Tuesday, May 31, 2005
Monday, May 30, 2005
Depois da queda...
O saldo na minha conta do MADA é positivo. Acho que valeu pelos contatos, amizades, idéias trocadas, gente nova e um clima de muita camaradagem nos bastidores.
Valeu a galera do The Feitos, Som da Rua, Columbia, Rádio de Outono e Vanguart pela receptividade; Ivan pelo acesso à Plebe Rude; Luciano Vianna (Coachella Rules!) e Mário Marques pela troca de idéias.
Acho que o melhor desse ano foi realmente as bandas indies, os headliners não trouxeram nada de novo, pelo contrário, fizeram shows bem chatos (Marcelo Nova, Barão, Mundo Livre) e antipáticos.
A exceção ficou por conta mesmo do Planet Hemp, mostrando que a galera gosta mesmo de um som mais alternativo, prova disso foi a explosão do Sepultura ano passado. Paralamas cumpriu tabela, tem uma empatia tão forte com o público natalense, que se fossem sósias ninguém iria ligar.
Ano que vem poderia se caprichar mais na escalação dos grandes. Os independentes já mostraram poder de fogo, e que podem surpreender muito, como fizeram.
Pontos negativos:
- Stands horríveis, não dá ra dizer que houve feira esse ano;
- Tenda eletrônica péssima, apertada (cadê o circo do ano passado?);
- Infra-estrutura. Se a Ribeira é pequena (e nem seria para o público desse ano), a Arena do Imirá é um buraco, com barro que vira lama com a chuva;
- Camarins poderiam ser melhores (Pô, no sábado ninguém achava nem um copo d'água!);
Nomes aos bois: Lija, Caio, Marlos, Cris, Lua, Rafa, Foca, Ana, Gladão, Ailton, MV, Diogo Guanabara, Jão, Rayssa, Ramon Ramon, Jomardo e Solano.
Valeu a galera do The Feitos, Som da Rua, Columbia, Rádio de Outono e Vanguart pela receptividade; Ivan pelo acesso à Plebe Rude; Luciano Vianna (Coachella Rules!) e Mário Marques pela troca de idéias.
Acho que o melhor desse ano foi realmente as bandas indies, os headliners não trouxeram nada de novo, pelo contrário, fizeram shows bem chatos (Marcelo Nova, Barão, Mundo Livre) e antipáticos.
A exceção ficou por conta mesmo do Planet Hemp, mostrando que a galera gosta mesmo de um som mais alternativo, prova disso foi a explosão do Sepultura ano passado. Paralamas cumpriu tabela, tem uma empatia tão forte com o público natalense, que se fossem sósias ninguém iria ligar.
Ano que vem poderia se caprichar mais na escalação dos grandes. Os independentes já mostraram poder de fogo, e que podem surpreender muito, como fizeram.
Pontos negativos:
- Stands horríveis, não dá ra dizer que houve feira esse ano;
- Tenda eletrônica péssima, apertada (cadê o circo do ano passado?);
- Infra-estrutura. Se a Ribeira é pequena (e nem seria para o público desse ano), a Arena do Imirá é um buraco, com barro que vira lama com a chuva;
- Camarins poderiam ser melhores (Pô, no sábado ninguém achava nem um copo d'água!);
Nomes aos bois: Lija, Caio, Marlos, Cris, Lua, Rafa, Foca, Ana, Gladão, Ailton, MV, Diogo Guanabara, Jão, Rayssa, Ramon Ramon, Jomardo e Solano.
Sunday, May 29, 2005
Independent Rules!
2005 é o ano do rock fofinho, de menininha. Sim, esse rock cheio de letras melosas, melodias açucaradas e vocalistas-pirulitos. Ludov, Wonkavision, Columbia, Rádio de Outono e Leela são alguns representantes do estilo. O sábado, último dia do MADA, seguiu essa tendência.
O público maior dos três dias, certamente por causa do apelo do púlico natalense, despertado pelos Paralamas do Sucesso, conferiu sem empolgação o som do Vanguart, uma espécie de “músicas do Bob Dylan cantadas por um sósia do Tom Yorke”. O festival ficou largo demais para a banda.
O Columbia deixou a arena açucarando, com um repertório interminável de baladas e mais baladas. Por sorte a vocalista, Fernanda Marques é afinada, o que se encaixa mais ainda na proposta de “música para namorar em banquinho de praça”.
Brinde, outro representante baiano, além mundo axé-carnaval, mostrou um dos melhores shows da noite, um power trio bem produzido e arranjado que dá a impressão de haver mais gente no palco. O disco que lançaram recentemente – Histórias Sem Começo Meio e Fim – é, até agora, um dos melhores independentes do ano, coisa que se pode conferir também no palco.
Os pernambucanos do Rádio de Outono surtiram pouco efeito. Têm boas idéias musicais que precisam ser amadurecidas, mas nada que chegue a despertar grandes atenções, com exceção da música Além da Razão, um potencial hit radiofônico. Se um teclado é pouco, dois às vezes é demais.
Já os selvagens d’Os Bonnies dispensam comentários. É rockabilly da melhor qualidade, agressivo, dançante e com boas letras. A certa altura do show não dava pra saber se os caras estavam nervosos ou completamente “nem aí” para a responsabilidade de tocar num grande festival (é mais provável que nem aí mesmo!). Reclamaram do som, xingaram, derrubaram microfone e pareceram legítimos representantes de uma trupe quase em extinção: o roqueiro autodestrutivo. Show cinco estrelas (ou seriam cinco garrafas?).
Depois d’Os Bonnies, veio a bola da vez no cenário nacional. Som da Rua tem tudo para ser o novo Detonautas, com a diferença de apresentar conteúdo e ser menos poser. É som de rádio, meloso, com bons arranjos teve uma recepção impressionante da galera, afinal de contas ainda é uma banda que está começando. Caso ela estoure amanhã, não vai ser por causa do MADA, que foi apenas mais uma etapa para a banda.
O cover de gosto duvidoso de Guilherme Arantes é só um detalhe. Os caras são competentes, bons músicos, podem não agradar a quem gosta de algo mais pesado, mas tem tudo para deslanchar de vez no próximo verão, no máximo. Foi o melhor show de bandas independentes da noite, junto com o Brinde e Os Bonnies.
Fechando o leque das independentes, a volta do Alphorria trouxe o saudosismo à arena. Pegou um bom público, animou um pouco. Foi bom ver que ninguém esqueceu o “quem vai querer comprar banana?” O problema foi dar um horário tão bom a uma banda que, até onde se sabe, não tem planos de voltar, em vez de dedicá-lo a alguma banda nova, pronta para apresentar um novo som. Não foi o melhor dia do MADA. Deu pra fechar com chave de bronze.
