tão certa”. Apenas um ar de desleixo, eu disse apenas um ar. A impressão que sua xoxota acabou de sair de uma linha de montagem é aterradora.

É um apelo, de um judeu que cansou de ver Hitler em cada página de Playboy.

Saturday, June 11, 2005

Canjiquinha de São João

Ingredientes

- 1/2kg de canjica
- açúcar a gosto
- 1/2 litro de leite
- 1/2 colher (sopa) de manteiga
- pedacinhos de canela em pau

Modo de Preparo

Deixar a canjica de molho, de um dia para o outro. No dia seguinte, leve para cozinhar em fogo brando. Quando a canjica estiver quase mole, escorra a água e coloque o leite, o açúcar, a manteiga e os pedacinhos da canela em pau. Deixe no fogo até acabar de amolecer.

Dica: para variar o sabor, pode colocar: leite condensado, 1 vidro de leite de coco (com 2 gemas), amendoim torrado e moído.

Façam, e me convidem para provar.

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Fim de semana afogado fazendo matérias para o DoSol, vendo filmes de Bertolucci, lendo na madrugada Philip Roth e ouvindo Chico Correia Eletronic Band.

Os humanos estão cada vez menos interessantes. Eu cada vez mais ranzinza.

Não gosto de medianos. Você não precisa fazer um esforço que soe falso para ser diferente, mas ter a chance de conhecer mais coisas e conformar-se com o comum é mediocridade.

Thursday, June 09, 2005

Cositas mas

Ufa! É num dia como hoje, quando eu vejo um monte de babacas tristes por causa da seleção brasileira, que me dá uma alegria imensa de odiar futebol.

Perdi a luta contra as drogas: me viciei na TV Senado.

Jane Fonda? Tocando em São Bento? No alto sertão paraibano? Essa eu não perco nem por uma cocada de coco queimado. Até Cananéa vai!

Por uma hora dessas Michael Jackson deve estar com o cu que não passa um cacho de coco. De banda.

Deu no jornal: a vice-prefeita da minha cidade vai realizar uma cirurgia de períneo. Isso, isso mesmo, apertar a xoxota.

E por falar em xoxota, mais uma padronizada na Playboy desse mês. Não há cristão que agüente...

Dia 23 estarei me esgoelando ao pé do palco, cantando Princesa.

Minha namorada é o máximo.

Wednesday, June 08, 2005

Rumo

Se ela quiser, eu junto minhas coisas e me mudo até pro interior do Ceará.

E tenho dito.

Tuesday, June 07, 2005

Comfortably Numb

Hello!
Is there anybody in there?

Acho que estou mudando. Ainda não agreguei valores a isso. Mas estou.

Ontem quando assisti o noticiário da Globo sobre os recentes escândalos políticos no Brasil, o volume de informação e a forma como foi exposto passou por três moinhos.

Primeiro o do nojo. O Jornal Nacional deixou para o segundo bloco, após o programa eleitoral, a exibição de todas as matérias sobre a corrupção, a repercussão e a reação do governo.

Pensei: Pô! Putaria do caralho! Explico: sabe-se que o horário eleitoral gratuito é algo odioso, e que normalmente, pelo menos metade das pessoas desligam suas TVs ao primeiro anúncio do mesmo.

Ao término do programa político, o público que chega para ver TV, é a audiência da novela. Ou seja, pelo menos em tese, 30% apenas do público do jornal, é o da telenovela, que está muito mais preocupado com as agruras de Débora Secco nos EUA, que com as denúncias de Roberto Jefferson.

A repercussão entre os interessados no assunto acaba sendo muito aquém, caso a matéria tivesse sido veiculada antes do horário eleitoral gratuito.

Depois veio a indignação. Explico: o Jornal da Globo, que em tese é direcionado a um público mais qualificado (ou pelo menos que sofre de insônia), foi exibido por volta de uma da manhã. Após o filme Carandiru.

Se pouca gente vê esse jornal, imagine a essa hora da madrugada, quando a grande massa está nas suas míseras horas de sono, ou masturbando-se vendo João Kléber.

Pra completar, a matéria exibida foi de uma parcialidade digna da Globo. Protegeu-se o quanto pôde a corja do PT (Dirceu, Lula e Palocci), descendo o chicote em Roberto Jefferson, o "homem da tropa de choque de Collor". Sim, o mesmo Collor que a recebeu o apoio da Globo (vide debate de 89).

Calma. Respire até dez. Respirei. Aí veio o tiro seco. A Globo, por enquanto, está correta.

Há três semanas, quando o Fantástico fez um estardalhaço com a mesada que os deputados de Rondônia cobravam do Governador Ivo Cassol, com direito a gravação e polêmica em torno da probição pela Justiça daquele estado quanto à exibição da matéria.

A Globo, no caso de Rondônia, incitou, de certa forma a revolta, o protesto. Legítimos, claro. O que ela não esperava, muito menos o Planalto, é que dias depois o mesmo escândalo tivesse um foco nacional.

Agora a coisa fede em Brasília. Não há justiça proibindo a exibição de nada. O caminho está livre. Por que proteger o governo?

Aí entra o que eu chamo de "responsabilidade midiática". A Globo, com seu poder explosivo de maior veículo de comunicação nacional, poderia muito bem empunhar a bandeira do caso, e fazer, em longa escala, o que fez em Rondônia.