O público maior dos três dias, certamente por causa do apelo do púlico natalense, despertado pelos Paralamas do Sucesso, conferiu sem empolgação o som do Vanguart, uma espécie de “músicas do Bob Dylan cantadas por um sósia do Tom Yorke”. O festival ficou largo demais para a banda.
O Columbia deixou a arena açucarando, com um repertório interminável de baladas e mais baladas. Por sorte a vocalista, Fernanda Marques é afinada, o que se encaixa mais ainda na proposta de “música para namorar em banquinho de praça”.
Brinde, outro representante baiano, além mundo axé-carnaval, mostrou um dos melhores shows da noite, um power trio bem produzido e arranjado que dá a impressão de haver mais gente no palco. O disco que lançaram recentemente – Histórias Sem Começo Meio e Fim – é, até agora, um dos melhores independentes do ano, coisa que se pode conferir também no palco.
Os pernambucanos do Rádio de Outono surtiram pouco efeito. Têm boas idéias musicais que precisam ser amadurecidas, mas nada que chegue a despertar grandes atenções, com exceção da música Além da Razão, um potencial hit radiofônico. Se um teclado é pouco, dois às vezes é demais.
Já os selvagens d’Os Bonnies dispensam comentários. É rockabilly da melhor qualidade, agressivo, dançante e com boas letras. A certa altura do show não dava pra saber se os caras estavam nervosos ou completamente “nem aí” para a responsabilidade de tocar num grande festival (é mais provável que nem aí mesmo!). Reclamaram do som, xingaram, derrubaram microfone e pareceram legítimos representantes de uma trupe quase em extinção: o roqueiro autodestrutivo. Show cinco estrelas (ou seriam cinco garrafas?).
Depois d’Os Bonnies, veio a bola da vez no cenário nacional. Som da Rua tem tudo para ser o novo Detonautas, com a diferença de apresentar conteúdo e ser menos poser. É som de rádio, meloso, com bons arranjos teve uma recepção impressionante da galera, afinal de contas ainda é uma banda que está começando. Caso ela estoure amanhã, não vai ser por causa do MADA, que foi apenas mais uma etapa para a banda.
O cover de gosto duvidoso de Guilherme Arantes é só um detalhe. Os caras são competentes, bons músicos, podem não agradar a quem gosta de algo mais pesado, mas tem tudo para deslanchar de vez no próximo verão, no máximo. Foi o melhor show de bandas independentes da noite, junto com o Brinde e Os Bonnies.
Fechando o leque das independentes, a volta do Alphorria trouxe o saudosismo à arena. Pegou um bom público, animou um pouco. Foi bom ver que ninguém esqueceu o “quem vai querer comprar banana?” O problema foi dar um horário tão bom a uma banda que, até onde se sabe, não tem planos de voltar, em vez de dedicá-lo a alguma banda nova, pronta para apresentar um novo som. Não foi o melhor dia do MADA. Deu pra fechar com chave de bronze.
Não morreu! Quem? O rock!
A segunda noite do TIM MADA foi do rock. As misturas sonoras do primeiro dia se repetiram, mas dessa vez capricharam no peso das guitarras, conseguindo formar até rodas de polgo – as famosas bate-cabeça-se-esmurra.
O Karpus abriu a noite com seu emocore juvenil. E fez um show acima das expectativas para quem achava que o porte do festival assustaria os meninos. Não há o que cobrar dos caras, eles fizeram o dever de casa e um som para um público bem específico.
Mais nervoso do que os iniciantes do Karpus parecia estar o veterano Adriano Azambuja, que mostrou seu experimentalismo à la Frusciante num show bem morno, desses que as músicas só funcionam melhor se ouvidas no silêncio do próprio quarto.
O público, até então apático, só levantou quando as guitarras do Seu Zé soaram na arena. A banda envenenou sons nordestinos com muita distorção e foi competente o suficiente para não deixar a performance circense se sobrepor à música.
Os caras mostraram esmero nos arranjos, com destaque para Lipe Tavares e sua “loucura” desfilada no cover dos Mutantes, Balada do Louco, com direito a faca apontada para a cabeça. Talvez resida aí a única ressalva: afinal de contas, apresentando um cover tão longo, perdeu-se a chance de mostrar pelo menos duas músicas da banda. Mas foi, de longe, a melhor apresentação local da noite, com direito à marca registrada: Sai Galada!
Acertam na forma e erram no conteúdo. Assim é o DuSouto, a quarta banda potiguar a mostrar serviço no palco. A mistura de sons eletrônicos com ritmos nordestinos soa novo nas bandas potiguares, mas os paraibanos do Chico Correia Eletronic Band e a galera do Lado 2 Estéreo, que já se apresentaram em MADAs passados, fazem isso com maior habilidade e letras mais interessantes.
O destaque ficou por conta da percussão de Cacau Arcoverde e Edmundo Negão, que fez um dos bons momentos do show ao se aventurar nos vocais. Bateu saudade do Embolafunk.
Inaugurando o palco para bandas de fora, os baianos do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta mostraram que têm um som tão criativo quanto o nome. São agressivos mesmo quando fazem samba e enveredam pela MPB, uma espécie de Pixies com elementos tupiniquins. Não conseguiram empolgar a galera, mas deixaram ótimas impressões e a certeza gratificante de que na Bahia existe algo mais do que Axé Music. Maravilha!
Muitas bandas de formação exclusivamente feminina investem mais no atrativo físico e relegam a qualidade musical a segundo plano. Mas isso não ocorre com o punk rock da Luxúria, banda liderada por uma vocalista performática, que demonstra atitude e presença de palco sem afetação. Como se não bastasse, dona de uma voz afinada capaz de animar o público que começava a lotar a arena. O reconhecimento veio em forma pulos e aplausos já nos primeiros acordes de Sheena is a Punk Rocker, do ramones. Bom show.
A galera já estava na instiga quando o space rock violento dos pernambucanos Astronautas fez tremer as caixas de som. A banda mostrou segurança e, acima de tudo, profissionalismo e produção pouco vistos até bem pouco tempo. Foi-se a época em que banda independente tinha que ser tosca e mal ajambrada.
Os caras capricham não apenas no figurino, com suas máscaras e os macacões de astronautas, como, mais ainda, num som pesado, recheado de bons samplers e letras inteligentes sobre o caos urbano e a tecnologia. (tirei o parágrafo) Caberiam na medida como trilha de uma versão hard core do Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Foi, com certeza, a presença mais marcante das bandas independentes da noite e deixou o público, que já estava empolgado, pronto para receber o Planet Hemp.
Destruição! Não sobrou pedra sobre pedra depois da passagem do Planet Hemp pela Arena do Imirá. Aliás, Natal pôde assistir a um show histórico. Pois, segundo palavras do próprio Marcelo D2 no camarim, e até no palco, aquela era a última apresentação do grupo.
Para falar a verdade, o mérito da festa foi do público, saudoso que estava da banda que incendeia Natal desde a Garage da Ribeira. Cantou tudo, aplaudiu, pulou e se mostrou acima dos erros cometidos pela banda no palco, sem contar a falta de entrosamento entre D2 e B. Negão. Black Allien fez falta, mas a julgar pelo clima estranho dos bastidores, já foi um milagre a volta de parte da banda.
Mundo Livre S/A ficou com o sobejo do Planet, além de uma chuva arrasa-público. Mostrou-se chato, com a impressão de que poderia ter feito um set list melhor – coisa de que a banda dispõe – e que estava ali para cumprir tabela.
Phonopop? Depois do ridículo de não subirem ao palco no momento da abertura, cumpriram, ao menos, o dever social da banda: levar a música ao público-proletariado, formado por seguranças e alguns vendedores de cerveja.
O Karpus abriu a noite com seu emocore juvenil. E fez um show acima das expectativas para quem achava que o porte do festival assustaria os meninos. Não há o que cobrar dos caras, eles fizeram o dever de casa e um som para um público bem específico.
Mais nervoso do que os iniciantes do Karpus parecia estar o veterano Adriano Azambuja, que mostrou seu experimentalismo à la Frusciante num show bem morno, desses que as músicas só funcionam melhor se ouvidas no silêncio do próprio quarto.
O público, até então apático, só levantou quando as guitarras do Seu Zé soaram na arena. A banda envenenou sons nordestinos com muita distorção e foi competente o suficiente para não deixar a performance circense se sobrepor à música.
Os caras mostraram esmero nos arranjos, com destaque para Lipe Tavares e sua “loucura” desfilada no cover dos Mutantes, Balada do Louco, com direito a faca apontada para a cabeça. Talvez resida aí a única ressalva: afinal de contas, apresentando um cover tão longo, perdeu-se a chance de mostrar pelo menos duas músicas da banda. Mas foi, de longe, a melhor apresentação local da noite, com direito à marca registrada: Sai Galada!
Acertam na forma e erram no conteúdo. Assim é o DuSouto, a quarta banda potiguar a mostrar serviço no palco. A mistura de sons eletrônicos com ritmos nordestinos soa novo nas bandas potiguares, mas os paraibanos do Chico Correia Eletronic Band e a galera do Lado 2 Estéreo, que já se apresentaram em MADAs passados, fazem isso com maior habilidade e letras mais interessantes.
O destaque ficou por conta da percussão de Cacau Arcoverde e Edmundo Negão, que fez um dos bons momentos do show ao se aventurar nos vocais. Bateu saudade do Embolafunk.
Inaugurando o palco para bandas de fora, os baianos do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta mostraram que têm um som tão criativo quanto o nome. São agressivos mesmo quando fazem samba e enveredam pela MPB, uma espécie de Pixies com elementos tupiniquins. Não conseguiram empolgar a galera, mas deixaram ótimas impressões e a certeza gratificante de que na Bahia existe algo mais do que Axé Music. Maravilha!
Muitas bandas de formação exclusivamente feminina investem mais no atrativo físico e relegam a qualidade musical a segundo plano. Mas isso não ocorre com o punk rock da Luxúria, banda liderada por uma vocalista performática, que demonstra atitude e presença de palco sem afetação. Como se não bastasse, dona de uma voz afinada capaz de animar o público que começava a lotar a arena. O reconhecimento veio em forma pulos e aplausos já nos primeiros acordes de Sheena is a Punk Rocker, do ramones. Bom show.
A galera já estava na instiga quando o space rock violento dos pernambucanos Astronautas fez tremer as caixas de som. A banda mostrou segurança e, acima de tudo, profissionalismo e produção pouco vistos até bem pouco tempo. Foi-se a época em que banda independente tinha que ser tosca e mal ajambrada.
Os caras capricham não apenas no figurino, com suas máscaras e os macacões de astronautas, como, mais ainda, num som pesado, recheado de bons samplers e letras inteligentes sobre o caos urbano e a tecnologia. (tirei o parágrafo) Caberiam na medida como trilha de uma versão hard core do Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Foi, com certeza, a presença mais marcante das bandas independentes da noite e deixou o público, que já estava empolgado, pronto para receber o Planet Hemp.
Destruição! Não sobrou pedra sobre pedra depois da passagem do Planet Hemp pela Arena do Imirá. Aliás, Natal pôde assistir a um show histórico. Pois, segundo palavras do próprio Marcelo D2 no camarim, e até no palco, aquela era a última apresentação do grupo.
Para falar a verdade, o mérito da festa foi do público, saudoso que estava da banda que incendeia Natal desde a Garage da Ribeira. Cantou tudo, aplaudiu, pulou e se mostrou acima dos erros cometidos pela banda no palco, sem contar a falta de entrosamento entre D2 e B. Negão. Black Allien fez falta, mas a julgar pelo clima estranho dos bastidores, já foi um milagre a volta de parte da banda.
Mundo Livre S/A ficou com o sobejo do Planet, além de uma chuva arrasa-público. Mostrou-se chato, com a impressão de que poderia ter feito um set list melhor – coisa de que a banda dispõe – e que estava ali para cumprir tabela.
Phonopop? Depois do ridículo de não subirem ao palco no momento da abertura, cumpriram, ao menos, o dever social da banda: levar a música ao público-proletariado, formado por seguranças e alguns vendedores de cerveja.
Friday, May 27, 2005
Alma
"Eita, que banda é essa? Massa doido!"
"Eu quero ver o Barão!"
"Como é mesmo nome? Ágilus? Ah ta, Ápyus!"
"Porra, como é que eu vou saber que esse é meu stand?"
"Você já foi na tenda de video-games?"
"Gostou do show?"
"Caralho, é aquele carinha da MTV, é?"
Festival é isso. É o rock! Todo mundo junto agora e já! Gente nova, bandas novas, novas amizades, enfim. O clima nos bastidores é o melhor possível, tá todo mundo lá.
Ver um show do Barão a centímetros dos caras, em cima do palco... arrepia, acredite. Marcelo Nova tava caindo pelas tabelas, horrível o show.
Mas e daí?
Independet Rules! Quem precisa de headliners com tanta banda de boa qualidade independente?
The Feitos - Os caras mereciam mostrar o som deles a mais gente. Mania horrível essa da galera chegar pra lá de meia noite. Rockzinho básico, bem humorado, bom show.
Kohbaia - Uma saia. Nada mais. A banda se resume a uma saia minúscula que veste o vocalista. Quer ser Stooges, mas é estrumo.
Experiência Ápyus - Show redondinho, arranjos na medida, swing, muito swing! Misturar as idéias de Marlos, o violão de Diogo e a voz de Gilbamar é quase covardia. Foi o som mais maduro da noite.