E porque não o fez? Não há condições. Uma coisa é você fomentar o protesto das massas num estado que deve ter 80% do território de mato. Outra coisa é fazer a campanha como fizeram contra Collor.

Àquela época, o Brasil, recém saído de uma ditadura, e precisando fortalecer esse instituto tão frágil, precisou mostrar de forma pacífica e politicamente correta, respeitando suas instituições, que saberia lidar com problemas graves, seja de quem for. Um presidente renunciou, por vias democráticas e o poder estava a salvo.

O Brasil ainda precisa dar mostras de quem possui instituições fortes o bastante, para não se deixar levar pela mentalidade de risco a democracia.

Mas não de forma tão precipitada. Não é hora, ainda, da Globo transformar o Brasil, numa Rondônia, ou num segundo "Fora Collor!".

Esperemos um pouco mais a apuração das denúncias. O povo saberá o time, a hora de ir às ruas se preciso for. E acho que irá. Eu não, Não levanto da minha cadeira confortável por nenhum ato político.

Pelo menos por instantes, o nojo e a indignação, deram lugar a uma passageira resignação. A Globo, por agora, está correta. Ainda não é hora do caos. E eu jamais pensei que iria pensar isso.

Pô, tem sorvete de creme com passas aí?

Monday, June 06, 2005

Oco

Circo pegar fogo, ver o oco e muita merda no ventilador.

Esses acima, são os três desejos que eu pediria que um gênio da lâmpada realizasse no que concerne (que palavra!) à Brasília e sua horda de políticos.

Diminuíram o estômago e o juízo de Roberto Jefferson. Tá quebrando todas regras do Manual Brasileiro de Corrupção.

Sim, mas hoje eu acordei me sentindo em Londres. Frio. Chuva fina que não pára. Ouvindo Joy Division. Né, não?

Eu tenho Complexo de Portnoy. Mais um.

Vejam: Blow Up.
Escutem: Lemon Jelly.
Sintam: Incenso de canela.
Leiam: Tom Capote.

Chove, chove, chove. Eu sou pobre e preciso sair de casa pra estudar e trabalhar, quando na verdade deveria estar deitado o dia inteiro curtindo o frio. Merda.

Ela tá bem longe, mais longe. Foi o dia de maior saudade, ontem, nos últimos quatro meses.

Adieu!

Friday, June 03, 2005

Intelig

Aí de repente você se toca que as coisas eram bem mais fáceis. Mesmo quando os planos não eram simples "ficarmos bem".

Antes pelo contrário! Delírios de todos os tipos que pareciam bem palpáveis e próximos.

E você joga tudo no mesmo saco: drogas, filmes, livros, grana, sexo, viagens e "viagens", e acha que como na música da Legião Urbana vai ter todo o tempo do mundo. Tá louco, ô caralho?!

O beco vai ficando estreito, de repente você anda não com um pé atrás do outro, mas em cima. Sacou?

É a tal da maturidade. Ou no mínimo o dever de criar vergonha na cara e tocar sua reles vida com seus próprios punhos. E prepare-se, ela soca como ninguém. "Nunca baixe a guarda!".

E todos os sonhozinhos e planos mais simples que você tem hoje, e que substituem os mais mirabolantes que eram reais quando dava pra se virar com a mesada, por Alá... São os mais doloridos.

Grana. Pro mínimo. Esnobar nunca foi meu forte.

É pouco. É simples. Depois de encontrar o amor, eu só quero deixá-lo bem tranqüilo e com gosto de maracujá doce. Porque ela adora maracujá doce e diz que lembra da casa da avó.

Sim, mas no sonho ainda tem uma cidadezinha pequena, uma casa com uma janela bem grande que dê pra rua. Uma máquina de escrever onde eu possa dedilhar uns poeminhas bobos e deixar colados na porta da geladeira.

Aí a gente viaja de três em três anos. Só pra se certificar que tá tudo bem com o Sena. A mesma satisfação de chegar em casa todos os dias e saber como foi seu dia.

É isso. É só paz.

E um pouco de grana. É só uma estrada de poucas curvas acentuadas. Assim a gente escuta melhor a música.

Vamos adiante. Tem muito pedágio pela frente. Mas tá sendo um prazer imenso ter com quem largar de mais um ponto.

Parabéns pra mim!

Thursday, June 02, 2005

Solilóquios

Eu cheguei e conclusão que não quero ir pro céu. Nem pro inferno. Ideal mesmo é ficar na bifurcação, vendo a galera passar.

Há certas decisões que são como as marginais das rodovias: retorno só na casa do caralho.

O infinito deve ficar nalgum lugar entre o rodízio de pizza da Praia do Meio e o Loteamento José Sarney.

Pra quem não tem nada, metade já é o dobro (eu hein!).

Basta!

Estou lendo algumas matérias de jornais americanos da década de 60, sobre os Panteras Negras. E aquela porra toda findou em rap e Queen Latifah...

Vocês já ouviram o novo disco do New Order? Get Ready tá bem melhor...

O pop não pára. Você acha que Bloc Party é hype? Hihihi! É porque não conhece o Kaiser Chiefs.

O demônio também faz suas recalchutagens (é com L mesmo?)

Chega de inferno, meu sossego tem nome: Pilar.

Wednesday, June 01, 2005

Deep Throat

Ele é o Garganta Profunda. Velhinho escroto, hein?