Zackarias Nepomuceno - Pós-punk-brega? Brega mesmo. Nada demais, mas também não é ruim. A Paraíba tem coisas melhores.
The Playboys - De longe o melhor show das bandas de fora. Imagine a cena: um grupo recifense começa a tocar um macaratu-rock, encarna o mangue-beat, de repente o cara grita... Viva Chico!!! Todo mundo vai à loucura, e ele completa: Viva Chico, Chiquinho Scarpa! É a primeira banda-tiração-de-onda de boa qualidade sonora.
Folcore - Não gosto da banda, mas não posso negar que a mistura de coco com hard core empolga. A galera respondeu bem à sincronia dos vocalistas e ao peso da guitarra.
Nervoso - Morgado. Los Hermanos com Palhaço Cascatinha nos vocais.
Jane Fonda - Show bom, tecnicamente impecável, mas com pouca empolgação da galera. A música Granizo vai impregnar.
Ausência muito sentida diante do mar da Via Costeira iluminado pela lua: Pilar.
É o rock!
"Eu quero ver o Barão!"
"Como é mesmo nome? Ágilus? Ah ta, Ápyus!"
"Porra, como é que eu vou saber que esse é meu stand?"
"Você já foi na tenda de video-games?"
"Gostou do show?"
"Caralho, é aquele carinha da MTV, é?"
Festival é isso. É o rock! Todo mundo junto agora e já! Gente nova, bandas novas, novas amizades, enfim. O clima nos bastidores é o melhor possível, tá todo mundo lá.
Ver um show do Barão a centímetros dos caras, em cima do palco... arrepia, acredite. Marcelo Nova tava caindo pelas tabelas, horrível o show.
Mas e daí?
Independet Rules! Quem precisa de headliners com tanta banda de boa qualidade independente?
The Feitos - Os caras mereciam mostrar o som deles a mais gente. Mania horrível essa da galera chegar pra lá de meia noite. Rockzinho básico, bem humorado, bom show.
Kohbaia - Uma saia. Nada mais. A banda se resume a uma saia minúscula que veste o vocalista. Quer ser Stooges, mas é estrumo.
Experiência Ápyus - Show redondinho, arranjos na medida, swing, muito swing! Misturar as idéias de Marlos, o violão de Diogo e a voz de Gilbamar é quase covardia. Foi o som mais maduro da noite.
Zackarias Nepomuceno - Pós-punk-brega? Brega mesmo. Nada demais, mas também não é ruim. A Paraíba tem coisas melhores.
The Playboys - De longe o melhor show das bandas de fora. Imagine a cena: um grupo recifense começa a tocar um macaratu-rock, encarna o mangue-beat, de repente o cara grita... Viva Chico!!! Todo mundo vai à loucura, e ele completa: Viva Chico, Chiquinho Scarpa! É a primeira banda-tiração-de-onda de boa qualidade sonora.
Folcore - Não gosto da banda, mas não posso negar que a mistura de coco com hard core empolga. A galera respondeu bem à sincronia dos vocalistas e ao peso da guitarra.
Nervoso - Morgado. Los Hermanos com Palhaço Cascatinha nos vocais.
Jane Fonda - Show bom, tecnicamente impecável, mas com pouca empolgação da galera. A música Granizo vai impregnar.
Ausência muito sentida diante do mar da Via Costeira iluminado pela lua: Pilar.
É o rock!
Thursday, May 26, 2005
Alimento
Hoje tem MADA? Tem sim senhor!
Hoje eu quero ver The Feitos, Jane, Nervoso, Barão e sacar como é ter uma música minha apresentada num festival pra algumas milhares de pessoas. É o rock! É Ápyus!
Tocando sem parar na minha radiola: The Thrills, Neil Finn e The Twilight Singers.
Esperando conclusão de leitura: Shaw e Wolfe.
Querendo ver: qualquer filme latino.
Uma vontade: curtir o rock hoje com Pilar.
Ontem o Questão Política foi fuderoso, com direito a canja de Zé Agripino direto dos corredores do Senado falando sobre a CPMI dos Correios. Dá pra tu?
Hoje eu quero ver The Feitos, Jane, Nervoso, Barão e sacar como é ter uma música minha apresentada num festival pra algumas milhares de pessoas. É o rock! É Ápyus!
Tocando sem parar na minha radiola: The Thrills, Neil Finn e The Twilight Singers.
Esperando conclusão de leitura: Shaw e Wolfe.
Querendo ver: qualquer filme latino.
Uma vontade: curtir o rock hoje com Pilar.
Ontem o Questão Política foi fuderoso, com direito a canja de Zé Agripino direto dos corredores do Senado falando sobre a CPMI dos Correios. Dá pra tu?
Tuesday, May 24, 2005
Ploc´s
É linda essa briga entre Roberto Jefferson e Romero Jucá, pra ver quem aparece mais nos jornais. Isso é que é competência em assessoria de comunicação!
Ele era a única coisa que prestava no governo Lula.
Um parêntese (Não, eu não posso odiar um país que me dá o prazer de ter Charlie Parker, Miles Davis, Billie Holliday, Ray Charles, TS Elliot, Silvya Plath, Gertrude Stein, Noam Chomsky, Susan Sontag, Gay Talese, Tom Wolfe, Hunter Thompson, Orson Welles, Harold Bloom, Henry Miller, Saul Bellow e outros, e outros, e outros, todos ao meu alcance).
E tenho dito.
Vocês já ouviram a banda Snow Patrol?
Sorvete de creme com passas. É isso que vou comprar agora. Mesmo no frio, mesmo com a chuva, porque como diria Dona Sila do Coco, lá em Olinda: "Meu destino é agora, como caldo de cana".
Ele era a única coisa que prestava no governo Lula.
Um parêntese (Não, eu não posso odiar um país que me dá o prazer de ter Charlie Parker, Miles Davis, Billie Holliday, Ray Charles, TS Elliot, Silvya Plath, Gertrude Stein, Noam Chomsky, Susan Sontag, Gay Talese, Tom Wolfe, Hunter Thompson, Orson Welles, Harold Bloom, Henry Miller, Saul Bellow e outros, e outros, e outros, todos ao meu alcance).
E tenho dito.
Vocês já ouviram a banda Snow Patrol?
Sorvete de creme com passas. É isso que vou comprar agora. Mesmo no frio, mesmo com a chuva, porque como diria Dona Sila do Coco, lá em Olinda: "Meu destino é agora, como caldo de cana".
Monday, May 23, 2005
Parafusa
Eu gosto de escritores marginais, visigodos, invasores, errantes, malditos e mercenários. Agradam-me mais que os pernósticos romancistas ditos elitistas.
É por isso que eu gosto de crônicas, peças, ensaios, contos e poemas livres, sem rimas e otras cositas mas que façam frente a quem acha que o romance é o ápice da literatura.
E tenho dito.
Eu gosto de chuva também. Forte.
"Tá tudo aceso em mim, tá tudo assim: tão claro. Tá tudo brilhando em mim. Tudo mudado. Tudo plugado. Tá tudo assim queimando em mim, como salva de fogos, desde que sim, eu vim, morar nos seus olhos"
Phoenix. Você conhece essa banda?
Hoje eu lembrei da primeira vez que atravessei Minas Gerais. Mochila nas costas, cinco amigos, ônibus lotado, serra, chuva forte. Eu gostei muito. E voltei. Ainda vou de vez.
Desejo inatingível, pelo estado de pobreza franciscana em que me encontro: iPod.
É por isso que eu gosto de crônicas, peças, ensaios, contos e poemas livres, sem rimas e otras cositas mas que façam frente a quem acha que o romance é o ápice da literatura.
E tenho dito.
Eu gosto de chuva também. Forte.
"Tá tudo aceso em mim, tá tudo assim: tão claro. Tá tudo brilhando em mim. Tudo mudado. Tudo plugado. Tá tudo assim queimando em mim, como salva de fogos, desde que sim, eu vim, morar nos seus olhos"
Phoenix. Você conhece essa banda?
Hoje eu lembrei da primeira vez que atravessei Minas Gerais. Mochila nas costas, cinco amigos, ônibus lotado, serra, chuva forte. Eu gostei muito. E voltei. Ainda vou de vez.
Desejo inatingível, pelo estado de pobreza franciscana em que me encontro: iPod.
Friday, May 20, 2005
Cinema
Enquanto Gil canta Drão na TV à meio volume, ele sente
o cheiro dela até. A rouquidão, os rasgos das
gargalhadas e o encantamento que só as promessas
miúdas feitas por quem ama conseguem despertar.
É ela, por todos os cantos da casa e dobras de
lençóis. É ela, porque chega como calma, dessas que
invadem nossas almas em nuvens fartas depois de um
longo dia de sol.
Por causa disso, todos os medos, até os mais humanos,
ele guarda com segredos, amontoados, separados por
ordem alfabética.
Ela fala e gesticula. Ele concentra-se nas frestas do
sorriso dela, tentando alinhar o que há de Truffaut e
Almodóvar.
E fala um francês tão gostoso, sotaque bonito, e tem
olhos da cor dessas folhas que caem nas ruas que vão
dar na lagoa.
O jeito que ela ri, fastando um pouco o corpo para
trás e pondo a mão sobre a boca é uma rede na beira da
praia.
Com ela longe, ele pra matar o tempo e não pensar em
saudade, junta umas capas de discos, Hendrix, Cure e
coisas assim, uns livros e um horóscopo recortado de
um jornal sem data.
Ele. Ela. Um filme. De Truffaut e Almodóvar.
o cheiro dela até. A rouquidão, os rasgos das
gargalhadas e o encantamento que só as promessas
miúdas feitas por quem ama conseguem despertar.
É ela, por todos os cantos da casa e dobras de
lençóis. É ela, porque chega como calma, dessas que
invadem nossas almas em nuvens fartas depois de um
longo dia de sol.
Por causa disso, todos os medos, até os mais humanos,
ele guarda com segredos, amontoados, separados por
ordem alfabética.
Ela fala e gesticula. Ele concentra-se nas frestas do
sorriso dela, tentando alinhar o que há de Truffaut e
Almodóvar.
E fala um francês tão gostoso, sotaque bonito, e tem
olhos da cor dessas folhas que caem nas ruas que vão
dar na lagoa.
O jeito que ela ri, fastando um pouco o corpo para
trás e pondo a mão sobre a boca é uma rede na beira da
praia.
Com ela longe, ele pra matar o tempo e não pensar em
saudade, junta umas capas de discos, Hendrix, Cure e
coisas assim, uns livros e um horóscopo recortado de
um jornal sem data.
Ele. Ela. Um filme. De Truffaut e Almodóvar.
Thursday, May 19, 2005
A força
O cinema parecia uma arena de touradas ontem à meia-noite. A Vingança dos Sith é de longe o melhor filme da saga galáctica de George Lucas.
Eu odeio pessoas que entopem o rabo de tanta pipoca no cinema, e ficam fazendo um barulho infernal mastigando aquilo lá, que mais lembra um cavalo comendo milho.
Odeio barulho de saquinhos de jujuba sendo rasgados e devorados com uma sanha parecidíssima com a de um Gollum.
Odeio quem deixa celular no silencioso achando que assim está sendo educado no cinema. Desliga essa porra, ô caralho!
Hum... aliviei.
Nossa, ontem cheguei em casa e demorei pra domir, já de madrugada, entretido que estava com Gil cantando A Linha e o Linho, depois Drão, Refavela.
Eu já contei aqui que Gilberto Gil foi a única pessoa que eu conheci que me deixou sem reação? Eu tava lá, do lado do palco, na passagem de som com my friend Arthurzinho Maia, baixista dele.
De repente o "Negro que Caetano gosta" desce e fica do meu lado e ainda pergunta o que eu tô achando do som... Putz!
Tô afim de ver A Outra Face da Raiva, topa?
Eu odeio pessoas que entopem o rabo de tanta pipoca no cinema, e ficam fazendo um barulho infernal mastigando aquilo lá, que mais lembra um cavalo comendo milho.
Odeio barulho de saquinhos de jujuba sendo rasgados e devorados com uma sanha parecidíssima com a de um Gollum.
Odeio quem deixa celular no silencioso achando que assim está sendo educado no cinema. Desliga essa porra, ô caralho!
Hum... aliviei.
Nossa, ontem cheguei em casa e demorei pra domir, já de madrugada, entretido que estava com Gil cantando A Linha e o Linho, depois Drão, Refavela.
Eu já contei aqui que Gilberto Gil foi a única pessoa que eu conheci que me deixou sem reação? Eu tava lá, do lado do palco, na passagem de som com my friend Arthurzinho Maia, baixista dele.
De repente o "Negro que Caetano gosta" desce e fica do meu lado e ainda pergunta o que eu tô achando do som... Putz!
Tô afim de ver A Outra Face da Raiva, topa?
Wednesday, May 18, 2005
Tudo isso
Não faz uma semana, que eu disse a ele que das cinco melhores crônicas que havia lido na vida, a segunda era sua. Ontem ele me aparece com essa, agora são duas. Com vocês, Norton Ferreira:
McDonalds
Uma vida assim, assim como um carro em ponto-morto e torto. Gostava de passarinhos, chão molhado e livros. Cheirinho de roupa lavada e filmes noir: nesses momentos, lembrava-se das Sessões da Tarde, quando a mãe lhe abraçava com bandejas de pipoca com guaraná.
Gostava da pequena casa, agora solteira, no meio do pequeno sítio, no meio do silêncio preenchido por lembranças e bem-te-vis sopranos. Sentia-se protegido; estar na casa era como se estivesse no útero da mãe ou da mulher amada.
Gostava de música: "Eu quero a sorte de um amor tranqüilo/Com sabor de fruta mordida/ Nós na batida, no embalo da rede/ Matando a sede na saliva/Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/E algum trocado pra dar garantia/E ser artista no nosso convívio/ Pelo inferno e céu de todo dia/ Pra poesia que a gente não vive/ Transformar o tédio em melodia/ Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum veneno antimonotonia/ E se eu achar a sua fonte escondida/ Te alcance em cheio o mel e a ferida/ E o corpo inteiro feito um furacão/ Boca, nuca, mão, e a tua mente/ Não ser teu pão, ser tua comida/Todo amor que houver nessa vida/ E algum remédio que me dê alegria".
Embora solitária e cheia de estrias, a casa era alegre de pensamentos e sentimentos. Paredes cúmplices de vasos vazios. Mas havia goteiras pingando pingos ainda de amor.. Não queria corrigir erros, também gostava deles, eram eles que mostravam alguns acertos. Gostava de lembrar das despedidas, e chorava ao relembrar os reencontros.
Sempre se lembrava do poeta: "A vida é a arte do encontro". Gostava da coleção de gibis, dos super-heróis que durante um bom tempo supriram a ausência do pai.
Gostava de andar na chuva, do cheiro de mato verde, do beijo na virilha dela, doce como sirigüela, da vagina feliz de soluços, do jeito dela pedir, do jeito dela subir, do jeito dela fugir, da camiseta furada que ela usava para dormir, do jeito que ela dizia "morri".
Assim ficava na casa, conferindo a coleção de topadas, abrindo feridas e acariciando cicatrizes.
Um slogan publicitário foi a luz, o relâmpago que a tudo iluminou. Ao ver a frase do McDonald's, disse: "Meu Deus", 'amo muito tudo isso.'
McDonalds
Uma vida assim, assim como um carro em ponto-morto e torto. Gostava de passarinhos, chão molhado e livros. Cheirinho de roupa lavada e filmes noir: nesses momentos, lembrava-se das Sessões da Tarde, quando a mãe lhe abraçava com bandejas de pipoca com guaraná.
Gostava da pequena casa, agora solteira, no meio do pequeno sítio, no meio do silêncio preenchido por lembranças e bem-te-vis sopranos. Sentia-se protegido; estar na casa era como se estivesse no útero da mãe ou da mulher amada.
Gostava de música: "Eu quero a sorte de um amor tranqüilo/Com sabor de fruta mordida/ Nós na batida, no embalo da rede/ Matando a sede na saliva/Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/E algum trocado pra dar garantia/E ser artista no nosso convívio/ Pelo inferno e céu de todo dia/ Pra poesia que a gente não vive/ Transformar o tédio em melodia/ Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum veneno antimonotonia/ E se eu achar a sua fonte escondida/ Te alcance em cheio o mel e a ferida/ E o corpo inteiro feito um furacão/ Boca, nuca, mão, e a tua mente/ Não ser teu pão, ser tua comida/Todo amor que houver nessa vida/ E algum remédio que me dê alegria".
Embora solitária e cheia de estrias, a casa era alegre de pensamentos e sentimentos. Paredes cúmplices de vasos vazios. Mas havia goteiras pingando pingos ainda de amor.. Não queria corrigir erros, também gostava deles, eram eles que mostravam alguns acertos. Gostava de lembrar das despedidas, e chorava ao relembrar os reencontros.
Sempre se lembrava do poeta: "A vida é a arte do encontro". Gostava da coleção de gibis, dos super-heróis que durante um bom tempo supriram a ausência do pai.
Gostava de andar na chuva, do cheiro de mato verde, do beijo na virilha dela, doce como sirigüela, da vagina feliz de soluços, do jeito dela pedir, do jeito dela subir, do jeito dela fugir, da camiseta furada que ela usava para dormir, do jeito que ela dizia "morri".
Assim ficava na casa, conferindo a coleção de topadas, abrindo feridas e acariciando cicatrizes.
Um slogan publicitário foi a luz, o relâmpago que a tudo iluminou. Ao ver a frase do McDonald's, disse: "Meu Deus", 'amo muito tudo isso.'
Tuesday, May 17, 2005
Neurônios
"Muitas vezes, havia tantas metáforas e tantos meios de escapar da censura na década de 70, que, eu mesmo, quando ouço músicas que escrevi, não entendo o que eu quis dizer."
Quem disse isso foi Chico Buarque, a Paul Auster.
Psiu, você que tá lendo! Aqui pra nós... tá arrependido de ter queimado tantos neurônios, né?
Um prato: Edukators, filminho alemão ducarai.
Uma bolacha: Transa, de Caetano.
Um martelo: Notas de um Velho Safado, do velho Buka.
Um copo: Papary, no Beléleu.
Uma fome: pão de queijo com tomate seco e ricota, no Café das Letras (acho que é esse o nome), BH.
Uma condição: Pilar Fazito.
Ei, vocês acreditam que ele é o Yoda? Sabia dessa não...
Amanhã meia-noite, eu e uma ruma de babaca gritando dentro do cinema pra ver o mal vencer. Té que enfim, né?
Quem disse isso foi Chico Buarque, a Paul Auster.
Psiu, você que tá lendo! Aqui pra nós... tá arrependido de ter queimado tantos neurônios, né?
Um prato: Edukators, filminho alemão ducarai.
Uma bolacha: Transa, de Caetano.
Um martelo: Notas de um Velho Safado, do velho Buka.
Um copo: Papary, no Beléleu.
Uma fome: pão de queijo com tomate seco e ricota, no Café das Letras (acho que é esse o nome), BH.
Uma condição: Pilar Fazito.
Ei, vocês acreditam que ele é o Yoda? Sabia dessa não...
Amanhã meia-noite, eu e uma ruma de babaca gritando dentro do cinema pra ver o mal vencer. Té que enfim, né?
Coisas
Vocês já ouviu Josh Rouse?
Não, eu não me acho o cara mais inteligente do mundo, nem que as coisas pop's e descartáveis que muita gente que me cerca gosta vai comprometer minha opinião sobre elas. Eu só acho que deveríamos, nós, essa massa de excluídos que têm acesso cultura e oportunidades de aprender sempre mais dos mais variados temas possíveis, não perder tempo com bobagens, músicas, livros e filmes sem o mínimo conteúdo.
Óbvio que todo mundo tem o direito de se divertir, e você pode fazer isso até mesmo lendo o Código Da Vinci, mas por favor, não venha me dizer que você aprendeu algo com o livro (isso é apenas um exemplo, nada contra). Eu acho que um livro deve funcionar com um castelo de mil portas, e cada coisa que te interessa nele, ser uma fonte de curiosidade e pesquisa, então: procure as fontes certas.
Eu penso que temos tão pouco tempo pra viver neste mundo, que nos afogar em aprendizado e conhecer o próprio mundo em que vivemos é o melhor que podemos fazer, por nós mesmos.
Tô chato hoje, né? Acordei lendo Derrida, um frânces muito doido aí.
Ontem vi Violação de Privacidade. Poderia ter um roteito melhor, mas é um bom filme.
Não, eu não me acho o cara mais inteligente do mundo, nem que as coisas pop's e descartáveis que muita gente que me cerca gosta vai comprometer minha opinião sobre elas. Eu só acho que deveríamos, nós, essa massa de excluídos que têm acesso cultura e oportunidades de aprender sempre mais dos mais variados temas possíveis, não perder tempo com bobagens, músicas, livros e filmes sem o mínimo conteúdo.
Óbvio que todo mundo tem o direito de se divertir, e você pode fazer isso até mesmo lendo o Código Da Vinci, mas por favor, não venha me dizer que você aprendeu algo com o livro (isso é apenas um exemplo, nada contra). Eu acho que um livro deve funcionar com um castelo de mil portas, e cada coisa que te interessa nele, ser uma fonte de curiosidade e pesquisa, então: procure as fontes certas.
Eu penso que temos tão pouco tempo pra viver neste mundo, que nos afogar em aprendizado e conhecer o próprio mundo em que vivemos é o melhor que podemos fazer, por nós mesmos.
Tô chato hoje, né? Acordei lendo Derrida, um frânces muito doido aí.
Ontem vi Violação de Privacidade. Poderia ter um roteito melhor, mas é um bom filme.
Monday, May 16, 2005
Com os dois pés
Chuva. Eu gosto.
O Pedro
está cada vez melhor.
Ontem eu demorei quase uma hora, procurando de pasta em pasta no computador uma música que não saía da minha cabeça. São os ossos do ofício de ter 400 bandas catalogadas.
Interpol, Kazabian e Franz Ferdinand no Brasil em novembro? É.
Calma gente, propina na Assembléia Legislativa não é exclusividade de Roraima não!
"I don't wanna change your mind" - Strokes.
O Pedro
está cada vez melhor.
Ontem eu demorei quase uma hora, procurando de pasta em pasta no computador uma música que não saía da minha cabeça. São os ossos do ofício de ter 400 bandas catalogadas.
Interpol, Kazabian e Franz Ferdinand no Brasil em novembro? É.
Calma gente, propina na Assembléia Legislativa não é exclusividade de Roraima não!
"I don't wanna change your mind" - Strokes.
Sunday, May 15, 2005
Figurinhas
"O tédio é um começo que não chega e um fim que não se conclui".
Que merda de parque cacete! Domingo é dia de tédio. Dia de achar que o mundo é uma merda e que as pessoas são falsas e mesquinhas e que você é a pessoa mais solitária do mundo. Ponto.
Aí no meio de um monte de demoniozinhos vermelhos que ficam tagarelando mil coisas cruéis nos meus ouvidos, surgem uns anjos pra salvar minha alma do inferno do tédio.
Poucos anjos.
Três.
Gay Dad. Não, calma, é só o nome de uma das melhores bandas do british pop. Escute.
Não assista A Intérprete. É podre.
Gay Talese. Não, calma, é só um dos maiores nomes do new journalism. Leia.
Patrício, Clara e Pilar. Meus três anjos neste domingo infernal. Aliás, Pilar é querubim.
Que merda de parque cacete! Domingo é dia de tédio. Dia de achar que o mundo é uma merda e que as pessoas são falsas e mesquinhas e que você é a pessoa mais solitária do mundo. Ponto.
Aí no meio de um monte de demoniozinhos vermelhos que ficam tagarelando mil coisas cruéis nos meus ouvidos, surgem uns anjos pra salvar minha alma do inferno do tédio.
Poucos anjos.
Três.
Gay Dad. Não, calma, é só o nome de uma das melhores bandas do british pop. Escute.
Não assista A Intérprete. É podre.
Gay Talese. Não, calma, é só um dos maiores nomes do new journalism. Leia.
Patrício, Clara e Pilar. Meus três anjos neste domingo infernal. Aliás, Pilar é querubim.
Saturday, May 14, 2005
Sabadeco
Eu moro numa cidade que possui 800.000 habitantes e míseras 8 salas de cinema. Fez as contas da proporção?
O Moe acabou de fazer uma postectomia. Sabe o que é não é? Fimose porra!
Meu pau também já esteve envolvido por um cachecol de gase e esparadrapo. É foda passar três semanas assistindo Cartoon Network 24 horas por dia e andar pra todo lado com uma compressa de gelo, caso o dito cujo decida levantar-se.
Nossa, descobriram agora que Roberto Jefferson rouba, é?
O Moe acabou de fazer uma postectomia. Sabe o que é não é? Fimose porra!
Meu pau também já esteve envolvido por um cachecol de gase e esparadrapo. É foda passar três semanas assistindo Cartoon Network 24 horas por dia e andar pra todo lado com uma compressa de gelo, caso o dito cujo decida levantar-se.
Nossa, descobriram agora que Roberto Jefferson rouba, é?
Friday, May 13, 2005
Suor
Putz, eu suei feito uma panela de pressão, tremi na base e ela percebeu. Mas depois me deixou tão à vontade, que eu nem lembrava mais que estava entrevistando uma das minhas deusas.
Foi ontem, no Teatro Alberto Maranhão, que eu ganhei um beijinho e um "adorei você!" de Denise Stoklos. Ai, ai...
- Viram a nova Playboy? Tem duas fotos legais, o resto sem nada de novo. Aliás, nos últimos tempos a padronização de xoxotas tem sido uma praga broxante, tal qual a imagem do bigode de Hitler. Não dá pra ter um pouco mais de pêlos não, ô?
- Tô lendo Tom Wolfe, Radical Chic. Fodão!
- Me diga: dá pra ter esperança no país de Romeros Jucás e Henriques Meirelles?
Foi ontem, no Teatro Alberto Maranhão, que eu ganhei um beijinho e um "adorei você!" de Denise Stoklos. Ai, ai...
- Viram a nova Playboy? Tem duas fotos legais, o resto sem nada de novo. Aliás, nos últimos tempos a padronização de xoxotas tem sido uma praga broxante, tal qual a imagem do bigode de Hitler. Não dá pra ter um pouco mais de pêlos não, ô?
- Tô lendo Tom Wolfe, Radical Chic. Fodão!
- Me diga: dá pra ter esperança no país de Romeros Jucás e Henriques Meirelles?
Thursday, May 12, 2005
Durante
- Cicarelli ainda vai levar pra casa R$ 15 milhões com a separação. Gente, isso foi quase um fundo de investimento (sem trocadilhos, por favor).
- “Decidido: Assim que a Denise Stocklos acabar o espetáculo, eu pego o avião e vou ver Tom Wolfe na Bienal?” Depois disso eu só lembro de ter acordado molhado de suor...
- O Marco Aurélio de Mello não é o McDonald’s, mas eu amo muito tudo que ele decide. Agora foi a quebra do sigilo bancário do Meirelles, o cão de guarda do FMI no Banco Central. Na fresta dos carcomidos pelo conservadorismo e corruptocratas do STF, ele tem se saído um primor.
- O Vinícius parece ser um cara chato, mas escreve bem pacas.
- Ponha isto nos seus ouvidos: Soundtrack of Our Lives.
- “Decidido: Assim que a Denise Stocklos acabar o espetáculo, eu pego o avião e vou ver Tom Wolfe na Bienal?” Depois disso eu só lembro de ter acordado molhado de suor...
- O Marco Aurélio de Mello não é o McDonald’s, mas eu amo muito tudo que ele decide. Agora foi a quebra do sigilo bancário do Meirelles, o cão de guarda do FMI no Banco Central. Na fresta dos carcomidos pelo conservadorismo e corruptocratas do STF, ele tem se saído um primor.
- O Vinícius parece ser um cara chato, mas escreve bem pacas.
- Ponha isto nos seus ouvidos: Soundtrack of Our Lives.
Admirável Mundo Novo
Hoje de manhã bem cedo, como se fosse um canário de realejo tirando minha sorte:
"A felicidade está nos detalhes. As generalidades são apenas males necessários".
Aldous Huxley
"A felicidade está nos detalhes. As generalidades são apenas males necessários".
Aldous Huxley
Wednesday, May 11, 2005
Check-in
Abram seus bolsos e zíperes, Cicarelli acabou de anunciar a separação.
"Estou há 13 dias sem ter um orgasmo. Isso não me acontece desde que eu tinha uns 6 anos de idade. No dia em que eu gozar, vai dar pra fazer um queijo"
Coisas do Moe: Espanações
A Aline também é foda: Casa do Cacete
- Amanhã tem Denise Stocklos em Natal. Tem alguma coisa errada com essa cidade...
"Estou há 13 dias sem ter um orgasmo. Isso não me acontece desde que eu tinha uns 6 anos de idade. No dia em que eu gozar, vai dar pra fazer um queijo"
Coisas do Moe: Espanações
A Aline também é foda: Casa do Cacete
- Amanhã tem Denise Stocklos em Natal. Tem alguma coisa errada com essa cidade...
Da guerra
Pra quem acha que fato só é fato quando passa no Jornal Nacional, tá na hora de acordar pra cuspir.
A coisa no Iraque continua fedendo. Ou seria fodendo? Sacaí:
The Quagmire
A coisa no Iraque continua fedendo. Ou seria fodendo? Sacaí:
The Quagmire
Potocas
Como diria Jack, vamos por partes...
- Nossa, hoje acordei e dei de cara com a Mírian Leitão no Bom Dia Brasil. Imagem pavorosa do inferno!
- Ontem fui no Míduei Mol. Òtimo perceber que minhas impressões não mudam. Pra mim todo xóping é como o mercado público de Caicó, só que com ar condicionado. Aliás, uma praça de alimentação onde não se encontra caldo de cana com pão doce, merece alguma atenção?
- Acabei de ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. É o primeiro livro em quase dez anos que eu leio pra me distrair. É legal e tal, mas no final você para e pergunta: e ai? o que eu aprendi de novo? Porra nenhuma!
- Alguém me empresta R$ 267,00 pr'eu comprar a caixa de discos do Roberto Carlos Anos 70?
- Aliás, bem que eu podia ganhar essa caixa de presente de aniversário, né?
- Pensando bem... Duvido que alguém ache que minha amizade valha isso tudo!
- Eu soube de um cara que comprou uma fantasia de Star Wars, por míseros R$ 980,00, e vai enfiado nela ver a estréia do filme no Praia Shopping, dia 19, meia noite. Chupa, né?
- Isso não sai da minha cabeça: "Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça, e que nós estamos dentro de uma cabeça, que nos sonha."
- Nossa, hoje acordei e dei de cara com a Mírian Leitão no Bom Dia Brasil. Imagem pavorosa do inferno!
- Ontem fui no Míduei Mol. Òtimo perceber que minhas impressões não mudam. Pra mim todo xóping é como o mercado público de Caicó, só que com ar condicionado. Aliás, uma praça de alimentação onde não se encontra caldo de cana com pão doce, merece alguma atenção?
- Acabei de ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. É o primeiro livro em quase dez anos que eu leio pra me distrair. É legal e tal, mas no final você para e pergunta: e ai? o que eu aprendi de novo? Porra nenhuma!
- Alguém me empresta R$ 267,00 pr'eu comprar a caixa de discos do Roberto Carlos Anos 70?
- Aliás, bem que eu podia ganhar essa caixa de presente de aniversário, né?
- Pensando bem... Duvido que alguém ache que minha amizade valha isso tudo!
- Eu soube de um cara que comprou uma fantasia de Star Wars, por míseros R$ 980,00, e vai enfiado nela ver a estréia do filme no Praia Shopping, dia 19, meia noite. Chupa, né?
- Isso não sai da minha cabeça: "Às vezes eu acho que o mundo é uma cabeça, e que nós estamos dentro de uma cabeça, que nos sonha."
Tuesday, May 10, 2005
Vamos respeitar os eqüinos...
Eu adoro o humor da minha mãe. Delicado, inteligente, quase uma senhora inglesa.
Dia desses pra definir o meu apego monótono as coisas - como por exemplo usar o mesmo copo e mesma calça preta a anos, rever dezenas de vezes os filmes que gosto - ela saiu com essa:
"Rodrigo é como um jumento: só sabe cagar num canto só!"
Acho que por isso voltei a ter blog.
- Sacaí o último disco do British Sea Power, é massa.
- Brusk tá feliz. Ontem pegou na mão de Chris Martin num show do Coldplay, no Canadá.
Dia desses pra definir o meu apego monótono as coisas - como por exemplo usar o mesmo copo e mesma calça preta a anos, rever dezenas de vezes os filmes que gosto - ela saiu com essa:
"Rodrigo é como um jumento: só sabe cagar num canto só!"
Acho que por isso voltei a ter blog.
- Sacaí o último disco do British Sea Power, é massa.
- Brusk tá feliz. Ontem pegou na mão de Chris Martin num show do Coldplay, no Canadá.

